Sport na Série A: como joga taticamente o Athletico

O último ato do Sport na Série A do Campeonato Brasileiro. Já sem pretensões na tabela, o Leão enfrenta o Athletico para se despedir da competição de cabeça erguida e começar a montagem do elenco visando a próxima temporada. Confronto de rubro-negros acontece nesta quinta-feira (9) às 21h30, na Arena de Pernambuco, válido pela rodada derradeira do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o rival leonino: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do atual campeão da Copa Sul-Americana.

O TIME

Por estar sem chances de rebaixamento e ainda na final da Copa do Brasil, o técnico Alberto Valentim sequer viajou para a partida, ficando em Curitiba. O comandante optou por poupar todos os atletas ditos titulares, inclusive com a equipe tendo James Freitas, responsável por treinar o time de aspirantes; a base que iniciará contra os pernambucanos será no 3-4-3 e tem a presença de cinco jogadores do Sub-20.

Furacão tem base inicial totalmente modificada (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Apesar de ter brigado contra a queda até praticamente o fim, por oscilar em campo, o Athletico tem o oitavo ataque mais positivo, dividindo a marca de 40 gols com Corinthians – na disputa por Libertadores – e Grêmio, que ocupa o Z-4. A queda de produção é refletida na campanha do returno, pois o time paranaense tem a terceira pior campanha e o quarto a menos balançar as redes ao lado do Sport; foram 15 tentos assinalados.

Laterais dão amplitude no início das jogadas (Imagem: Brasileirão Play)

Mesmo tendo o setor ofensivo bem posicionado, o Furacão tem problema na pontaria. O início da criação das jogadas é ainda na defesa, formando uma saída 3+2 com os zagueiros e os volantes, tendo os laterais mais adiantados para dar amplitude dentro das quatro linhas; do meio para frente, entretanto, alterna entre o 2-3-5 – um dos defensores junto à cabeça de área – e o 3-4-3, que faz os pontas e centroavante povoarem a área adversária.

Setor ofensivo é bastante povoado com a posse (Imagem: Conmebol TV)

“A inversão de bola, saindo dos zagueiros, tem sido constante. A ligação direta busca chegar aos extremos, que afunilam no meio e tentam a finalização. Por ter uma postura mais reativa, até o centroavante pode ajudar a puxar os contra-ataques, o que gera muita movimentação do meio para frente”

Monique Vilela, repórter na Rádio Banda B

COMO DEFENDE

Na fase defensiva, contudo, os rubro-negros têm tentado corrigir os erros que foram cometidos ao longo do Brasileirão. Ainda que apresente compactação em seu próprio campo, o Furacão tem a quinta defesa mais vazada, com 44 gols sofridos; time divide o posto junto a Fortaleza e Juventude. Muitas dessas são na recomposição durante a transição, tendo os espaços deixados pelos lados.

Linhas buscam compactar sistema defensivo dos paranaenses (Imagem: GE)

A única certeza no setor é a formação de uma linha de 5. Com os zagueiros e os laterais, o modelo de jogo busca dar muita solidez e fechar o cadeado aos adversários, mas alternando no desenho dos demais blocos. O mais comum é o 5-4-1, tendo os volantes ao lado dos extremos para poder contra-atacar em velocidade; outra alternativa é o 5-2-3, deixando os pontas adiantados e a criação fluir por dentro ao recuperar a posse.

“Defensivamente, o time demonstra muito mais consistência; é característica de Paulo Autuori, hoje diretor técnico da equipe. Quando fica sem a bola, forma uma primeira linha de 5, muito compactada junto à linha de 4, deixando, desse modo, apenas o centroavante isolado. Assim, bloqueia a troca de passes do adversário para recuperar a posse”

Monique Vilela, repórter na Rádio Banda B
Blocos rubro-negros geralmente são médio/altos (Imagem: TNT Sports)

PARA FICAR DE OLHO

Lucas Fesson (ZAG) – Uma das promessas do Athletico na zaga, Fesson foi a campo por apenas sete oportunidades nesse Brasileirão e tem nova chance de mostrar o seu potencial. Enquanto atuou, demonstrou força no combate e bom posicionamento, conseguindo ter 2,1 interceptações e 3,1 cortes por jogo, cometendo apenas uma falta em média.

Khellven (LD) – Suspenso no duelo de ida da final da Copa do Brasil, o lateral não é titular imediato, mas apresenta números de destaque durante a fase ofensiva. Mesmo sem chegar frequentemente ao ataque, já colaborou com três assistências a seus companheiros de time, tendo criado também cinco grandes chances.

Márcio Azevedo (LE) – Mais experiente. Em um time recheado de meninos, o lateral-esquerdo de 35 anos busca agregar a passagem pela Europa como um trunfo para auxiliar os jovens. Atuou pouco ao longo da atual temporada e não renovará contrato, encerrando assim a passagem pelos paranaenses; tem a cadência e a bola parada como principal armas.

Análise: Mateus Schuler

Créditos da foto principal: José Tramontin/athletico.com.br

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: