Sport na Copa do Brasil: como joga taticamente o Altos

Por: Mateus Schuler

Altos e baixos. Em temporada irregular, o Sport enfrenta o Altos-PI precisando corrigir os erros para embolsar cota milionária com a classificação na Copa do Brasil. Duelo nordestino acontece nesta quarta-feira (2) às 19h, no Lindolfo Monteiro, em Teresina, pela primeira fase do torneio nacional; Leão tem a vantagem de jogar pelo empate, enquanto só a vitória interessa ao Jacaré.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Jacaré.

O TIME

Em relação ao jogo do último domingo (27) entre eles, na Copa do Nordeste, os piauienses devem ter a manutenção do time titular com uma novidade. O lateral-esquerdo Dieyson voltou depois de sentir dores na posterior da coxa, enquanto o zagueiro Vinícius Leandro continua se recuperando de uma lesão que sentiu no jogo contra o Globo-RN; Mimica permanece, novamente, junto a Lucas Souza na dupla de zaga. Já Danillo Bala e Diogo Viana disputam uma vaga entre os 11 iniciais.

Altenses ainda não estão com escalação inicial definida (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Sem ter balançado as redes no duelo do Nordestão, o Altos confirmou como a atual temporada é bem irregular. Foram 17 gols marcados em 13 partidas, o que dá média aproximada de 1,3, mesmo com grande presença de peças ao atacar. Mantendo o modelo de jogo da última temporada, o time até segue a proposta de uma trinca ofensiva, mas alterna o desenho ainda na criação de jogadas.

Início dos lances sai numa saída 4+2, tendo um dos volantes ao lado do articulador (Imagem: Eleven Sports)

Iniciando num 4+2, tendo a linha defensiva auxiliando os meio-campistas, os alviverdes tentam usar o jogo apoiado para sair da defesa ao ataque. Assim, performam no 4-3-3, que varia ainda ao 4-2-3-1 a depender de quem esteja em campo. Caso Diego Viana volte à titularidade, é ele quem mais alterna de posição, pois tanto pode ajudar na transição como armar; se for Danillo Bala, os blocos se compactam do meio para frente tendo dois trios.

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Jogadores buscam maior aproximação para trabalhar a bola no 4-3-3 (Imagem: Nordeste FC)

“O Altos mantém o mesmo estilo de 2021 com a formação tendo três atacantes e um dos maiores destaques é Betinho. A dúvida entre Diego Viana e Danillo Bala é o que define o modelo de jogo do setor ofensivo, pois Manoel pode alternar entre meio e lados na criação”

Pâmella Maranhão, repórter do grupo Cidade Verde-PI

COMO DEFENDE

Na defesa, a única certeza é que o Jacaré busca o máximo de compactação e, assim, neutralizar as investidas dos adversários. Não por acaso, a média de gols sofridos é inferior a um, com os espaços sendo bem fechados, tanto dos lados como no meio, fazendo alternância a depender da intensidade que os adversários ataquem.

Contra o Leão, altenses apostaram em uma primeira linha de 4 sem a posse (Imagem: Nordeste FC)

Ao ficar sem a bola, o Jacaré forma, mais frequentemente, um 4-5-1. Desse modo, os laterais e os zagueiros ficam recuados, enquanto os jogadores das beiradas se juntam aos meio-campistas, deixando os blocos médios/baixos para contra-atacar se preciso. Outra alternativa é o 5-4-1, que deixa o time retraído, com um dos volantes indo à primeira linha e o centroavante sendo o único isolado.

“Ao contrário do jogo pelo Nordestão, o Altos não deve jogar no contra-ataque como aconteceu ontem. Apesar disso, a defesa deve ficar menos exposta, pois correu risco de ser vazada e isso não está nos planos do treinador, podendo custar a eliminação na competição”

Pâmella Maranhão, repórter do grupo Cidade Verde-PI
Linha de 5 pode ser formada em caso mais extremo para se fechar (Imagem: Eleven Sports)

PARA FICAR DE OLHO

João Carlos (LD) – Velho conhecido do futebol pernambucano, após ter uma passagem de destaque no Serra Talhada que o levou ao Santa Cruz, o lateral conseguiu fazer seu nome profissionalmente atuando pelo Brusque. Um dos principais jogadores do time catarinense na campanha do acesso à Série B, João ainda não contribuiu diretamente com gols no Jacaré, porém auxilia na criação de jogadas.

Manoel (MEI/ATA) – Maior artilheiro da história do Altos. É essa marca que o faz ser um dos atletas mais destacáveis do atual elenco altense, pois é quem tem maior mobilidade no setor ofensivo, podendo atuar como armador tanto quanto atacante de beirada, mesmo sendo centroavante de origem; nesta temporada, já balançou as redes por três vezes, sendo duas pelo Estadual e uma na Copa do Nordeste.

Betinho (ATA) – Goleador. O recifense e cria da base do Náutico tem faro de gol apurado vestindo a camisa alviverde, sendo contratado em 2020. Desde então, fez 33 tentos em 80 partidas disputadas, o que dá média de quase 0,5. Aos 34 anos, além de ser um dos mais experientes da equipe piauiense, usa a experiência e rodagem no futebol nacional como seu principal trunfo; em 2022, já marcou em oito oportunidades, sendo o artilheiro do time no ano.

Créditos da foto principal: Luís Júnior/Altos

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