Náutico na Série B: como joga taticamente o Vasco

Por: Felipe Holanda

Acerto de contas. Com a calculadora na mão, o Náutico reencontra Fernando Diniz no duelo diante do Vasco e quer se vingar de insucessos recentes contra o treinador – nunca venceu – para encurtar distância ao G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. A bola rola neste domingo (24) às 16h, nos Aflitos, pela 31ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números do confronto com Diniz, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Cruzmaltino.

O TIME

Vindo de vitória sobre o líder o Coritiba por 2 x 1, a tendência é que Diniz repita a base tática, exceto pela suspensão do zagueiro Ricardo Graça, que será substituído por Wálber. Na lateral direita, Zeca e Léo Matos brigam pela vaga, enquanto o volante Andrey pode reaparecer no time após sentir um mal-estar na última rodada.

Provável formação inicial dos cariocas (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Alvos definidos. A maioria das jogadas do Vasco em fase ofensiva passa diretamente por dois nomes em especial: o do meia Nenê e o do atacante Germán Cano. A dupla é responsável por sete dos nove gols que o Cruzmaltino marcou desde a volta de Nenê, o que equivale a 78%. Com eles, a equipe pode formar um 4-2-4 tendo os laterais dando profundidade para encontrar brechas na marcação adversária.

Movimentação alvinegra no campo de ataque (Imagem: Brasileirão Play)

“Desde a chegada de Fernando Diniz, o Vasco voltou a atuar no esquema de 4-3-3, como foi no início da temporada, principalmente no Campeonato Carioca. A diferença é que o time Cruzmaltino preza mais pela posse de bola e joga com linhas mais altas, tentando asfixiar o adversário”

João Vitor Viana, repórter freelancer

Outra opção bem comum do time de Fernando Diniz é explorar aproximações no terço final, com Nenê recuando ao lado dos volantes para buscar a bola e qualificar a saída carioca. Desde seu retorno, o atleta de 40 anos apresenta bons números, acumulando cinco participações diretas.

Quando quer valorizar a posse de bola, os cariocas performam um 4-2-3-1 para confundir a defesa rival, com Cano fixo na referência. O atacante argentino tem nove tentos assinalados nesta Segundona, sete a menos que Edu, do Brusque, que lidera a corrida pela artilharia; Jean Carlos, do Náutico, marcou dez.

Postura vascaína diante do Goiás em São Januário (Imagem: SporTV/Premiere)

COMO DEFENDE

Dono da sétima melhor defesa do certame com 32 gols sofridos – Náutico foi vazado 37 vezes -, o Vasco apresenta falhas em fases defensivas. Geralmente se fecha num 4-3-3 com o objetivo de preencher o meio e bloquear os espaços pelos lados do campo para impedir a progressão de posse adversária.

Compactação cruzmaltina na defesa (Imagem: Brasileirão Play)

“O ponto fraco da equipe segue sendo as bolas aéreas, deficiência herdada de (Marcelo) Cabo. A equipe sempre se posiciona mal e sobrou até para o goleiro Vanderlei, que foi sacado da equipe por pecar nas saídas de bola, dando espaço para Lucão. Outro defeito são jogadas de velocidade, principalmente em cima de Leandro Castán, que sempre encontra dificuldade contra algum jogador veloz”

João Vitor Viana, repórter freelancer

Outra possibilidade, mas menos recorrente, é deixar Nenê solto com a recomposição de Cano para conter as investidas rivais, explorando um 4-5-1 bem definido. Neste cenário, tem velocidade e qualidade nos contragolpes caso consiga recuperar a bola.

Cruzmaltino se fecha lá atrás (Imagem: SporTV/Premiere)

CONFRONTOS NÁUTICO X FERNANDO DINIZ

Fernando Diniz foi o algoz alvirrubro na Série B de 2016, quando o Timbu, então comandado por Givanildo Oliveira, desperdiçou a chance de conquistar o acesso na última rodada. No comando do Oeste, Diniz não só conseguiu segurar o ímpeto adversário, como venceu por 2 x 0, com gols de Pedro Carmona, ex-Náutico, e Mike, ex-Sport.

Além desse, foram mais dois embates do técnico diante dos pernambucanos, com um empate e uma vitória. Também em 2016, pelo primeiro turno, Oeste e Náutico não saíram do zero; terceiro encontro aconteceu em 2015, quando o Paraná de Diniz triunfou por 2 x 0 na Vila Capanema.

PARA FICAR DE OLHO

Riquelme (LE) – Um lado muito forte do Vasco é a esquerda, com o jovem Riquelme, que consegue atacar bem a linha de fundo e achar bons cruzamentos, mas também tem características de ser driblador e muito forte no 1×1. Aos 19 anos, atleta vem de destacando, sendo o responsável pela assistência para o gol da vitória sobre o Coritiba, assinalado por Nenê.

Nenê (MEIA) – Longevidade. A volta de Nenê ao clube também ajudou a levantar a moral da equipe, que vinha muito abalada com os trabalhos fracos de Marcelo Cabo e Lisca, respectivamente. O meia conseguiu somar muito tecnicamente, participando de quase todos os gols vascaínos nos últimos sete confrontos, com três tentos e dois passes para gol.

Germán Cano (ATA) – Dispensa comentários. Artilheiro do time na Série B com nove gols marcados, Cano é – com sobras – um dos melhores atacantes desta Segundona. O argentino cresceu após a chegada de Nenê e conseguiu fazer as pazes com as redes, merecendo sempre uma atenção especial dos adversários.

Créditos da foto principal: Rafael Ribeiro/Vasco

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