Muralha rubro-negra: análise Ceará 0 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Como um muro. Com boa atuação de Maílson e um jogador a menos, o Sport se fechou bem e arrancou importante empate sem gols diante do Ceará nesta terça-feira (15), na Arena Castelão, em Fortaleza. Leão segue no G-4 do Grupo A da Copa do Nordeste, ocupando a 3ª posição, após duelo pela quinta rodada do Nordestão.

Para o confronto, Gustavo Florentín promoveu mudanças no time titular, mas manteve a mesma proposta de outrora. Sem Ewerthon, que sentiu durante o aquecimento contra o Afogados, Fábio Alemão foi acionado na lateral direita, enquanto Ronaldo e Blas formaram a cabeça de área. Ezequiel entrou como extremo direito, Everton Felipe fez a armação e Juba na esquerda; Búfalo fez a estreia – pela referência – entre os 11 no 4-2-3-1.

Comandante leonino voltou ao 4-2-3-1, mas com novidades (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Primeiro tempo de um time só. Desde o início, o Ceará foi dominante, fazendo o Sport ficar bastante acuado em seu próprio campo. Postado no 4-4-2 sem a bola, o Leão ficou retraído e formou blocos médios, com compactação das últimas linhas de marcação. Ainda assim, deixou o Vozão assustar por duas vezes: na primeira, após saída errada de Everton Felipe, Vina recebeu e abriu na esquerda para Mendoza, que chutou e Maílson fez defesaça; a sobra caiu no mesmo Vina, que mandou de primeira e o goleiro fez novo milagre.

Sem criatividade quando tinham a posse, os rubro-negros ficaram cercados e o camisa 1 voltou a brilhar. Zé Roberto foi servido na entrada da área e deu chute colocado, parando em Maílson. Depois, o centroavante alvinegro virou garçom e passou para Mendoza finalizar cruzado e parar no arqueiro leonino, que estava inspirado.

Sport até tentou fechar os espaços, mas sem sucesso (Imagem: Nordeste FC)

Nas poucas vezes em que conseguiu sair da fase defensiva, a time da Praça da Bandeira formou um 2-5-3, tendo os extremos junto ao centroavante e os laterais apoiando os meio-campistas. Apesar disso, a equipe não mostrou o poder criativo de outrora e sequer finalizou em direção à meta cearense nos 45 minutos iniciais.

Para a segunda etapa, mesmo sem boa atuação, Florentín decidiu não fazer nenhuma modificação nas peças. A mudança, contudo, veio na postura, pois os pernambucanos passaram a formar uma linha de 5 ao não terem a bola. O Vozão até poderia ter aberto o placar, quando Mendoza cobrou escanteio fechado na área e Richard desviou para o gol, mas a arbitragem parou após falta em Thyere.

Para tentar renovar o fôlego do setor ofensivo, que estava muito inoperante, foram realizadas três modificações: Juba, Búfalo e Everton Felipe saíram para entradas de Vanegas, Flávio e Ítalo, respectivamente. Os planos, no entanto, foram por água abaixo e precisaram ser refeitos, com Fábio Alemão expulso, o que deixou tudo mais nervoso.

A inferioridade numérica fez Flávio, recém-acionado, deixar o campo de jogo por Sabino, recompondo a formatação defensiva. Mesmo com um a menos, o Leão conseguiu neutralizar bem as investidas do Ceará, que martelou mais intensamente. A única tentativa veio em um cruzamento na pequena área e Cléber, livre, cabeceou sobre Maílson, todavia Sander estava atento e afastou o perigo, garantindo o empate sem gols.

Rubro-negros conseguiram levantar muro diante dos alvinegros (Imagem: Nordeste FC)

Créditos da foto principal: Kely Pereira/Sport

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