Caindo no feitiço da Raposa: análise Náutico 0x0 Campinense

Por: Felipe Holanda

Sem malícia. O Náutico até tentou, mas parou no bloqueio defensivo do Campinense e ficou no empate nesta terça-feira (25), nos Aflitos, na estreia da Copa do Nordeste 2022. Timbu criou a maioria das chances, mas parou no goleiro Mauro Iguatu, da Raposa, eleito o melhor em campo no 0 x 0.

Entre regularizados e não regularizados, Hélio dos Anjos promoveu novidades na escalação. A principal delas foi o retorno do atacante Robinho, que teve nome divulgado no BID a tempo. Em contrapartida, volante Richard Franco, o meia Eduardo Teixeira, e o atacante Leandro Carvalho ficaram de fora; zagueiro Camutanga foi vetado pelo DM por indisposição intestinal.

Formação inicial do Timbu (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

No frigir dos ovos, foi o Náutico que tentou se compactar melhor, enquanto o Campinense mostrou a clara intenção de explorar contra-ataques. Sem a bola, os alvirrubros variavam entre o 4-5-1 e o 4-2-3-1, principalmente em transições. A responsabilidade de pressionar o portador da bola era dos volantes Djavan e Rhaldney.

Postura do Timbu no início (Imagem: Nordeste FC)

O grande calo do Timbu nos primeiros minutos foi a saída de bola. Para qualificar o passe, Rhaldney, Djavan (frame) e até o camisa 10 Carpina recuavam atrás do círculo central. Neste cenário, Hereda e Júnior Tavares davam amplitude pelos lados do campo, dificultando a marcação paraibana.

Náutico em fase de construção (Imagem: Nordeste FC)

E foi com Hereda a chance mais destacável do primeiro tempo. Carpina lançou o lateral-direito, que fez corte com categoria, mas finalizou muito no meio do gol. O experiente Mauro Iguatu espalmou a bola e afastou o perigo, mas por pouco.

Tentando impor o ritmo, o Náutico se alçou mais ao ataque, chegando a formar um 4-2-4. Até encurralava o adversário, mas pecava nas finalizações. Numa delas, Robinho arriscou de fora da área e mandou longe; outro lance perigoso veio quando Ewandro bateu cruzado e a zaga visitante quase se atrapalhou. Era pouco.

O roteiro no segundo tempo tendia a ser diferente, pelo menos nas peças: Hélio dos Anjos tirou o – apagado – Álvaro, para colocar o jovem Kayon. Neste cenário, Robinho ficou mais na referência, com Kayon na esquerda, Ewandro no lado oposto, e mantido Carpina na criação. Já Djavan aparecia mais fixo à frente do círculo central.

Timbu na etapa final (Imagem: Nordeste FC)

Foi, inclusive, a Raposa que assustou, mas Lucas Perri se mostrou seguro debaixo das traves. Vinícius Santana quase surpreendeu após cobrança de escanteio, porém logo depois o camisa 1 fez ótima defesa para evitar o gol de Patrick, já perto dos 45.

Antes do apito final, Hélio ainda mexeu mais quatro vezes. Entraram Kauan Maranhão, Wagninho, Vargas e Thássio nas vagas de Robinho, Rhaldney, Carpina e Ewandro, respectivamente. Nada que alterasse, contudo, o zero do placar. No fim, Thássio e Kauan tiveram boas chances de abrir o placar. Na mais clara, Mauro Iguatu fez mais uma grande defesa, selando de vez o empate.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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