Sport na Série A: como joga taticamente o Cuiabá

Por: Mateus Schuler

De mala e cuia. O Sport mede forças contra o Cuiabá para manter sequência de vitórias e deixar de vez o Z-4 na Série A do Campeonato Brasileiro. Confronto entre pernambucanos e matogrossenses acontece nesta quinta-feira (14) às 19h, na Arena Pantanal, no encerramento da 26ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Dourado.

O TIME

Para o duelo contra o Leão, Jorginho não terá a presença de Jonathan Cafu, que recebeu o terceiro amarelo e cumprirá suspensão automática. Clayson, por outro lado, foi substituído diante do São Paulo no último jogo no intervalo após uma pancada; assim como na partida, Felipe Marques pode entrar em seu lugar, mantendo o 4-3-3 do Auriverde.

Adversário dos leoninos terá escalação definida apenas momentos antes (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Com praticamente metade dos gols feitos como mandante, o Cuiabá passa por dificuldades ao jogar em seus domínios. Foram 13 tentos dos 25 no total, o Dourado tem a quinta pior campanha atuando na Arena Pantanal, apesar de ter uma proposta ofensiva e povoar mais o campo adversário; o time tem alternância constante entre 4-3-3 e até mesmo para um 4-2-4.

Meio-campistas podem aproximar dos atacantes se preciso (Imagem: SporTV/Premiere)

Mesmo com a ofensividade, os cuiabanos não demonstrar efetividade, seja na criação ou na finalização. São os que menos criam grandes chances (19), desperdiçando 11 delas, bem como são os terceiros no número de chutes por jogo (7,8), sendo 3,5 dessas em direção à meta. Muito da pouca criatividade se deve ao distanciamento entre as linhas de meio-campo, o que facilita ao rival no bloqueio dos espaços para passe.

Jogadas dos matogrossenses se iniciam originadas de saída em 4+2 (Imagem: SporTV/Premiere)

“O time até tenta manter a posse de bola jogando em casa, mas não vem bem e, por isso, opta pelo contra-ataque. Tanto que Jorginho tem feito um rodízio nas peças do setor ofensivo buscando corrigir esses erros, porém tem sofrido pela queda de entrosamento”

Pedro Lima, repórter no Olhar Esportivo

COMO DEFENDE

Oitava defesa mais vazada junto a Fluminense e América-MG, com 26 gols, o Auriverde sofreu 17 desses jogando dentro de seus domínios. Muito se deve às brechas dadas ao formar suas linhas defensivas pois, mesmo tendo o 4-4-2 como principal postura, não demonstra ter compactação e gera os espaços entrelinhas para infiltrações.

Adversários costumam jogar entre as linhas do Dourado (Imagem: SporTV/Premiere)

Outra alternativa aos comandados de Jorginho, caso optem pela cautela, é a formação de um 5-4-1, ainda que atuem dentro de casa; a opção fecha a “casinha” e aproxima os blocos. Por atuar mais em seu próprio campo, tem a quarta menor média de posse de bola (45,8%), ficando à frente inclusive dos leoninos, com 43,8%.

“É um time que gosta de marcar em cima, mas varia muito ao defender. Ainda assim, deixa o adversário jogar na maioria das vezes, apesar de ser bastante equilibrado. Na essência, é uma equipe que joga reativamente, tanto que os números mostram isso”

Pedro Lima, repórter no Olhar Esportivo
Linha de 5 tenta fechar mais os espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Walter (GOL) – Se o Cuiabá não está nas últimas posições e ocupando lugar fora da zona de rebaixamento, muito se deve ao camisa 1. São oito jogos sem ser vazado, além de ter feito 60 defesas, figurando no top-10 do campeonato no quesito; goleiro tem a segunda maior média da equipe na avaliação pelo SofaScore, com nota 7, atrás apenas do lateral-direito João Lucas, que soma 7,08.

João Lucas (LD) – Equilibrado. Assim pode definir o futebol apresentado pelo atleta em uma palavra nesta Série A. Dosando entre ataque e defesa, é uma peça importante ao time de Jorginho. É o terceiro que mais dá passes para gol, com duas assistências, enquanto criou uma grande chance; durante a fase defensiva, no entanto, é o líder do campeonato somando 79 desarmes e o terceiro nas interceptações, tendo 43, três abaixo de Rodrigo Dourado, hoje o primeiro no critério.

Pepê (MC) – Apesar de não ser um jogador efetivamente do ataque, surge no setor frequentemente, seja como elemento surpresa ou ajudando na criação. Essa presença já resultou em dois gols, ficando pela beirada como ponta ou no meio sendo articulador; assim, é o segundo que mais finalizou a favor do Dourado, somando 33 chutes ao lado de Élton – artilheiro da equipe – e atrás apenas de Clayson, com 34 arremates.

Créditos da foto principal: AssCom Dourado

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