Lamento sertanejo: análise Aparecidense 3 x 2 Petrolina

Por: Mateus Schuler

Ponto final. Em sua segunda participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Petrolina ficou próximo de garantir vaga na segunda fase, mas sofreu uma virada inacreditável neste domingo (9) da Aparecidense por 3×2, no Joaquinzão, em Taubaté. Cristhian e Kinho marcaram pelos sertanejos, já o Camaleão virou com hat-trick de Diogo; duelo foi válido pela 3ª rodada do Grupo 14.

Embalada pela vitória sobre o Botafogo, a Fera entrou em campo repetindo a escalação que iniciou a última rodada, apesar da volta de Laécio, ausente do confronto por lesão. Assim, o técnico Assis Monteiro optou pela manutenção do 4-2-3-1 com a presença de Cristhian entre os 11 iniciais, tendo Alan junto a Paulo Jayke na cabeça de área novamente.

Escalação da Ferinha se repetiu por dois jogos seguidos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bem estudada, com o Petrolina decidindo ficar mais em seu próprio campo para jogar no erro da Aparecidense. Não por acaso, foi o Camaleão que teve a primeira chance, explorando uma falha no 4-4-2 dos sertanejos: Yan arriscou de fora da área, mas a bola subiu demais sem levar perigo.

Mesmo tendo pouco a bola, a Fera criou o primeiro grande momento: Torinho finalizou de fora da área e quase pegou Ramon de surpresa, que cortou para escanteio. Na cobrança, a alegria tomou conta quando João Carlos levantou para Paulo Jayke, porém o goleiro espalmou; na sobra, Cristhian deu carrinho e mandou para o gol.

Fera se defendeu bem com duas linhas de quatro (Imagem: SporTV)

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O gol sofrido fez os goianos se atirarem ao ataque, entretanto não tiveram a pontaria calibrada e pouco levaram perigo. Os pernambucanos, por sua vez, se postaram no 4-2-3-1 com boas investidas pelo lado direito, apoiadas pelo lateral João Carlos; em uma dessas, Popó recebeu de frente para o arqueiro adversário, contudo bateu em cima dele.

Para o segundo tempo, a equipe voltou sem mudanças, mas seguiu intensa no setor ofensivo. Kinho bateu firme na entrada da pequena área e parou em defesa do goleiro. Logo na sequência, João Carlos cobrou escanteio fechado, o camisa 9 apareceu bem no meio da marcação e cabeceou com precisão, tirando de Ramon e se redimindo.

Apesar de bem postado, Petrolina criou pouco na etapa inicial (Imagem: SporTV)

Para renovar o gás do time, Assis promoveu as entradas de Kennety e Laécio, sacando Kinho e Popó. Desse modo, a equipe passou a variar ao 4-2-3-1 sem a posse, apesar dos constantes flertes ao 4-4-2 utilizado na etapa inicial. Já os goianos, em desvantagem, passaram a buscar o resultado e diminuíram numa falha defensiva: Guilherme cruzou na área e Diogo testou vindo pelas costas de Marcelo.

Sem criatividade ao atacar, a Fera voltou a errar na defesa e viu o que era praticamente impossível acontecer. Após lançamento pela direita, Guilherme levantou na medida para Diogo, de peixinho, deixar tudo igual no placar. No último lance, Alex tocou na pequena área e, livre de marcação, o artilheiro do dia deu números finais ao confronto.

Sertanejos mudaram sistema de marcação e ficaram mais frágeis (Imagem: SporTV)

Créditos da foto principal: Bruno Castilho/EC Taubaté

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