Náutico na Série B: como joga taticamente o Goiás

Por: Felipe Holanda

De cabo a rabo. A dez jogos do fim da Série B, o Náutico enfrenta o Goiás em confronto que pode ser um divisor de águas para as pretensões alvirrubras na tabela – atualmente, Timbu está a dez pontos do G-4, e a oito da zona de rebaixamento. A bola rola nesta terça-feira (5) às 21h30, nos Aflitos, pela 28ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Esmeraldino.

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O TIME

Vindo de vitória por 3 x 0, a tendência é que Marcelo Cabo mantenha a escalação diante dos pernambucanos. O volante Caio Vinícius, que volta de suspensão pelo terceiro cartão amarelo, pode aparecer, mas não tem presença garantida. Em tese, ele disputa a vaga com Diego. Já o lateral-esquerdo Hugo, no DM, é carta fora do baralho.

Provável formação inicial dos goianos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Objetivo. Com 32 gols marcados nesta Série B, o Goiás costuma aproveitar as chances que tem para ir às redes. Em fase ofensiva, a principal aposta é formar um 4-2-3-1 de muito jogo apoiado e subidas dos laterais, confundindo a marcação adversária.

Postura na construção ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Outra postura notável é performar um 4-3-3, com Apodi e Diego revezando de posição na direita: enquanto um avança, o outro recompõe. Neste cenário, o Esmeraldino povoa a última linha para que Nicolas, o centroavante, tenha mais liberdade de finalizar a jogada.

Profundidade dos laterais goianos (Imagem: SporTV/Premire)

No início da construção, os goianos exploram uma saída 1+4+1+3 para encontrar espaços na defesa rival. O goleiro Tadeu tem papel fundamental nestes casos, mas precisa ter 100% de precisão nos passes, o que nem sempre consegue. Um fator que pode ser aproveitado por Hélio dos Anjos.

Espaçamento das peças alviverdes em campo (Imagem: SporTV/Premiere)

“A dupla de ataque titular não marca a dois jogos, com o centroavante – e vice-artilheiro da equipe na competição – Nicolas tendo sete jogos de seca. O último atacante a marcar foi Wellinton, na derrota para o Vila Nova no clássico”

Victor Pimenta, repórter no Jornal O Hoje

COMO DEFENDE

O sistema defensivo é o ponto forte do Goiás. Com apenas 20 gols sofridos, ostenta a melhor defesa da Segundona, geralmente utilizando o 4-4-2 característico de duas linhas de 4. A equipe costuma apresentar boa compactação e por isso consegue, muitas vezes, frear o ímpeto do adversário.

4-4-2 do Esmeraldino diante do Vasco (Imagem: SporTV/Premiere)

O time varia frequentemente para o 4-3-3, pressionando um pouco mais a saída de bola rival. Dessa forma, Alef Manga adianta para auxiliar o trio mais adiantado e ter mais chances de recuperar a bola, já engatilhando um possível contragolpe.

“A defesa vinha estável até sofrer três derrotas seguidas, tendo a ausência de David Duarte e tomando dois gols de bola aérea. O retorno do zagueiro deu mais segurança ao setor, que não foi vazado contra o Vitória”

Victor Pimenta, repórter no Jornal O Hoje
Outro exemplo defensivo dos goianos (Imagem: SporTV/Premiere)

Quando ameaçado, pode apostar no 4-1-4-1 para preencher o miolo e dificultar a troca de passes. Por outro lado, acaba deixando brechas pelos lados, o que é justamente o “Calcanhar de Aquiles” do esquema de Marcelo Cabo.

Meio-campo povoado pelos alviverdes (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO:

TADEU (GOL) – Um dos melhores goleiros do futebol brasileiro na atualidade. Muito competente debaixo das traves, já salvou o Goiás em muitas ocasiões, seja por baixo ou pelo alto. Além de suas qualidades defensivas, Tadeu apresenta um bom passe e auxilia a equipe na progressão de posse. Outro ponto positivo.

ÉLVIS (MEIA) – A mente criativa do Esmeraldino. Líder de assistências, com seis passes para gol, Élvis é quem dita o ritmo de jogo do Verdão, atuando centralizado como maestro do time. Também finaliza bem de média distância, tendo ido às redes duas vezes na Segundona.

NICOLAS (ATA) – O “Cavani do Cerrado”. Nicolas chegou com o campeonato em andamento, assumiu a titularidade, e já briga pela artilharia da equipe, assinalando cinco tentos, dois a menos que o companheiro de ataque Alef Manga. Merece uma atenção especial, já que costuma ter o faro de gol apurado.

Créditos da foto principal: Rosiron Rodrigues/Goiás EC

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