Requintes de clássico: análise Sport 2 x 2 Santa Cruz

Por: Mateus Schuler

Dois pra lá, dois pra cá. No compasso da rivalidade, Sport e Santa Cruz protagonizaram um Clássico das Multidões eletrizante, empatando por 2 x 2 neste sábado (19), na Ilha do Retiro, em jogo pela sétima rodada do Campeonato Pernambucano Betsson 2022. Juba e Rodrigão marcaram para o Leão, enquanto Tarcísio e Rafael Furtado fizeram os gols da Cobra Coral.

Sem poder contar com a presença de Alanzinho, vetado por dores na coxa, e o técnico Gustavo Florentín, suspenso, os rubro-negros tiveram César Lucena no comando e o 4-3-3 mantido dos últimos duelos em casa. Os tricolores, no entanto, tiveram a estreia de Edson Ratinho na lateral direita e uma novidade no meio: Elyeser entrou no lugar de Esquerdinha, dando mais marcação.

Leoninos tiveram volta de Jáderson à titularidade, já corais tiveram três meio-campistas (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Desonrando o nome de clássico, a partida teve poucas emoções ao longo de toda a etapa inicial. Dos dois lados. Optando por não ter a bola, o Santa Cruz ficou mais retraído em seu próprio campo, formando um 4-1-4-1 com muita solidez, porém sem criatividade para sair ao ataque e sequer levou perigo ao gol rival.

Postado no 3-4-3 ao ter a posse, por outro lado, o Sport até tentou chegar ao campo ofensivo, mas teve o mesmo erro do arquirrival. Com movimentação das peças de frente, tentou se infiltrar no meio da marcação adversária, no entanto pecou no último terço e não conseguiu assustar a meta coral. Tanto que a única boa chance veio quando Ezequiel cruzou pela direita, Jáderson não alcançou e Búfalo, de bate pronto, mandou para fora.

Mais Querido ficou mais recuado na primeira etapa (Imagem: TV Globo)

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Mesmo mais intenso e sem poder criativo, o Leão continuou insistindo para ir em busca do primeiro gol. Explorando uma falha de marcação tricolor, ficou até próximo, entretanto não soube aproveitar: Juba deu um lançamento em profundidade na medida para Búfalo, que dominou e emendou o chute sem força, parando em defesa segura do goleiro.

As emoções pareciam ter ficado para o segundo tempo. Leston Júnior tentou corrigir o problema nas armações de jogadas logo de imediato, promovendo a entrada de Esquerdinha na vaga de Elyeser. Agora postado no 4-2-3-1 sem a posse, contudo, o Mais Querido foi pressionado e os leoninos criaram duas oportunidades para abrir o placar: após cruzamento na área, a bola ficou no pé de Everton Felipe, que chutou para defesaça de Kléver; depois, o camisa 10 recebeu de Jáderson e bateu no canto para nova intervenção do arqueiro.

Rubro-negros se defenderam com blocos médio/altos (Imagem: TV Globo)

Para dar ofensividade, César Lucena sacou Jáderson e colocou Rodrigão em campo, fazendo a equipe alternar entre 4-3-3 e 4-2-4 ao atacar. E deu certo. Depois de boa troca de passes na entrada da área, Ezequiel tentou fazer um cruzamento rasteiro e Júnior Sergipano tirou mal; a bola caiu no pé direito de Juba, que completou de primeira para o fundo do barbante.

O gol leonino, em vez de dar ânimo ao time, fez os corais se atirarem para ter o empate o quanto antes. Logo na primeira chance criada no confronto, teve êxito. Matheuzinho pegou a sobra pela esquerda, levantou na pequena área e Tarcísio subiu no meio da defesa, aproveitando bem um descuido de Chico e cabeceou.

Tricolores voltaram à postura tradicional na etapa final (Imagem: TV Globo)

A igualdade deixou os ânimos mais exaltados, com o confronto ficando bem pegado. Isso fez os dois técnicos mexerem nos respectivos times: Ezequiel e Búfalo foram substituídos por Fábio Alemão e Pedro Naressi, já Matheuzinho, Walter e Tarcísio saíram do campo de jogo para João Cardoso, Dudu Mandai e Rafael Furtado.

Assim, a virada da Cobra Coral até veio, todavia em um lance que ocasionou uma confusão. Esquerdinha cobrou falta na pequena área, Maílson saiu todo atabalhoado e Alex Alves, em posição irregular, testou balançando as redes; a arbitragem, corretamente, impugnou o lance, porém gerando revolta pelos visitantes após demora do auxiliar a marcar o impedimento.

Anfitriões tiveram maior intensidade durante os 45 minutos finais (Imagem: TV Globo)

Em sequência, não teve jeito para os donos da casa. Em novo erro defensivo de Chico, Rodrigo Yuri encontrou Rafael Furtado no meio da pequena área. O centroavante coral ganhou do zagueiro leonino e bateu na saída de Maílson, o que parecia dar números finais ao confronto que já estava bem eletrizante nos últimos minutos.

Nos acréscimos, a alegria do lado tricolor virou tristeza e, no fim das contas, ninguém chorou, nem riu. Paulinho, que entrou no lugar de Juba pouco antes do segundo gol do Mais Querido, recebeu pela esquerda e cruzou na medida para Rodrigão; com o instinto de centroavante em dia, o atacante cabeceou no canto e deixou tudo igual no placar.

Créditos da foto principal: Rafael Vieira/FPF-PE

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