Balde de água fria: análise Ibrachina 2 x 0 Náutico

Por: Felipe Holanda

Esfriando pretensões. Já classificado na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Náutico recebeu um balde de água fria ao perder do Ibrachina por 2 x 0 nesta terça-feira (11), no interior paulista, e chega pressionado à fase de mata mata; adversário alvirrubro deve ser o Flamengo.

Na escalação inicial, o técnico Adriano Souza esboçou um esquema com três zagueiros na tentativa de explorar as subidas do alas. Assim, a estratégia principal do Timbu – com e sem a bola – foi formar um 3-4-3, tendo Tagarela como válvula de escape pelos lados.

Formação inicial dos alvirrubros (Feito no Tctical Pad)

COMO FOI

Quando a bola rolou, apesar de jogar fora de casa, foi o Náutico que tentou ditar o ritmo da posse inicial. O Timbu valorizava a construção lá de trás, utilizando uma saída de 3 com a trinca de zagueiros para liberar as subidas dos laterais. Em especial, Tagarela pela direita, que vinha infernizando a marcação paulista.

Organização alvirrubra atrás do meio campo (Imagem: Eleven Sports)

Mas foi o Ibrachina que balançou a rede. Após bola levantada na área, a marcação pernambucana tentou fazer o corte, mas Samuel aproveitou a sobra de bola e, de voleio, venceu Bruno para fazer 1 x 0 a favor dos donos da casa. Eis o primeiro balde de água fria para os alvirrubros.

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Precisando reagir, Adriano tentou dar mais profundidade e amplitude ao time, mas o gramado encharcado dificultava as bolas longas. Assim, o Ibrachina ainda ampliou, com Ruan, de perna direita; antes do 2 x 0, Timbu tentava se fechar no 5-3-2, mas pecava na recomposição.

Náutico se fechando na defesa (Imagem: Eleven Sports)

Rodrigo Leal, um dos poucos destaques, tentou diminuir. O camisa 19, já negociado com o Atlético-MG, até conseguiu finalizar bem, mas parou na boa atuação do arqueiro adversário, numa das últimas emoções da primeira etapa.

No segundo tempo, o roteiro seguiu inalterado. O Náutico tentou concentrar a maioria de suas jogadas por dentro, principalmente após a entrada de Kauan na vaga de Klefferson. Até conseguiu criar mais chances, mas não teve êxito nas finalizações. Mais um balde de água fria.

Movimentação na etapa final (Imagem: Eleven Sports)

Aos poucos, as oportunidades iam crescendo. O próprio Kauan, de cabeça, arrematou com perigo, ficando no quase. Foi o suficiente para Adriano mexer outra vez no time, colocando Café na vaga de Cauê, em busca de mais imposição ofensiva e controle do jogo.

O problema é que a posse Timbu era improdutiva. Rondava a área anfitriã, mas não tinha a precisão para diminuir. No fim, a equipe mandante se fechou ainda mais na defesa e conseguiu o queria: garantir a liderança da chave com vitória. Aos alvirrubros, surge um sinal de alerta.

Créditos da foto principal: Beatriz Castello Branco

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