Sport na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Floresta

Por: Mateus Schuler

Habitat natural. Já classificado, o Sport encara o Floresta com a missão de seguir vencendo e ganhar corpo para as quartas de final da Copa do Nordeste. Duelo entre leões e cearenses acontece neste sábado (19) às 17h45, na Ilha do Retiro, válido pela última rodada da fase de grupos.

Separamos tudo sobre o adversário leonino: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão.

O TIME

Sem desfalques. É nesse cenário que o time de Ricardo Drubscky se despede do Nordestão. Por ser o último jogo oficial antes da Série C, o comandante do alviverde deve realizar mexidas pontuais entre os 11 iniciais da derrota para o Atlético-BA, mesmo tendo força máxima. Únicas certezas serão as presenças de Marcão no gol, Thalison formando cabeça de área ao lado de Jô e Flávio Torres isolado na referência do 4-2-3-1.

Cearenses vão com força máxima diante dos rubro-negros (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Lanterna do Grupo B e sem pretensões na competição, por estar eliminado, o Floresta tem um dos piores ataques do torneio. Com apenas sete gols, junto ao Altos, o Verdão só balançou mais as redes que Sergipe e Globo, os últimos colocados no Grupo A. Uma das principais causas do baixo aproveitamento é o distanciamento entre as duas últimas linhas, gerando constantes falhas na criação.

Setor ofensivo joga distante do gol adversário (Imagem: Nordeste FC)

Apesar da base inicial ser o 4-2-3-1, tendo volantes que ajudam a dar maior criatividade, a principal postura é formar o 4-3-3, cabendo aos extremos dar amplitude. Assim, um dos cabeças de área recua, já o outro se adianta junto ao armador. Outra alternativa, se precisar buscar o resultado, é o 4-2-4, com o articulador se juntando ao trio, enquanto os demais meio-campistas ficam guardando o meio.

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Cearenses podem povoar mais o ataque ao ficar em desvantagem (Imagem: Nordeste FC)

“Paulo Vyctor e Flávio Torres, artilheiros da equipe no torneio, vão revezando entre lado esquerdo do ataque e referência, fazendo constante movimentação no último terço. Na cabeça de área, porém, os volantes não conseguem fazer boa transição, com a bola chegando pouco aos atacantes”

Edson Ferreira, repórter da Rádio Assunção

COMO DEFENDE

A defesa vai na mesma toada do ataque alviverde. Com um total de 13 gols sofridos, o sistema defensivo divide a marca de segundo mais vazado junto ao Sergipe; ambos ficam à frente somente do Globo. Tais números ruins são reflexo das fragilidades apresentadas pela equipe, já que há falhas tanto de compactação, como de formatação das linhas.

Verdão costuma formar duas linhas de 4 sem a bola (Imagem: Nordeste FC)

O mais comum é a formação de duas linhas de 4, tendo um 4-4-2 de blocos médios, entretanto apresentando muitos erros de posicionamento das peças em campo. Outra opção usada com certa frequência, mas não tão habitual, é o 4-5-1 — que pode ser 4-1-4-1 — ao ficar sem a posse, tentando assim ter o meio povoado e obrigar o adversário a rodar a bola.

Distanciamento entre as linhas é uma das fragilidades dos cearenses (Imagem: Nordeste FC)

“A competição serviu como laboratório, inclusive para a defesa. O time tirou algumas lições, pois não conseguiu reforçar bem o setor, que tinha certa solidez na Série C, pelas dificuldades que foram encontradas no mercado. Agora é corrigir esses para as disputas da Terceirona, da Taça Fares Lopes, que dá uma vaga na Copa do Brasil, e na Série B estadual”

Edson Ferreira, repórter na Rádio Assunção

PARA FICAR DE OLHO

Fábio Alves (LE) – No elenco desde 2020, um dos mais experientes do elenco alviverde tem conseguido ser destaque mesmo com a campanha ruim. Dos cinco jogos que disputou, o time fez seis gols, participando de três; muito se deve pela constante presença ao setor ofensivo, já que colaborou com duas assistências e balançou a rede uma vez.

Rendel (MC) – Formado no futebol mineiro, o jovem meio-campista tem sido um dos responsáveis por ajudar na transição e criação de jogadas ofensivas. Fazendo a bola girar pelo meio ou abrindo de lado com os extremos, Rendel é quem mais tem mostrado poder criativo na equipe, porém insuficiente para levar perigo à meta adversária frequentemente.

Paulo Vyctor (ATA/PE) – Criado na base do próprio Verdão, o atacante é um dos principais jogadores. Ao lado do experiente Flávio Torres, se movimenta bastante, com ambos trocando de posição para tentar encontrar espaço na defesa adversária. Na atual temporada, disputou seis partidas e marcou dois gols de sete assinalados pelos cearenses.

Créditos da foto principal: Ronaldo Oliveira/ASCOM Floresta

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