Interrogações: o que esperar de Maurício Kozlisnki no Náutico

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Na mira do Náutico, Maurício Kozlinski é um ponto de interrogação para boa parte dos torcedores. A começar pelo sobrenome. Descendente de europeus, o goleiro de 30 anos, ex-Atlético-GO, tem a missão de suprir carências na posição após desfecho negativo com Anderson. Será suficiente?

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do possível contratado, com principais características, números, um raio-X da carreira, e como ele pode se encaixar nas pretensões de Hélio dos Anjos para 2022.

VEIA EUROPEIA

Apesar de atuar debaixo das traves, Kozslinki tem números melhores na saída de bola. Já mostrou capacidade para progredir a posse quando necessário, seja com as mãos ou fazendo uma saída de 3 ao lado dos zagueiros, sempre utilizado neste quesito em seus tempos de Atlético-GO.

Kozlinski recebe a bola em diálogo com os defensores (Imagem: FGF TV)

No Náutico de Hélio, o goleiro é peça-chave no início da transição ofensiva, sendo uma opção a mais para rodar a bola à procura de brechas na marcação adversária. Neste cenário, a dupla de zaga recua e dialoga com o camisa 1, enquanto os laterais avançam, como alas, dando profundidade.

Reposições de Kozlinski no Atlético

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E debaixo das traves? Com 1,91m de altura, Kozlinski tem elasticidade e costuma se destacar em finalizações de média/longa distância. Além disso, já mostrou bom posicionamento para minimizar as chances do atacante, demonstrando, também, bom desempenho nas bolas rasteiras.

Antes da defesa, Atlético se posta no 5-4-1 em goleada sobre o Oeste (Imagem: Premiere)

Por outro lado, não vem com o ritmo de jogo ideal, já que atuou em apenas oito jogos em 2021, sendo seis pelo Campeonato Goiano, um pela Série A – diante do América-MG – e outro pela Copa do Brasil, quando enfrentou o Palmeiras. Em todos, foi escalado e terminou como titular, mas perdeu espaço desde a chegada de Fernando Miguel, ainda este ano.

Defesas de Kozlinski em vídeo

CURRÍCULO

Tudo começou no Veranópolis, mas rapidamente Kozlinski foi emprestado ao Santa Cruz-RS, onde não passou muito tempo. De lá, chegou ao Juventus-SC, estreando no profissional em 2013, contra o Figueirense, pelo Catarinense. Na ocasião, atuou por 90 minutos na derrota por 2 x 0.

A projeção nacional veio entre 2017 e 2018, quando passou pelo Avaí. Não teve bom desempenho mesmo conquistando acesso à elite, pois sofreu 58 gols nas 55 vezes que foi a campo, resultando em mais de um por partida; de lá, foi para o Atlético-GO, substituindo justamente Jefferson, emprestado pelo Timbu à época.

O melhor momento da carreira foi nos atleticanos durante a Série B de 2019, que culminou com o Dragão figurando no G-4 e assegurando vaga na Série A. Junto a Júlio César, do Bragantino, totalizou 17 clean sheets, tendo a incrível média de 0,7 gols sofridos por jogo; foi ainda o sexto goleiro do torneio com o maior número de defesas por jogo, somando 2,6.

Créditos da foto principal: Paulo Marcos/Atlético-GO

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