Fogo cruzado: análise Petrolina 1 x 0 Botafogo

Por: Mateus Schuler

Coragem, dinheiro e bala. O Petrolina colocou fogo de vez no Grupo 14 da Copa São Paulo de Futebol Júnior após derrotar o Botafogo nesta quarta-feira (6), no Joaquinzão, em Taubaté, pelo placar mínimo com gol de Popó. O resultado positivo pela 2ª rodada faz a Fera Sertaneja depender de si para avançar à segunda fase, diante da Aparecidense, no próximo domingo (9).

Apesar da derrota sofrida para o Taubaté na partida de estreia na Copinha, o técnico dos sertanejos optou pela manutenção tática, repetindo o 4-2-3-1 no time titular. A única novidade entre os 11 foi a entrada de Cristhian na vaga do volante Laécio, que saiu lesionado, fazendo Alan ser recuado e formar assim a cabeça de área junto a Paulo Jayke.

Equipe tricolor entrou com apenas uma mudança da estreia (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O confronto iniciou bastante movimentado, com os dois lados indo em busca do gol, porém o êxito foi por parte do Petrolina. O Botafogo assustou primeiro, quando Maranhão cruzou da direita e Tigrão não conseguiu completar. Logo em sequência, a resposta bem sucedida veio numa cobrança de escanteio de João Carlos; Popó surgiu na primeira trave e mandou sem chances para a defesa.

O gramado pesado pela forte chuva em Taubaté não impediu que a Fera se postasse no 4-2-3-1 ao atacar, apesar de pouco passar do círculo central. O Fogão, por sua vez, era intenso quando tinha a posse, mas a criatividade não apareceu e a partida ficou truncada. Firme na defesa, o time pernambucano neutralizou as investidas dos cariocas, inclusive no chute de fora da área de Raí, que teve bela intervenção de Weverton.

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Nas poucos vezes que tinha a bola, a Fera aproximou as linhas (Imagem: SporTV)

Na etapa final, a equipe tricolor voltou sem alterações, contudo manteve um forte poder de marcação solidez e a mesma proposta do primeiro tempo: 4-4-2, tendo os blocos médio/baixos para contra-atacar. Ainda assim, focou o duelo no seu sistema defensivo, fechando os espaços ao máximo para evitar as infiltrações botafoguenses.

A intensidade alvinegra prosseguiu e duas boas chances foram criadas, mas o perigo foi evitado em ambas. Na primeira, Jonnatha cobrou falta próxima à trave direita, enquanto Raí finalizou perigosamente ao receber de Jeffinho na entrada da área; finalização desviou em Daniel, que havia acabado de entrar na vaga de Eduardo.

Marcação sólida dos sertanejos segurou alvinegros (Imagem: SporTV)

A entrada do zagueiro pela lateral, porém, fechou ainda mais os tricolores no próprio campo. Por conseguir segurar bem o ritmo do adversário, o treinador Assis Monteiro fez novas mudanças: João Carlos e Popó foram sacados para entradas de Kennety e Ruan, o que reforçou o 5-4-1 de seu time quando não tinha a posse.

Desse modo, atraiu a Estrela Solitária a seu sistema defensivo e tomou sustos antes do apito final. Em um deles, depois de jogada pelo alto, Marquinhos se antecipou à defesa e mandou na trave; na sequência, Reydson tentou pegar o rebote, entretanto uma poça de lama segurou a bola. No último lance, num escanteio, Tigrão acertou o poste e a zaga afastou, assegurou o triunfo.

Créditos da foto principal: Fábio de Paula/Botafogo

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