Balão mágico: Jean Carlos completa 100 jogos pelo Náutico

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Super fantástico. Prestes a completar 100 jogos pelo Náutico, Jean Carlos se consolida como um dos jogadores mais decisivos da Série B do Campeonato Brasileiro e escreve seu nome na história alvirrubra. Mas não para por aí, já que tem vínculo com o clube pelo menos até 2024.

O Pernambutático destrincha nesta análise as principais características que levaram Jean a ser um dos melhores ranqueados na Segundona, com posicionamentos táticos, análises em vídeo, estatísticas, e muito mais do craque Timbu.

O MAESTRO

Com a “varinha mágica” bem calibrada, Jean Carlos é um dos grandes destaques da Série B de 2021. O carro-chefe de suas boas atuações vem sendo as assistências, sempre bem posicionado para deixar os companheiros em condições de finalizar. Ao todo, foram oito passes para gol, com destaques para as cobranças de escanteio, principalmente pelo lado direito.

Veja a análise, em vídeo, das assistências de Jean Carlos na Segundona:

Constantemente, Jean recua para buscar o jogo lá de trás e organizar a saída de bola alvirrubra, normalmente postando um 4-3-3. Sua principal faceta, entretanto, é atuar mais à frente do círculo central, ditando o ritmo da posse. Assim, enxerga melhor o espaçamento das peças alvirrubras.


Jean recebe a bola para auxiliar na progressão de posse (Imagem: Sportv/Premiere)

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Além das assistências, Jean Carlos tem bons números nos passes chave, sendo o melhor da competição neste quesito, com média de 3,4 por partida, segundo o site Sofascore. O craque tem um vasto repertório para servir os companheiros, seja em bolas longas ou curtas, no chão ou pelo alto, com um desempenho acima da média para os moldes da Série B.

Veja a análise, em vídeo, de passes chaves de Jean Carlos na Segundona:

DE GARÇOM A ARTILHEIRO

O Ás do baralho alvirrubro: às vezes servindo, às vezes servido. Com um bom senso de posicionamento, Jean Carlos já marcou dez gols nesta Segundona, liderando a artilharia do time. O goleador máximo é Edu, do Brusque, autor de 16. Quando tem a chance, costuma finalizar esbanjando categoria da entrada da área, como aconteceu diante do Botafogo, no Rio.

Veja a análise, em vídeo, dos gols de Jean Carlos na Segundona:

O principal recurso para ir às redes vem de sua perna canhota. Não por acaso, tem dois gols de bola parada no certame, um de pênalti e outro de falta. Este último foi uma verdadeira pintura na goleada sobre o Operário por 5 x 0, ainda no primeiro turno, quando Jean foi o melhor em campo.

Responsável direto por 60% dos gols do Náutico na competição, ele é o segundo na soma desses dois fatores, atrás apenas do atacante Rafael Navarro, do Botafogo. Além disso, lidera três estatísticas muito interessantes: número de finalizações por jogo, número de finalização a gol por jogo, e média de passes chave por partida. O “Mágico” ainda tem a melhor nota da divisão, tendo acerto de 71% dos passes e 64% dos dribles que tenta nos jogos.

DE GOLEADOR A MARCADOR

Se engana quem pensa que Jean Carlos é aquele tipo de jogador que não recompõe junto com os companheiros. Sempre disposto, volta para ajudar na marcação, tendo média de quase um carrinho – 0,7 – a cada 90 minutos. Outro ponto positivo são as interceptações.

Pela qualidade que tem no passe, geralmente é um dos mais avançados do time, como penúltimo homem – da defesa para o ataque – no 4-4-2 de Hélio dos Anjos. Em algumas casos, pode até aparecer à frente de Caio Dantas, mas não é tão frequente.

Jean nas linhas de defesa Timbu (Imagem: SporTV/Premiere)

CURRÍCULO DO MÁGICO

Natural de Cornélio Procópio, município do interior paranaense, o meia de 29 anos é o principal jogador do Náutico nas últimas temporadas. Revelado nas categorias de base do Palmeiras, teve poucas oportunidades na equipe principal, atuando na maioria das vezes pela equipe B, onde disputou divisões inferiores do Campeonato Paulista. Em 2013, foi emprestado ao São Bernardo, onde permaneceu após o fim de seu vínculo com o alviverde.

Jean ficou no clube do ABC paulista até 2016, disputando 73 partidas pelo Paulistão, Copa do Brasil e Copa Paulista, anotando 19 gols. Sua carreira começou a ganhar destaque no cenário nacional quando se transferiu por empréstimo ao Vila Nova-GO para disputar a Série B. Em 20 partidas, anotou três gols e deu oito assistências. Seu sucesso foi tão grande que acabou permanecendo apenas três meses no Tigre, chamando a atenção do São Paulo, que o contratou, também emprestado, até o fim do Brasileiro do mesmo ano, além de adquirir 40% dos seus direitos econômicos, pagando R$ 600 mil.

Sua chegada ao Tricolor foi cercada de expectativas. Era tratado com o substituo de Paulo Henrique Ganso, que havia deixado recentemente o elenco. Apesar de tudo isso, só atuou três vezes pela Série A na temporada, ficando fora dos planos para o ano seguinte. Com isso, retornou ao futebol goiano, mas dessa vez para defender o Goiás. Por lá foi campeão estadual, além de disputar 26 jogos, com quatro gols e duas assistências. Ainda teve passagens sem muito brilho por Grêmio Horizontino, Coritiba e Mirassol, antes de assinar com o Timba em 2019, clube onde, sem sombra de dúvidas, vive a melhor fase de sua carreira.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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