Sport na Série A: como joga taticamente o Flamengo

Blues da piedade. Com notas mais baixas do que altas, o Sport recebe o Flamengo num de seus últimos acordes na Série A do Campeonato Brasileiro, já sem chances de permanência. Dueto de rubro-negros está marcado para esta sexta-feira (3) às 20h, na Arena de Pernambuco, pela 35ª rodada.

Separamos tudo sobre o rival leonino: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do atual vice campeão da Libertadores.

O TIME

Para o compromisso, Maurício Souza tem nove baixas certas. O goleiro Diego Alves e o zagueiro Léo Pereira sentiram dores musculares no jogo com o Ceará, já o meia Éverton Ribeiro cumpre suspensão pelo terceiro amarelo e Andreas Pereira apresentou dores no púbis; Gabigol é ausência por faringite. Filipe Luís tem lesão na panturrilha esquerda, enquanto Willian Arão tem edema ósseo no joelho esquerdo, fazendo o time ir ao 4-2-2-2.

Provável do Fla diante do Leão (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Peças no tabuleiro. O Flamengo costuma manter a organização tática com a bola, seja quando reveza os titulares ou exerce força máxima. Dentre inúmeras formações, a maior tendência é formar um 4-2-3-1, tendo Gabigol e Éverton Ribeiro revezando na função de falso 9, além do apoio constante dos laterais.

Postura rubro-negra no terço final (Imagem: SporTV/Premiere)

A objetividade é a principal faceta do Urubu, que não costuma precisar de muitos toques na bola para chegar à zona de arremate, principalmente quando se arma 4-2-4. Neste cenário, consegue encurralar o adversário e quase sempre finalizar com perigo, quebrando as linhas de marcação.

Fla em troca de posições (Imagem: SporTV/Premiere)

“Gabigol passou, no último jogo, Evaristo de Macedo na artilharia histórica do clube. Mas Pedro é quem deve ganhar uma minutagem, já que não saiu do banco na última partida”

Renan Moura, repórter da Rádio Globo

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COMO DEFENDE

Se o ataque atormenta os rivais, a defesa dá sustos na torcida. A principal alternativa do Flamengo é se fechar num 4-1-4-1, tendo um dos volantes à frente da primeira linha. Assim, consegue minimizar os espaços pelo meio, enquanto os laterais e pontas recompõem nos corredores na tentativa de recuperar a posse.

Posicionamento do Urubu quando atacado (Imagem: Premiere)

O modelo em fase defensiva tem flertes frequentes para o 4-5-1. Outra alternativa é explorar o 4-4-2, este um pouco mais espaçado. É aí que os adversários costumam aproveitar os cochilos da marcação rubro-negra. Na final da Libertadores, por exemplo, Filipe Luís e Bruno Henrique falharam no encaixe e o Palmeiras abriu o placar, logo cedo, com quatro minutos de bola rolando.

Análise do gol de Raphael Veiga, que abriu o caminho para o título do Porco

“A zaga pode ter a presença de Bruno Viana, que conta os jogos para se despedir do clube. Ele está emprestado pelo Braga somente até o fim do Brasileiro, mas nem a torcida nem a própria diretoria desejam a renovação”

Renan Moura, repórter da Rádio Globo

PARA FICAR DE OLHO

Matheuzinho (LD) – Ganhando espaço. Contratado junto ao Londrina, o jovem pede passagem na lateral direita do Flamengo. Ao todo foram 18 jogos como titular, com dois gols e duas assistências. Ele é o lateral com mais chances criadas em todo o campeonato, além de ter excelentes números em desarmes, bolas recuperados e um bom índice de acerto nos cruzamentos.

Michael (MEI) – Artilheiro do Flamengo na Série A, o habilidoso meia-atacante aproveitou muito bem suas chances após a lesão de Arrascaeta. Michael já anotou 13 gols e distribuiu quatro assistências ao longo da campanha, também despontando como um dos destaques no campeonato no quesito dribles completos por partida.

Bruno Henrique (ATA) – Decisivo. Bruno Henrique é atualmente o quinto jogador com mais participações em gols no certame. Ao todo, foi às redes 11 vezes, além de cinco passes para gol. Podendo atuar tanto pelo lado como pelo centro do ataque, o camisa 27 é sempre perigoso no terço final e merece uma atenção a mais na ausência de Gabigol.

Análise: Felipe Holanda e Ivan Mota

Créditos da foto principal: Marcelo Cortes/CRF

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