Santa Cruz no Campeonato Pernambucano: como joga taticamente o Retrô

Por: Mateus Schuler

Vade retro. Para afastar o mau olhado, o Santa Cruz faz confronto direto contra o Retrô valendo a liderança do Campeonato Pernambucano Betsson 2022. Com um ponto a mais na tabela, tricolores seguem no topo em caso de empate, já os azulinos só pensam na vitória em duelo que acontece neste sábado (25) às 16h30, no Arruda, pela 5ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais da Fênix.

O TIME

Mesmo após perderem os 100% de aproveitamento, os retroenses não devem ter novidades na escalação inicial, dando sequência a quem já vem atuando pela boa campanha. A única modificação em relação à derrota sofrida para o Caruaru City deve ser no meio-campo, pois Charles volta de suspensão e, assim, Lucas Silva fica como opção.

Equipe titular retroense deve ter apenas uma novidade diante do Mais Querido (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Começo tão positivo de campeonato jamais seria pensado. Vice-líder e com o terceiro melhor ataque, marcando 11 gols ao lado do Salgueiro, o time tem a seu favor um trunfo: a manutenção do DNA Retrô. A filosofia implementada no modelo tem surtido muito efeito, apesar de ter perdido os 100% na última rodada.

Constantemente o início da criação sai pelos pés desses três (Imagem: TV FPF)

Se a Fênix chega a performar um 3-4-3 quando tem a posse, muito se deve à saída de 3 que é frequentemente usada. Tendo o jogo apoiado como a base de sustentação, ou seja, trocando passes do campo de defesa ao ataque, os azulinos tentam dar liberdade aos laterais para auxiliarem os demais meio-campistas, mas o mais comum é saírem formando um 4-3-3.

Pontas geralmente dão amplitude na posse retroense (Imagem: TV FPF)

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Por ser uma equipe dinâmica, alterna com muita frequência o modo de criar as jogadas. Além de explorar bastante chutes de fora da área, tem os lados como uma alternativa, seja fazendo cruzamentos ou tentando encontrar os espaços na defesa adversária. E são essas variações que tem gerado dor de cabeça nas marcações, pois não há um padrão de lances definido.

COMO DEFENDE

O ataque vive bom momento, mas o sistema defensivo tem a sintonia ainda maior. Nos cinco confrontos que disputou, sofreu cinco gols, o que dá média de um, contudo é o segundo menos vazado, atrás somente do Náutico, com três. Tamanha solidez se deve à postura proposta pelo técnico Dico Wooley, pois busca recuperar a posse de imediato, neutralizando bem as investidas.

Duas linhas de 4 é o mais comum no time de Camaragibe (Imagem: TV FPF)

Sem a bola, forma blocos médios, tendo o meia mais ofensivo se juntando ao centroavante, sendo ambos responsáveis por dar o primeiro combate. Assim, a primeira linha segue sendo formada pelos laterais e zagueiros, enquanto a segunda tem os pontas ao lado dos meio-campistas com características de marcação como companheiros, dando maior compactação e bloqueando a entrelinha, formando um 4-4-2.

O próprio 4-3-3 de base, inclusive, é uma alternativa aos retroenses. Isso faz as peças não saírem das suas posições e funções de origem, tentando ter — sempre — o contra-ataque como uma arma ao retomar a bola. Desse modo, fica mais retraído, povoando mais o seu campo e induzindo o adversário a se expor.

Fênix pode optar ainda por manutenção do próprio sistema tático (Imagem: TV FPF)

PARA FICAR DE OLHO

Pedro Costa (LD) – Força física na lateral. Pedro Costa é uma das surpresas positivas do Retrô na temporada. O lateral-direito assumiu a titularidade na concorrência com Augusto Potiguar e vem se destacando por ter uma forte marcação e também pelas assistências; já foram dois passes para gol em cinco jogos no Estadual.

Renato (MEI) – Artilheiro do Campeonato Pernambucano. Com quatro gols em cinco partidas, Renato divide a artilharia junto a Lucão, do Salgueiro, e é o grande nome da Fênix até o momento. Sua principal característica é o chute de longa distância, que já fez algumas vítimas em 2022, além de ser uma das peças mais importantes no setor de criação.

Giva (ATA) – Revelado no Santos e acumulando uma passagem apagada no Náutico, o centroavante parece ter começado a se encontrar no futebol com a camisa azulina. Autor de dois gols em cinco jogos, se mostra boa opção ao setor ofensivo retroense, pois se movimenta bastante, inclusive podendo cair de lado e um dos extremos ir para a referência.

Créditos da foto principal: Raphael Cunha/Retrô FC

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