Sport na Série A: como joga taticamente o Palmeiras

Por: Mateus Schuler

Porco à paraguaia. Juntando os ingredientes para deixar o Z-4, o Sport visita o Palmeiras com a missão de reencontrar a receita das vitórias na Série A do Campeonato Brasileiro e manter bom retrospecto diante do rival longe de seus domínios. Duelo acontece nesta segunda-feira (25) às 21h30, no Allianz Parque, pela 28ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão.

O TIME

Por vir de três jogos – duas vitórias – sem perder, o técnico Abel Ferreira deu indícios de que deve manter a base que vem atuando, porém tem somente uma ausência. Suspenso pelo terceiro amarelo, o meia Zé Rafael ainda não tem o substituto definido, pois Danilo está próximo da volta após canelite na perna direita e Patrick de Paula pode ser acionado no setor, mantendo assim o 4-3-3 palmeirense.

Abel busca manutenção da equipe para seguir com sequência positiva (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Quarto ataque mais positivo da competição, com 40 gols, o Verdão não tem posicionamento fixo quando tem a bola. Por conta disso, costuma confundir a marcação adversária e obtém êxito ao atacar, tendo inicialmente a saída de 3+2, cabendo a Felipe Melo recuar entre os zagueiros e deixar os demais meio-campistas mais adiantados, ficando responsáveis para fazer a criação das jogadas, além dos laterais mais à frente.

Linhas recuam para poder iniciar o processo criativo (Imagem: Brasileirão Play)

E são essas alternâncias que não definem o modelo de jogo da equipe, com o meio-campo e as pontas sendo utilizadas frequentemente. Desse modo, o 4-3-3 de base é uma das alternativas mais usadas, já que os extremos dão a amplitude e os meias fazem a bola rodar por dentro, buscando assim achar os espaços em meio à marcação para infiltrações entrelinhas.

Extremos abrem para ajudar na fluidez pelo meio (Imagem: Brasileirão Play)

“A equipe varia diversas vezes taticamente e, por muitas vezes, muda até mesmo dentro de uma mesma partida. Embora quase sempre esteja escalada com uma linha de quatro defensores, é comum ver a equipe realizando a saída de jogo ou até mesmo atacando com tripé formado pelos zagueiros e Felipe Melo entre eles”

André Galassi, repórter no Nosso Palestra

COMO DEFENDE

Defensivamente, entretanto, os comandados de Abel Ferreira têm tido mais dificuldades, pois demonstraram algumas fragilidades que fizeram a equipe cair de produção. Apesar de geralmente postados numa linha de 5, variando frequentemente entre 5-4-1 e 5-3-2, os palmeirenses deixam muitos espaços durante a recomposição defensiva.

Linha de 5 é a principal característica dos alviverdes em fase defensiva (Imagem: Brasileirão Play)

Essas brechas geradas na transição são tanto pelo meio, quando Felipe Melo se adianta e “quebra” a linha, como nos lados, na distância entre os laterais e pontas. Assim, permitem constantes infiltrações entrelinhas aos adversários, que tentam povoar o campo ofensivo nas lacunas, independente do número de peças presentes.

“O ponto fraco do time é a transição defensiva. Se outrora era um dos pontos altos do Palmeiras de Abel, a sequência atual mostrou fragilidade inesperada. Nem mesmo os selecionáveis Weverton, Gómez e Piquerez conseguem melhorar a média de gols sofridos, principalmente em transição, da equipe”

André Galassi, repórter no Nosso Palestra
Marcação costuma dar liberdade para jogadas adversárias fluírem (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Marcos Rocha (LD) – Mesmo sem conseguir repetir os bons números no setor ofensivo de outrora, o lateral-direito tem apresentado um lado defensivo de melhor qualidade. No top-10 de desarmes, somando 49 no total, é uma das peças que fica responsável por dar o mínimo de consistência ao setor, pois os demais companheiros estão abaixo.

Raphael Veiga (MEI) – Nome mais importante do ataque palmeirense. Líder de assistências da competição, com nove, vê a bola passar pelos seus pés frequentemente, já que é também quem mais criou grandes chances – 11 – no Brasileirão; Veiga ainda se destaca na boa presença ao setor, por ser o maior finalizador da equipe com 52 chutes a gol, sendo o artilheiro fazendo seis tentos.

Rony (PD) – Se na Libertadores o extremo teve papel fundamental para que o time chegasse à final, na Série A não tem repetido. Marcou apenas dois gols, no entanto auxilia os meio-campistas na criação das jogadas, seja abrindo os espaços para infiltrações pelo meio ao dar amplitude, seja conduzindo em velocidade pelos lados.

Créditos da foto principal: César Greco/Palmeiras

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