Lestonismo: o que esperar taticamente de Leston Júnior no Santa Cruz

Por: Pernambutático

Desafios. Leston Júnior retorna ao Santa Cruz para ser o símbolo da reformulação já visando 2022 e terá a missão de resgatar o espírito de luta coral após fracasso na Série C. Seu último clube foi o Floresta, onde se livrou do rebaixamento na última rodada. Antes, em 2019, passou pelo Tricolor.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha taticamente as principais características do treinador, com conceitos, modelos de jogo, pontos fortes e fracos, e tudo que se pode esperar de Leston pelo Arruda.

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA

Levando em conta o último trabalho de Leston, tirando Floresta da Série D à Série C e conseguindo se manter, o comandante apresentou um futebol de troca rápida de passes e aproximações. A principal aposta foi o 4-2-3-1, tendo os pontas dando amplitude e os dois jogadores mais técnicos do time por dentro.

Postura dos cearenses de imposição (Imagem: DAZN)

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Na parte ofensiva, podia variar para o 4-3-3 com apoio constante dos laterais, que chegavam junto aos pontas, utilizando-se de bolas longas, buscando sempre um jogo profundo e vertical. A maioria das finalizações aconteciam dentro da grande área.

Lobo com duas trincas no ataque (Imagem: DAZN)

Os times de Leston gostam de valorizar a posse de bola, utilizando muitas vezes uma saída de 3 com um dos volantes recuando mais próximo à dupla de zaga, enquanto os laterais ganham mais liberdade para aprofundar o jogo de posse.

COMPACTAÇÃO DEFENSIVA

Já a parte defensiva conseguiu um pouco mais de sucesso, com uma média de menos de um gol sofrido por jogo ao longo da Série C. Os números mostram que o time joga sem dar espaços quando está sendo atacado, geralmente apostando em duas linhas de 4, no 4-4-2.

Boa compactação do Verdão (Imagem: DAZN)

O modelo variava para o 4-5-1 quando o Lobo tentava preencher o meio e dificultar a troca de passes, forçando o adversário a utilizar bolas longas. Neste cenário, apenas o centroavante ficava mais à frente, com a recomposição dos homens de meio.

Movimentação no campo de defesa (Imagem; DAZN)

PRIMEIRA PASSAGEM PELO ARRUDA

Leston Júnior teve rápida passagem pelo Mais Querido em 2019 e mesmo assim deixou saudades. Na época, apresentou um time competitivo, ágil e letal com a bola nos pés. O principal modelo daquele Santa Cruz em fase ofensiva era o 4-2-3-1.

Em 30 confrontos à frente dos corais, venceu 11 vezes, balançando as redes adversárias por 37 oportunidades. Muito devido às constantes variações do ataque, que flertava a 4-3-3 e 4-2-1-3, dependendo do posicionamento dos meio-campistas, pois alternavam na armação.

Faixa central do campo e pontas revezavam na criação (Imagem: Live FC)

Defensivamente, no entanto, os tricolores sofreram bastante. Foram 33 gols sofridos, dando média negativa de 1,1 por partida, com os rivais explorando constantemente a entrelinha do 4-4-2 para criar as jogadas e marcar seus tentos. Tendo alternância para 4-2-3-1 e 4-1-4-1, cedeu muitos espaços, pois não tinha compactação.

Os homens de meio-campo também se revezavam junto ao centroavante Pipico, enquanto os demais formavam uma das linhas ao lado dos pontas no 4-4-2. A transição defensiva não tinha tanta mobilidade e dava brechas seja pelos lados, como no meio, com os contra-ataques sendo explorados para furar o bloqueio da Cobra Coral.

Em blocos médios, marcação buscou preencher o máximo de espaços (Imagem: Live FC)

Créditos da foto principal: Rodrigo Baltar/Santa Cruz

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