Náutico na Série B: como joga taticamente o Sampaio Corrêa

Por: Felipe Holanda

Ponto de equilíbrio. Sem pretensões de voltar ao G-4, o Náutico recebe o Sampaio Corrêa já em período de testes para a próxima temporada e com a missão de esquecer de vez a perda do acesso na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo entre pernambucanos e maranhenses acontece nesta segunda-feira (15) às 18h, nos Aflitos, pela 36ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais da Bolívia Querida.

O TIME

Para o embate com os alvirrubros, o Paio vem repleto de desfalques na bagagem. Titulares, o lateral-direito Watson e o meia Eloir, que saíram lesionados na última rodada, na partida contra o Vila Nova, não embarcaram. O atacante Pimentinha foi poupado e sequer viajou, deixando duas dúvidas no 4-2-3-1 do Tubarão.

Sampaio só terá escalação definida momentos antes da bola rolar (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do pior ataque entre os dez primeiros colocados com 38 gols marcados, o Sampaio Corrêa não é de valorizar muito a posse de bola, geralmente formando um 4-2-3-1 no início da construção de jogadas. Neste cenário, espaça bem suas peças em campo, preenchendo as linhas de forma correta à procura de espaços.

Laterais são adiantados e dão amplitude para ajudar na criação (Imagem: SporTV/Premiere)

Outra alternativa um pouco mais ousada é explorar um 4-3-3 de movimentações no terço final, tentando confundir a marcação adversária com velocidade. Os extremos dão opções de passe, enquanto os três homens de meio participam efetivamente da progressão de posse maranhense.

Meio-campistas se aproximam para saída 4+3 e ter opção de passe (Imagem: SporTV/Premiere)

A maioria das jogadas do Paio passa pelos pés do volante Betinho e do ponta Roney, tendo o lado esquerdo como ponto forte, podendo atacar num 4-2-4. Na referência, o pernambucano Ciel, ex-Salgueiro, dá conta do recado nas finalizações.

COMO DEFENDE

A defesa, por sua vez, consegue ser um pouco mais segura, sofrendo 37 gols no certame. Quando ameaçado, o Sampaio preza por duas linhas de quatro, tendo o 4-4-2 como tática base. Assim, povoa bem o meio e impede o ímpeto dos laterais e pontas adversários, minimizando a profundidade.

Linhas do Tubarão descem para ter um contra-ataque forte (Imagem: SporTV/Premiere)

Os números equilibrados são reflexo da campanha da equipe, que ocupa o meio da tabela. Apesar da boa postura defensiva, os maranhenses não figuram entre os times de melhores índices defensivos, tendo apenas os desarmes – 14,9 por jogo – como destaque, sendo o sétimo em média, dividindo a marca junto ao próprio Náutico, além de Coritiba e CRB.

Fora de casa, a postura dos maranhenses fica diferente (Imagem: SporTV/Premiere)

Outra opção aos comandados de João Brigatti, ex-Santa Cruz, é formar um 4-1-4-1 para preencher melhor as entrelinhas. Assim, os extremos recompõem ao lado de dois meio-campistas, enquanto o primeiro volante e o centroavante ficam fixos de 1, o que faz as blocos alternarem entre médios e médio/altos a depender da pressão na saída do adversário.

PARA FICAR DE OLHO

Ferreira (VOL) – Apesar de volante, é o principal responsável pela progressão de posse do Paio. É pelos pés dele que as jogadas são iniciadas, fazendo a transição da defesa ao ataque. Além disso, chega como elemento surpresa quando preciso, marcando dois gols e dando três assistências.

Roney (PE) – Com a ausência de Pimentinha, o extremo deve ser mais acionado para dar velocidade ao setor ofensivo do Tubarão. Incisivo pelo lado esquerdo, faz a transição ser veloz, aparecendo ainda como opção para finalizar quando espetado por trás do lateral adversário, balançando as redes por duas vezes.

Ciel (CA) – Velho conhecido do futebol pernambucano. Caruaruense, o centroavante do Paio viveu grandes momentos entre 2020 e 2021 vestindo a camisa do Salgueiro e, na Bolívia Querida, não tem deixado a desejar. Ciel é o artilheiro da equipe na Série B, com oito tentos, mostrando bom posicionamento para finalizar na pequena área e tendo ainda a cobrança de falta de média-distância como arma.

Créditos da foto principal: John Tavares/Sampaio Corrêa

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