Sport na Copa do Nordeste: como joga taticamente o CRB

Por: Mateus Schuler

Tricampeão e remando pelo tetra, o Sport encara o CRB para largar na frente e clarear horizontes por classificação à Segunda fase da Copa do Nordeste. Confronto entre pernambucanos a alagoanos acontecerá neste sábado (22) às 17h45, no estádio Rei Pelé, em Maceió, pela primeira rodada do Nordestão 2022.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Galo da Pajuçara.

O TIME

Para a partida, o técnico Allan Aal deve mandar a campo o melhor que tem à disposição, principalmente no aspecto físico. Na zaga, Gilvan – contratado do Botafogo – é o parceiro de Gum, enquanto Raul Prata, ex-jogador do Leão, é o dono da lateral direita na vaga de Reginaldo; Bryan entra na esquerda com a lesão de Guilherme Romão. No ataque, Anselmo Ramon e Gustavo Apis ainda não foram regularizados, colocando Marcinho, Nicolas Careca e Vico entre os 11.

Manutenção da espinha dorsal é um dos trunfos alvirrubros (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Por não terem feito jogos oficiais em 2022, os regatianos deixam em aberto o modelo para a atual temporada, mas a tendência é que o comandante deva manter as variações de 2021. Com isso, ao ter a bola, a expectativa é do 4-3-3 se repetir, alternando a criação de jogadas entre as investidas dos laterais em cruzamentos ou saindo dos pés de Diego Torres.

Outra alternativa aos alvirrubros é formar o 4-2-3-1, fazendo o centroavante jogar mais adiantado e os extremos trabalharem mais próximos ao armador. Desse modo, a transição ofensiva sai num jogo apoiado, trabalhando melhor a posse para poder chegar ao campo adversário com o máximo de atletas possível.

“O apoio pelas laterais e a contribuição de Diego Torres no meio são os meios da equipe alvirrubra levar perigo. Pela direita, Raul Prata disputa uma vaga com Reginaldo Lopes, porém independentemente de quem será o titular, haverá muito avanço do lateral até o ataque, principalmente por meio dos cruzamentos”

Taynã Melo, setorista do CRB
Trinca no último terço e apoio dos laterais: marca ofensiva de Allan Aal (Imagem: SporTV/Premiere)

COMO DEFENDE

Na defesa, a recomposição formada por duas linhas de 4 ou até mesmo a primeira com cinco jogadores deve ser mantida. A permanência do goleiro Diogo Silva e do zagueiro Gum, geram expectativa de que haja entrosamento junto aos reforços o quanto antes, pois todos são experientes e se encaixam na proposta do treinador.

“A dúvida pertinente entre Claudinei ou Marthã define como será a marcação regatiana. A entrada de Claudinei favorece os desarmes e dá ainda mais importância a Jean Patrick para dar sequência aos lances, além de poder atuar na primeira ou na segunda linha de marcação. Com Marthã, o objetivo muda um pouco pelo atleta revezar com Jean Patrick”

Com blocos médios e, por vezes, médio/baixos, o CRB tenta fechar a casinha como pode para neutralizar as investidas, sejam pelo lado ou no meio. Assim, facilita para contra-atacarem, entretanto a compactação falha dos blocos – ao longo da última Série B – permitiu constantes infiltrações, dando liberdade aos adversários de ocuparem espaços entrelinhas.

PARA FICAR DE OLHO

Diogo Silva (GOL) – Um dos principais personagens do êxito alvirrubro na Copa do Brasil, principalmente após eliminar o Palmeiras na terceira fase, o goleiro Diogo Silva traz a experiência em fazer boas defesas. Além disso, é um atleta importante para o início de construção de jogadas no setor defensivo, já que pode fazer saída de 3 junto aos zagueiros.

Jean Patrick (MC) – Depois de saída conturbada no Sport, é importante para o esquema tático de Allan Aal por causa da movimentação, podendo ajudar tanto na marcação como na condução das jogadas ofensivas. É pelos seus pés que saem a maioria das direções dos lances de ataque: ou pelos lados usando lateral e extremos, ou pelo meio com Diego Torres.

Diego Torres (MEI) – O maestro do Regatas permanece no Galo da Pajuçara em mais uma temporada e espera contar com o apoio dos pontas para ter menor sobrecarga durante os 90 minutos. Conduz a partida, distribui passes, faz lançamentos e tem qualidade na bola parada. Nato camisa 10, honrando a camisa que veste.

Créditos da foto principal: Francisco Cedrim/CRB

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