Marcha fúnebre: análise Santa Cruz 1 x 1 Botafogo-PB

Por: Ivan Mota

O Santa Cruz se despediu da Série C do Campeonato Brasileiro sem ter quaisquer motivos para comemorar. Já rebaixado e na lanterna, ficou no empate em 1 x 1 com o Botafogo-PB neste sábado (25), na Arena de Pernambuco, na última rodada do Grupo A da Terceirona, se despedindo de forma melancólica rumo à Série D.

Para seu último duelo no campeonato, Roberto Fernandes realizou mudanças no esquema tático em relação ao jogo anterior, contra o Tombense. O treinador armou o Tricolor com três zagueiros, tendo Júnior Sergipano, Breno Calixto e Rafael Castro, enquanto o goleiro Marcão fez sua estreia, no lugar de Jordan. Alterações também do meio para frente, com as entradas de Frank e João Cardoso.  

Cobra Coral armada num 3-4-3 bastante ofensivo (Feito no Tactical Pad)

Apoie o Pernambutático e receba conteúdos exclusivos do seu time de coração

COMO FOI

O jogo começou muito aberto, com os dois times buscando o ataque e jogando como se não tivessem nada a perder, já que os tricolores apenas cumpriam tabela e os paraibanos precisavam de uma vitória simples para se garantir na próxima fase. Com muito espaço, foi o Belo que criou as melhores chances e teve mais posse de bola, mas sem levar real perigo ao gol de Marcão.

O Santa, utilizando um novo esquema tático, se portava num 4-4-2 nos momentos defensivos, com a primeira linha de quatro formada por Gilmar, na lateral esquerda, e Rafael Castro fazendo o lado direito, mantendo Sergipano e Breno Calixto pelo meio. Em alguns momentos, um dos volantes também fechava pelo lado direito, formando uma linha de cinco. Mesmo assim, os visitantes chegavam com certa facilidade, se infiltrando na área.

Compactação defensiva dos corais (Imagem: DAZN)

Em um desses ataques, Rafael Castro parou de forma faltosa e dentro da área um atacante adversário. O pênalti foi marcado e Clayton aproveitou para abrir o placar, tornando a situação do time botafoguense muito tranquila para a classificação.

Mas essa calma foi toda embora na segunda etapa. Roberto Fernandes promoveu três mudanças no intervalo, abrindo mão dos três zagueiros e montando de vez uma linha de quatro defensores, com Leonan fazendo a lateral direita. A equipe passou a jogar num 4-3-3, tendo Lelê jogando na função de camisa 10.

E foram os garotos que entraram no segundo tempo que conseguiram buscar o empate. Aos 17 minutos, o atacante Léo Gaúcho recebeu dentro da área, fez muito bem o pivô e rolou para Eduardo, que acertou um bom chute; a bola ainda desviou na defesa e foi morrer no fundo das redes.

O final foi dramático para os paraibanos, que se fecharam muito, já que o empate garantia a classificação, mas o risco da derrota foi real, com os donos da casa pressionando bastante e indo ao ataque com muita liberdade para os laterais. O Mais Querido formou algumas vezes um 3-2-4-1, porém nem assim conseguiu tirar a igualdade do placar.

Movimentação tricolor na etapa final (Imagem: DAZN)

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: