Sport na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Sousa

Por: Mateus Schuler

Jurássico. Vindo de vitória em clássico, o Sport recebe o Sousa para fazer o dever de casa e se aproximar da liderança no Grupo A da Copa do Nordeste. Partida entre pernambucanos e paraibanos acontece nesta terça-feira (8) às 19h30, na Ilha do Retiro, pela 3ª rodada do Nordestão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário leonino: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Dinossauro.

O TIME

Ainda sem repetir uma escalação nos três confrontos que disputou na atual temporada, o técnico Tardelly Abrantes enfim parece ter achado o time ideal. Assim como ocorreu na derrota sofrida frente ao Fortaleza, o Dino deverá ir a campo no 4-3-1-2, reforçando a marcação para ter um sistema conservador e tentar segurar os rubro-negros; Romeu ganharia vaga de Juninho no meio, sendo a única mudança da equipe que bateu o Auto Esporte no Paraibano.

Verdão pode ter apenas uma mexida da partida pelo Estadual (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouco criativo nesse início de 2022, o Sousa não definiu seu sistema tático, o que gera alternâncias no setor ofensivo. A única característica fixa é o início da transição, pois na maioria das vezes ocorre a formação de uma saída de 3, tendo um dos volantes – geralmente Doda – ao lado dos zagueiros, dando liberdade aos laterais de se adiantarem.

Um dos volantes, geralmente Doda, recua junto aos zagueiros para iniciar transição (Imagem: Nordeste FC)

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Do meio para frente é que tem mudado mais. Como a tendência é manter a base tática que enfrentou o Fortaleza, o Verdão deve seguir com a proposta, repetindo o próprio 4-3-1-2. Assim, os laterais – dão amplitude – se juntam na linha aos volantes e o armador se aproxima mais da dupla de ataque, tendo a possibilidade também de recuar para buscar a bola.

Paraibanos têm laterais ajudando meio-campistas na criação (Imagem: Nordeste FC)

“Tendo os três volantes em campo, a criação pelo meio diminui, mas flui mais pelos lados. Assim, o armador movimenta mais e busca ajudar os homens de frente, tentando fazer as jogadas de velocidade como solução para o setor ofensivo, usando bem os laterais”

Eugênio Rodrigues, repórter da Rádio Progresso FM

COMO DEFENDE

Mesmo com instabilidade no sistema defensivo, o Dinossauro tem mostrado uma filosofia mais fixa, pois se caracteriza pela formação de duas linhas de 4 e blocos médio/baixos. Destacada pela postura reativa, a equipe alviverde se retrai ao máximo, tentando atrair o adversário a seu campo e contra-atacar na maioria das vezes.

Apesar de duas linhas, blocos geram espaços entrelinhas (Imagem: Nordeste FC)

“Pelo fato do Sport ser superior ao Auto Esporte, a tendência é de um sistema de marcação mais conservador. O meio deverá ser mais povoado, conforme ocorreu na partida diante do Fortaleza, buscando explorar melhor os contra-ataques”

Eugênio Rodrigues, repórter da Rádio Progresso FM

Além de formar o tradicional 4-4-2, com um dos volantes caindo de um lado e o ponta do outro, deixando o armador junto ao centroavante, o Sousa pode performar no 4-1-4-1. Sem muita compactação, gerando espaço entrelinhas, os paraibanos se retraem atrás do círculo central, o que permite constantes infiltrações.

Sistema de marcação do Dino apresenta falhas de compactação (Imagem: Nordeste FC)

PARA FICAR DE OLHO

Ricardo (GOL) – Apesar de ser dono da defesa mais vazada, o goleiro do Dino é o mais experiente da equipe. Com muita rodagem pelo futebol nordestino, o arqueiro tenta agregar suas passagens para liderar o time, orientando do campo de defesa e fazendo intervenções importantes, tanto que não sofreu gols em dois dos três jogos.

Daniel Costa (MC) – Alternando entre primeiro e segundo volante, é quem faz a transição fluir pelo meio-campo quando acionado. Além disso, surge como um elemento surpresa, ora pisando na área, ora abrindo pelos lados com os laterais. Também acumula rodagem no futebol regional, mostrando ter boa bola parada.

Jô Boy (ATA) – Enquanto Piauí não se recupera de lesão, cabe a Jô Boy ser o homem gol do Dinossauro. O canhoto de 32 anos não é a referência, já que é baixinho, mas a velocidade é a sua principal arma, pois constrói importantes contra-ataques, ajudando os companheiros de equipe na quebra das linhas defensivas adversárias.

Créditos da foto principal: Jefferson Emmanuel/Sousa

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