Sport na Série A: como joga taticamente o São Paulo

Por: Mateus Schuler

Folha de arruda, pé de coelho e sal grosso. Três ingredientes fundamentais para o Sport seguir sonhando com a permanência e vencer o São Paulo pela primeira vez como visitante na Série A do Campeonato Brasileiro. Confronto entre pernambucanos e paulistas será neste sábado (27) no Morumbi, às 21h30, e é válido pela 36ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos tricolores.

O TIME

Mesmo vindo de amargo empate sem gols diante do Athletico-PR, em casa, o técnico Rogério Ceni não deve promover mudanças drásticas entre os 11 da equipe são-paulina. Luan e Luciano continuam como desfalques por lesão, já Éder volta a ficar à disposição após ter cumprido suspensão; Pablo, por outro lado, é dúvida depois de luxação sofrida no joelho. A única indefinição no 4-2-3-1 dos paulistas, entre Marquinhos e Vitor Bueno, é por opção.

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COMO ATACA

Segundo pior ataque da competição ao lado do Atlético-GO, com 26 gols, os tricolores não tem vivido bons momentos. Muito do baixo aproveitamento de grandes chances se deve à falta de pontaria, pois desperdiçaram 33 das 50 criadas. Além disso, demonstra ser uma equipe nula objetivamente, já que é a segunda a ter mais posse de bola por partida, porém a sétima que menos chuta.

Apesar das linhas próximas, time peca na criação (Imagem: Premiere)

Mesmo com linhas e blocos se aproximando, o São Paulo tem uma transição lenta e no jogo apoiado. O início da criação geralmente é na saída em 4+2 e os laterais ajudam zagueiros e volantes na troca de passes, enquanto que do meio para frente se forma um 4-3-3, deixando apenas a dupla de zaga atrás do círculo central; em alguns momentos, os defensores ficam adiantados.

Laterais buscam se aproximar dos extremos ao entrar no ataque (Imagem: TV Globo)

“Não é o segundo pior ataque à toa. O time tem dificuldade bizarra de criar oportunidades, mas não consegue ser reativo e nem ofensivo. Fonte de Rigoni secou, Calleri fez poucos gols, e o time não resolve os problemas de criação de jogadas, com vários nomes sendo testados na armação, nenhum deles com sucesso”

Caio Bittencourt, colunista no Footure

COMO DEFENDE

A defesa, por sua vez, tem mostrado um pouco mais de estabilidade, apesar de fragilidades. Quarto menos vazado com 33 gols sofridos, ao lado do Leão, o sistema defensivo do Tricolor vem de duas partidas sem dar brechas, mas viu os adversários marcarem seis tentos nos últimos cinco confrontos, sendo quatro só do Flamengo.

Linha de cinco do São Paulo tem extremo recompondo mais recuado que meio-campistas (Imagem: TV Globo)

Quando visam maior compactação em seu próprio campo, os são-paulinos se fecham formando uma linha de 5, com o extremo – geralmente o do lado esquerdo – recompõe atrás do trio de meio-campistas. Outra alternativa, ao ter os blocos mais adiantados, é ter um 4-3-3 sem a bola tendo os atacantes pressionando a saída adversária.

“Em números, não apresenta tantos problemas quanto parece. A instabilidade se deve a irregularidade nas laterais, com mais destaque pela direita, com atuações erráticas de Igor Vinícius e Orejuela. Bons momentos têm saído da dupla de zaga, com as atuações de Arboleda e Miranda; instabilidade no gol, com Tiago Volpi, pesou em alguns momentos na temporada”

Caio Bittencourt, colunista no Footure
Blocos médios dos paulistas bloqueiam espaos entrelinhas (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Miranda (ZAG) – Experiente, o zagueiro é um dos principais pilares defensivos da equipe. Tricampeão brasileiro pelo Tricolor, acumula passagens valiosas no futebol europeu, além da Seleção Brasileira. Nesse Brasileirão, tem dado solidez, além de ser o líder da equipe nos cortes, totalizando 92; é forte ainda na bola parada, seja ofensiva ou defensiva, bem como Arboleda, parceiro de zaga.

Rodrigo Nestor (VOL) – Apesar de ser o volante responsável pela contenção, é quem mais tem colaborado ofensivamente entre os meio-campistas. Líder no número de grandes chances criadas – seis – dos são-paulinos, Nestor é o maior garçom do time com quatro assistências, dividindo a marca junto ao argentino Rigoni.

Rigoni (ATA) – O atacante são-paulino é o vice-artilheiro na temporada, com 11 gols marcados, demonstrando ter posicionamento e velocidade dentro da pequena área. Em contrapartida, vive jejum, já que não balança as redes há sete jogos, mas busca ajudar na armação de jogadas, criando seis grandes chances, além de ter dado quatro passes aos companheiros.

Créditos da foto principal: Rubens Chiri/saopaulofc.net

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