Retrô na Pré-Copa do Nordeste: como joga taticamente o Moto Club

Por: Ivan Mota

A fim de ressurgir das cinzas. Após eliminação na Série D e ainda sem divisão para a próxima temporada, o Retrô enfrenta o Moto Club com a missão de fechar 2021 com o pé direito. Pernambucanos e maranhenses duelam nesta quarta-feira (13) às 15h no Nhozinho Santos, em confronto eliminatório pela Pré-Copa do Nordeste, onde só o vencedor garante classificação.

Separamos tudo sobre o próximo adversário da Fênix: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Papão.

O TIME

Após a eliminação na Série D do Campeonato Brasileiro para o América-RN, o técnico Zé Augusto terá muitos problemas e desfalques para armar o time, tal como jogadores que vinham atuando e já deixaram o clube, entre eles os atacantes Ted Love, Danúbio e Felipe, o volante Abu e o meia Cleitinho. Além disso, na última segunda-feira (11), o elenco realizou um protesto por salários atrasados e não treinou, dificultando ainda mais a situação do jogo decisivo. Por tudo isso, o 11 inicial deverá ter muitas mudanças e confirmado somente pouco antes da bola rolar.

Possível escalação dos motenses para o duelo decisivo (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Durante a campanha na Série D, em 18 jogos, foram marcados 26 gols, mas os principais nomes ofensivos na competição não devem permanecer para o embate com o Retrô: Felipe Cruz, artilheiro na atual temporada, e Ted Love, que marcou seis vezes na quarta divisão. O Rubro-Negro costuma atuar num 4-2-3-1, sempre tendo os homens de meio mais ofensivos próximos ao único atacante, buscando se aproveitar em lances de contra-ataque com passes longos do campo de defesa, explorando a velocidade.

Contra golpe dos maranhenses no 4-2-3-1 sem amplitude dos extremos (Imagem: Eleven Sports)

Outra possibilidade de ataque é atuar num 4-1-2-3, contando com apoio dos laterais. Os dois meias acima do volante se aproximam dos três homens de frente, armando as jogadas e também chegando para poder finalizar. Nessa formação, aumentam consideravelmente o número de atletas que chegam ao último terço do campo, facilitando um cruzamento por parte dos alas ou passes de infiltração.

Posicionamento ofensivo do Rubro-Negro com mais poderio (Imagem: Eleven Sports)

COMO DEFENDE

Quando atacado, o Moto costuma se fechar bastante, formando duas linhas de quatro defensivas, que muitas vezes não são bem executadas, falhando na compactação. Assim, deixam um jogador adversário livre para receber a bola e avançar na jogada; além dos meio-campistas, um dos atletas que cai pela beirada ou o centroavante também recua para ajudar no combate.

Sistema defensivo com posicionamento desajustado das peças (Imagem: Eleven Sports)

Em outros momentos, porém, a retranca é ainda maior, onde apenas um dos jogadores não participa da ação. O time se arma num 4-5-1 ou 4-1-4-1, com todos os homens de meio voltando para combater as investidas adversárias. O atleta mais avançado fica isolado, porém, pode ser peça fundamental em possíveis contra-ataques, sendo o responsável por ajudar na transição.

4-1-4-1 defensivo para fechar os espaços (Imagem: Eleven Sports)

PARA FICAR DE OLHO

Jeff Silva (LE/VOL) – Com 35 anos, o experiente atleta é um dos nomes mais cascudos do elenco. O ex-jogador do Náutico ficou conhecido atuando na lateral-esquerda, mas na equipe maranhense se tornou um espécie de coringa, atuando em vários setores, como volante, meia esquerda e até na lateral direita.

Everton Silva (LD): Com passagens por Remo e Sampaio Corrêa, o lateral é um dos principais nomes da equipe no quesito de assistências. Com bom cruzamento e passe, ele serviu os companheiros algumas vezes durante a Série D, devendo ser constantemente acionado quando as jogadas fluírem no seu lado.

Márcio Diogo (MEI/ATA): Outro nome já rodado no atual elenco, Márcio Diogo tem cinco gols em 17 jogos pelo clube em 2021. Em sua segunda passagem, o jogador pode atuar tanto como um meia ofensivo, quanto como atacante de área mais tradicional, aparecendo como uma peça a ser observada de perto pelos defensores azulinos.

Créditos da foto principal: Hiago Ferreira/Moto Club

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