Náutico na Série B: como joga taticamente o Operário

Por: Mateus Schuler

Fantasma trapalhão. O Náutico enfrenta o Operário para reverter crise iniciada pela diretoria e esboçar reação na Série B do Campeonato Brasileiro com a chegada das novas contratações. Confronto acontece nesta sexta-feira (1º) às 21h30 no Germano Krüger, em Ponta Grossa, pela 28ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Fantasma.

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O TIME

Para o confronto com o Timbu, a expectativa é de que hajam mudanças nos 11 iniciais dos alvinegros, pois são sete jogos seguidos sem vencer. A primeira, de certeza, é no comando, depois de Matheus Costa ser demitido e Leandro Niehues assumir interinamente, devendo alterar algumas peças após a baixa produtividade em campo; apesar disso, o 4-3-3 deve ser mantido.

Paranaenses devem modificar time para voltar a vencer (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do quinto pior ataque da Segundona, com 21 gols marcados, o Operário tem passado por dificuldades para balançar as redes. Desde a última vitória na competição, os 2 x 0 sobre o Vasco na abertura do returno, o Fantasma só fez três tentos, dividindo a marca junto ao Vitória nos últimos sete duelos que disputou.

Começo de jogadas ofensivas tem distância entre os blocos centrais (Imagem: Premiere)

Muito se deve pela falta de criatividade dos alvinegros, pois a transição tem início em uma saída no 4+2, enquanto os demais blocos ficam distanciados. Alternando entre 4-3-3 e 4-2-3-1 ao atacar, os meio-campistas auxiliam os extremos na criação, tendo ainda o apoio dos laterais, mas sem amplitude e o centroavante fazendo pivôs em velocidade.

Além de variação na armação, laterais dão amplitude (Imagem: SporTV/Premiere)

“Totalmente ineficiente. Não é um dos piores do campeonato por acaso. A bola chega pouco ao setor ofensivo e, quando chega, chega quadrada. O centroavante precisa sair muito da área para buscar o jogo, mas a mudança no comando pode dar novos rumos”

Dudu Guimarães, repórter na Rádio Lagoa Dourada

COMO DEFENDE

Se o ataque é pouco produtivo, a defesa vai na mesma toada, mostrando ser falha em diversos pontos. Quinto mais vazado de todo certame, com 30 gols, o sistema defensivo dos paranaenses foi criticado ao longo da passagem de Matheus Costa, pois permitia constantes infiltrações aos adversários; contra o próprio Timbu, no jogo do turno, acabou derrotado por 5 x 0.

Com blocos médios/altos, alvinegros tentam fechar espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

Muitos espaços são gerados pela constante alternância do sistema tático do setor, já que não há compactação entre os blocos. Quando postado no 4-4-2, as duas linhas de 4 não ficam próximas e a entrelinha fica constantemente preenchida pelos rivais, enquanto no 4-2-3-1 os extremos recompõem sem velocidade e deixando brechas.

“A defesa tem tomado gols bobos, inclusive no fim do jogo. Em alguns momentos, os jogadores chegam até a bater cabeça, que tem gerado essa sequência negativa no campeonato. Tá faltando mais concentração aos defensores do Fantasma”

Dudu Guimarães, repórter na Rádio Lagoa Dourada
Falta de compactação deu liberdade aos adversários (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Alex Silva (LD) – Apesar de não agregar ofensivamente, o lateral-direito dos paranaenses tem se destacado mais na fase defensiva. Com 2,4 desarmes por jogo, é o líder da equipe no quesito, além de figurar entre os dez melhores do campeonato; já nas interceptações, tem 2,6 por partida e divide o topo ao lado de Thiago Ennes, do Remo.

Marcelo (MC) – Um dos principais destaques do Fantasma na última edição da Segundona, o meio-campista vem fazendo uma temporada até abaixo, no entanto é um dos pilares no meio-campo alvinegro. Além de ajudar com a transição entre defesa e ataque, aparece bem no setor ofensivo, marcando três gols e sendo um dos artilheiros do time na Série B.

Paulo Sérgio (CA) – Mesmo os paranaenses balançando pouco as redes dos adversários, o centroavante é quem melhor tem mostrado presença ofensiva até o momento. É o artilheiro da equipe no torneio, com cinco gols marcados, e por ser voluntarioso, tem sido importante também na criação fazendo bons pivôs, criando duas grandes chances.

Créditos da foto principal: André Jonsson/OFEC

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