Sport na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Bahia

Por: Mateus Schuler

Clássico da redenção. Em crise, o Sport faz confronto decisivo com o — também — desesperado Bahia pela Copa do Nordeste ainda sem indícios sobre o novo comandante, mas precisando vencer. Partida válida pela sétima rodada será realizada neste sábado (5) em Salvador, na Arena Fonte Nova, às 17h45.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Esquadrão de Aço.

O TIME

Após encerrar a preparação, o treinador Guto Ferreira — velho conhecido dos leoninos — tem um retorno e uma ausência para enfrentar o Leão. Expulso no jogo contra o Sampaio Corrêa, o volante Patrick terá de cumprir a suspensão automática, enquanto o zagueiro Luiz Otávio, recuperado de dor no joelho, é opção junto a Ignácio no 4-2-3-1 tricolor.

Time da Boa Terra terá duas novidades na escalação inicial (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Ainda com situação indefinida por classificação, o Bahia, ao menos no setor ofensivo, tem correspondido. A equipe é dona do segundo melhor ataque do Nordestão com 13 gols, atrás apenas do Fortaleza, que fez 14, contudo lidera o quesito no Grupo B, sendo a única a atingir os dois dígitos. Muito se deve pela intensidade proposta por Guto Ferreira, variando a distribuição das peças de acordo com o adversário.

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Daniel flutua na entrelinha adversária para alternar o desenho (Imagem: Nordeste FC)

A tendência é que o Esquadrão mantenha o 4-2-3-1 de base ao atacar, com os laterais participando da criação ofensiva. Ao contrário de 2021, as jogadas são criadas tanto pelos lados, tendo os extremos dando amplitude, como no meio, tendo Daniel e os volantes fazendo o jogo apoiado, trabalhando bem a bola para achar espaços. Outra opção, um pouco mais conservadora, é ter o 4-3-3 formado, o que faz o armador virar articulador; Rodallega, atacante de área, faz constantes pivôs para os pontas se infiltrarem na marcação.

Jogadas fluem mais pelo meio com duas trincas (Imagem: TVE Bahia)

“Daniel alterna muito entre articulador e armador. Durante a transição, ele faz as duas funções, sendo o motorzinho do time, rodando a bola principalmente do meio para frente. Apesar dos pontas se movimentarem bem, o camisa 10 é quem cria as jogadas mais importantes”

Lucas Cézar, repórter no Canal do LC

COMO DEFENDE

Sem a bola, porém, a toada é totalmente oposta. Dos times que estão nos G-4 de cada chave, o Tricolor possui a segunda defesa mais vazada por sofrer sete gols, ficando em vantagem somente ao Sampaio Corrêa; ambos estão na 4ª posição no respectivo grupo. A instabilidade é gerada pelo momento conturbado dos baianos, tanto dentro de campo pela sequência ruim, já que venceu uma vez nos últimos cinco jogos, como fora de campo.

Duas linhas de 4 é o mais comum dos trabalhos de Guto Ferreira (Imagem: TVE Bahia)

Por não ter um desenho definido ao ficar sem a posse, a expectativa é que o treinador Guto Ferreira mantenha a proposta usada em outros clubes e vem repetindo no Bahia. Assim, a tendência é performar com duas linhas de 4 de blocos médio/baixos, tentando induzir o adversário ao erro. A alternativa ao alternar é continuar no 4-2-3-1 de base, povoando mais o meio-campo com a transição deixando menos espaços.

“O meio é mais combativo que o do ano passado, destacando uma característica de Guto. Ainda assim, a entrelinha e a bola aérea são os principais calos do time na atual temporada, onde os adversários têm explorado mais para poder se encontrar no ataque”

Lucas Cézar, repórter no Canal do LC
Sistema tático-base pode ser visto também na fase defensiva (Imagem: Nordeste FC)

PARA FICAR DE OLHO

Luiz Otávio (ZAG) – Principal responsável por dar solidez à defesa do Bahia, o zagueiro tem apresentado muita força na marcação, sendo bem importante — principalmente — pelo alto. A bola aérea é sua principal característica, seja em fase defensiva — para anular os adversários — ou ofensiva, chegando em escanteios ou faltas na pequena área.

Daniel (MEI) – Variando entre articulação e armação, é quem faz a bola girar no ataque tricolor. Apesar de ainda não ter colaborado diretamente com gol de algum companheiro, o meio-campista é quem mais participa dos lances no setor ofensivo, pois constantemente encontra um bom passe, além de ter a finalização de média distância como principais armas.

Rodallega (ATA) – Experiente. Mais velho do elenco do Esquadrão de Aço, o colombiano de 36 anos corresponde às expectativas, principalmente pelas passagens no futebol europeu. Na atual temporada pelos baianos, marcou sete gols, sendo seis pelo Nordestão, o que o faz ser o artilheiro do regional; além disso, já deu uma assistência, muito pelos pivôs que tem dado a seus companheiros.

Créditos da foto principal: Felipe Oliveira/EC Bahia

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