Sport na Série A: como joga taticamente o Internacional

Por: Mateus Schuler

Relações internacionais. O Sport tem teste “peso 3” ante o Internacional com a missão de voltar a vencer e largar com o pé direito na estreia de Gustavo Florentín na Ilha do Retiro. Confronto acontece nesta segunda-feira (13) às 20h, no Recife, pelo encerramento da 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Colorado.

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O TIME

Para o confronto com os leoninos, Diego Aguirre tem três retornos aos seus 11 iniciais: lateral-direito Saravia, que passou por artroscopia no joelho direito, e os meio-campistas Rodrigo Lindoso, após suspensão, e Edenílson, convocado para disputa de jogos nas Eliminatórias à Copa do Mundo de 2022. Estão fora, por outro lado, Taison, por lesão na coxa direita, e Rodrigo Dourado, suspenso, mantendo mesmo assim o 4-2-3-1.

Inter terá mudanças na equipe titular diante do Leão (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Se na última temporada o Inter brigou pelo título do Brasileirão até o final, na atual tem deixado a desejar. Apesar de ser o sétimo melhor ataque, com 22 gols, o Colorado não vem demonstrando bom desempenho no setor ofensivo e variando pouco a postura, além de pouco criativo. Muito se deve pelo estilo de Aguirre, que somou 18 dos 39 pontos disputados na Série A, resultando em pouco menos de 50% de aproveitamento.

Laterais colorados ajudam na criação de jogadas (Imagem: SporTV/Premiere)

Com 9,1 finalizações por partida, os gaúchos estão entre os piores no quesito, mas buscam aproximar para ajudar na criação. O desenho mais frequente é o 4-2-3-1, tendo os meio-campistas próximos, sejam os da cabeça de área ou os da beirada, assim as jogadas surgem de triangulações abertas pelos lados.

Gaúchos tentam aproximar mais suas linhas para criar (Imagem: SporTV/Premiere)

“Quando o Inter tem a bola, o foco é a troca de passes quase sempre pelo meio de campo, inclusive de forma centralizada mesmo, tentando a infiltração. Com pouco sucesso, mas é um time que tem calma com a bola nos pés”

Mauro Vaz, repórter no GreNal Total

COMO DEFENDE

A defesa, por outro lado, é bastante contraproducente. Quarta mais vazada do campeonato, com 22 gols sofridos, a equipe tem mostrado fragilidades e problemas de compactação. Formando sempre duas linhas, o Colorado tem o contra-ataque como arma, ficando com blocos médio/altos para bloquear o adversário.

Inter busca o máximo de compactação em blocos médios (Imagem: SporTV/Premiere)

“O time do Aguirre é bem reativo, espera muito o adversário e investe muito em contra-ataque. Sem a bola, é um time que dificilmente pressiona a saída de bola do adversário e a linha defensiva costuma ser no meio-campo”

Mauro Vaz, repórter no GreNal Total

O mais frequente é formar um 4-4-2, com os dois volantes tendo o apoio dos extremos na segunda linha e o armador ajudando o centroavante a fechar o cadeado. Outra opção é o 4-1-4-1, deixando um dos cabeças de área fixos e os demais meio-campistas mais à frente, porém atrás da referência; blocos são bastante próximos.

Ao ser contra-atacado, Inter alterna o posicionamento defensivo (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Bruno Méndez (ZAG) – Principal pilar defensivo, o zagueiro uruguaio mostra solidez no setor. Mesmo sem ser tão alto, tem força na bola aérea, inclusive ao atacar, mas sua característica mais destacável é a velocidade. Firme na marcação, neutraliza os adversários com antecipações rápidas e fechando os espaços.

Edenílson (MD) – Melhor jogador do Internacional no campeonato. Artilheiro da Série A com oito gols marcados, tem boa presença ofensiva pelo lado do campo, mas também é forte na bola parada. Não por acaso, conseguiu dar cinco assistências e é, assim, o líder da equipe no quesito; o jogador tem sua importância ainda na transição defensiva, ajudando ao fazer 17 desarmes.

Yuri Alberto (ATA) – Jogador da referência ofensiva do Colorado, comanda o setor participando de boa parte das jogadas, seja ajudando com pivôs ou na finalização. Vice-artilheiro dos gaúchos no Brasileirão com seis gols, é quem mais chutou a gol, sendo o terceiro no quesito em todo o campeonato, com 47 arremates; desses, nove foram grandes chances perdidas.

Créditos da foto principal: Ricardo Duarte/SC Internacional

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