Sport na Série A: como joga taticamente o Bahia

Por: Mateus Schuler

Nervos de aço. Em caráter de vida ou morte, o Sport faz duelo decisivo com o Bahia precisando da vitória a todo custo para afrouxar a corda no pescoço e manter chances de permanência na Série A do Campeonato Brasileiro. Clássico nordestino será nesta quinta-feira (18) às 21h, na Arena de Pernambuco, e é válido pela 33ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos tricolores.

O TIME

Para o reencontro diante do Leão, o técnico Guto Ferreira não vai contar com as presenças do lateral-esquerdo Matheus Bahia e atacante Rossi, expulsos no confronto contra o Flamengo. O volante Patrick, por outro lado, volta a ser opção entre os 11 iniciais após cumprir suspensão, mantendo assim o 4-2-3-1 do Esquadrão.

Provável escalação do Tricolor da Boa Terra (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Nono melhor ataque, com 33 gols, o Bahia mantém a agressividade do setor ofensivo mesmo após a chegada de Guto Ferreira. Apesar de 9,1 finalizações por partida, a equipe tem média de 3,9 chutes na barra, o que é refletido nas grandes chances perdidas; foram 30 de 47 criadas. Ainda assim, a principal arma segue sendo as laterais, totalizando 5,1 cruzamentos precisos por jogo, o melhor time no quesito.

Um dos volantes recua, já os demais meio-campistas e os laterais ajudam na transição (Imagem: Premiere)

Essa constante ajuda pelos lados é evidenciada na constante presença dos dois laterais do meio para frente. Enquanto a transição tem saída 3+2, com o primeiro volante ao lado dos zagueiros e os demais meio-campistas deixam os alas dando amplitude, a formatação mais comum é o 2-4-3-1; a dupla de zaga fica atrás do círculo central.

Laterais participam da criação no campo de ataque (Imagem: Premiere)

“O setor ofensivo continua tendo as investidas de Nino Paraíba, pela direita, como principal arma. Mantendo as características de Guto, o time busca ser reativo em alguns momentos com o intuito de surpreender os adversários, principalmente os mais superiores tecnicamente; Mugni e Daniel tem alternado muito na criação”

Lucas Cézar, jornalista no Canal do LC

COMO DEFENDE

Com apenas oito confrontos à frente do Bahia, Guto Ferreira tem dado maior solidez ao sistema defensivo. A evolução é destacada pela sequência que os tricolores têm mostrado, sendo derrotados em somente uma oportunidade e sofrendo quatro gols, ficando ainda sem ser vazado em seis partidas; apesar disso, é a terceira pior defesa, totalizando 42 tentos.

Fora de casa, os blocos dos baianos ficam mais compactados (Imagem: Premiere)

O novo comandante trouxe estabilidade também às linhas de marcação. Se nos duelos como mandante 4-1-4-1 é bem evidenciado, com os blocos mais espaçados, fora de casa o Tricolor de Aço opta por maior compactação e o 4-5-1 se destaca. Enquanto o centroavante fica isolado, os meio-campistas alinham junto aos extremos, se aproximando dos defensores, para fechar os espaços entrelinhas.

“Desde que Guto Ferreira chegou, o sistema defensivo evoluiu. Poder de marcação melhorou e o entrosamento da dupla de zaga só fez crescer. A dobradinha no lado esquerdo, inclusive, fez os laterais melhorarem o desempenho, minimizando assim as críticas”

Lucas Cézar, jornalista no Canal do LC
Guto busca povoar ao máximo o meio-campo do Esquadrão (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Nino Paraíba (LD) – O principal fôlego do sistema defensivo. Apesar de muito ofensivo, o lateral-direito tem apresentado melhora na defesa, sendo o sexto jogador com mais interceptações – 47 empatado junto a Felipe Jonatan e o zagueiro Conti, companheiro de time – e demonstra melhor posicionamento na linha defensiva. No ataque, contribuiu dando duas assistências, além de criar cinco grandes chances, sendo o líder da equipe neste quesito ao lado de Rossi.

Lucas Mugni (MC) – Velho conhecido do torcedor do Sport, por ter atuado no Leão na última temporada, o meio-campista é um dos principais pilares dos baianos. Entrou em campo por 14 oportunidades, todas como titular, rodando pelo meio-campo sem fixar em uma posição, que o faz se destacar tanto na fase defensiva com 49 desarmes como ofensiva, dando 14 passes decisivos.

Gilberto (CA) – O nome mais importante do Esquadrão. Principal referência, é um dos destaques também do Brasileirão, pois é o vice-artilheiro com 12 gols, dividindo a marca junto a Hulk e perdendo para Michael (Flamengo), que fez 13. Além disso, é o quinto que mais finalizou na Série A, somando 69 chutes, e o é o líder dos baianos no quesito.

Créditos da foto principal: Felipe Oliveira/EC Bahia

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