Náutico na Copa do Nordeste: como joga o Campinense

Por: Felipe Holanda

Na fábula entre Timbu e Raposa*, o Náutico encara o Campinense para “encher o bucho” e encurralar adversário na estreia da Copa do Nordeste 2022. Embate acontece nesta terça-feira (25) às 20h, nos Aflitos, pela primeira rodada do Nordestão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, números, e muito mais do rubro-negro paraibano.

Diante do Timbu, o técnico Ranielle Ribeiro tem uma série de problemas. Pelo menos quatro jogadores estão fora por covid: os zagueiros Michel e Christian, o lateral-direito Macena e o volante Gabriel. Em contrapartida, Vinícius foi regularizado a tempo de fazer sua estreia na defesa.

Provável formação inicial da Raposa (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Em fase ofensiva, o Campinense tende a apostar num 4-2-3-1 com o apoio dos laterais: Felipinho, na direita, e Filipe Ramón, na esquerda. Assim, consegue muitas vezes envolver o adversário e explorar ultrapassagens, seja dos pontas ou volantes. Outra opção constante é o 4-3-3.

Postura paraibana no terço final (Imagem: PB Esportes)

A tendência é valorizar a posse de bola, principalmente no campo de defesa. Os rubro-negros chegam a formar uma saída 3+1 tendo a dupla de zaga e mais um ala, com o cabeça de área, Rafinha, sempre fixando no círculo central; camisa 15 é quem costuma ditar o ritmo de posse.

Raposa em construção ofensiva (Imagem: PB Sports)

“Apesar do ataque não estar tão positivo nesta temporada, Olávio é a principal referência. Terceiro maior artilheiro do Brasil em 2021, o centroavante é quem mais contribui no setor, seja finalizando ou nos pivôs”

João da Paz, repórter no PB Esportes

COMO DEFENDE

A estratégia principal da Raposa sem a bola é prezar pela compactação num 4-5-1, geralmente marcando por zona. Neste cenário, até minimiza espaços, mas perdeu do Retrô, quando sofreu dois gols, em amistoso preparatório – 2 x 1 para a Fênix. Fator que pode ser aproveitado pelos alvirrubros.

Tentativa de compactação (Imagem: TV Retrô)

Outra variação rubro-negra bem comum é se fechar com duas linhas de 4, mais frequente no 4-4-2. Sem a bola, tem o apoio dos extremos na segunda linha, enquanto o meia central se une ao centroavante. Simples, mas efetivo, ou pelo menos sólido.

Duas linhas de quatro do Campinense (Imagem: TV Retrô)

“Muito da solidez defensiva da Raposa se deve à experiência do goleiro Mauro Iguatu. O camisa 1 do Campinense tem seu papel de líder e ainda é responsável por fazer importantes defesas, inclusive em cobranças de pênalti”

João da Paz, repórter no PB Esportes

PARA FICAR DE OLHO

Mauro Iguatu (GOL) – Como supracitado, Iguatu é o principal emblema do Campinense. Se posiciona bem debaixo das traves, mas tem talento de liderança e já se destacou em cobranças de pênalti. Já salvou o rubro-negro paraibano diversas vezes, como no acesso à Série C do Campeonato Brasileiro.

Olávio (ATA) – Faro de gol apurado. Apesar de ainda não balançar as redes na temporada, Olávio é a principal referência ofensiva da Raposa. Procura retornar à forma ideal, quando marcou 24 vezes em 30 jogos no ano passando, defendendo as cores do Atlético-CE, sendo o terceiro maior artilheiro do futebol brasileiro.

*Contos tradicionais do Brasil (folclore), Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro, Edições de Ouro: 1967

Créditos da foto principal: Samy Oliveira/Campinense

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