Sport na Copa do Nordeste: como joga taticamente o CSA

Por: Mateus Schuler

Leão azul. De olho na renda — mesmo que não pague impostos —, o Sport duela com o CSA para avançar às semifinais da Copa do Nordeste para sanar dívidas e chegar firme no restante da temporada. Partida única entre rubro-negros e azulinos ocorre nesta terça-feira (22), às 21h35, no Rei Pelé, pelas quartas do Nordestão.

Separamos tudo sobre o adversário leonino: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Azulão.

O TIME

Embalado. Classificado à terceira fase da Copa do Brasil e vindo de vitória na última rodada do regional, o time de Mozart Santos terá força máxima para o confronto decisivo contra os pernambucanos. A única ausência é o atacante Clayton, que sofreu lesão no joelho em janeiro e só volta a ser opção durante o segundo semestre, mantendo o 4-3-3.

Jogadores considerados tItulares devem voltar aos 11 do Marujo (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do segundo ataque mais positivo do Grupo A e quarto no geral, com 13 gols feitos, o CSA é muito metódico. O time chega constantemente ao último terço do campo, visando povoar ao máximo o sistema defensivo adversário e tentar ser bastante intenso, mas mesmo tendo números positivos falha nas finalizações.

Azulão trabalham a posse desde o próprio campo (Imagem: Nordeste FC)

O mais comum, dessa maneira, é fazer uma transição em jogo apoiado, que tem início ainda no próprio setor de defesa. Desse modo, faz a saída em 4+1, com os laterais ajudando os zagueiros e tendo o primeiro volante para dar a sustentação, enquanto os demais meio-campistas se adiantam junto ao trio da última linha. Assim, formam um 4-1-2-3 bastante incisivo, buscando mais as jogadas pelos lados.

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Azulinos buscam imposição no setor ofensivo (Imagem: Amazon Prime Video)

“O dinamismo faz todos os atletas em campo contribuírem em algum momento. No terço final, os meias usam os atacantes — de área ou beirada — para tabelas ou laterais para chegarem com profundidade em lances completamente trabalhados nos treinamentos”

Taynã Melo, editor-chefe no Desporto Alagoano

COMO DEFENDE

Se o ataque vai bem, a defesa permanece na mesma toada. Nos oito duelos que disputou durante a fase de grupos, o Marujo foi vazado por somente seis vezes, dividindo a marca junto a Fortaleza, Botafogo e CRB, tal como o próprio Sport; todos ficam atrás do Ceará, que sofreu apenas dois gols. Muito se deve pela obediência tática dos jogadores do Azulão ao técnico, bloqueando bem os espaços.

Alagoanos formam duas linhas de 4 de blocos próximos (Imagem: Nordeste FC)

Apesar de estar compactado na maioria das vezes, tendo alternâncias entre 4-1-4-1 — mais frequente — e 4-2-3-1, os azulinos conseguem boas variações e se encaixando de acordo com a proposta do adversário. Para não ceder os espaços na primeira linha de marcação, a alternativa é a formação do 5-3-2 de blocos médio/baixos, tendo Geovane recuando junto aos defensores.

“A depender do posicionamento do primeiro volante, a variação se deve à tentativa de iniciar os contragolpes velozes. Para isso, o apoio dos pontas é fundamental para reduzir tanto o espaço de ataque do adversário, como diminuir a movimentação dos laterais, buscando permanecer com a segurança da primeira linha na defesa”

Taynã Melo, editor-chefe no Desporto Alagoano
Outra alternativa pode ser a formação de uma linha de 5 (Imagem: Amazon Prime Video)

PARA FICAR DE OLHO

Marcelo Carné (GOL) – Contratado para dar consistência à meta azulina, o goleiro tem dado a resposta em campo. Todo jogo Carné faz ao menos uma defesa providencial que o coloca entre os melhores e, assim, o resultado de muitas partidas poderia ser diferente – talvez negativo – se o arqueiro do Marujo não fosse decisivo, tendo bom reflexo e defesas seguras.

Gabriel (MEI) – Ex-jogador rubro-negro, o meio-campista já está na sua terceira temporada consecutiva atuando pelo Azulão, sendo polivalente. A constante movimentação por todo o campo o coloca inicialmente como um segundo volante, porém faz a articulação das jogadas, além da transição; é forte também em chutes de média distância.

Osvaldo (PE) – Outro velho conhecido do Leão da Ilha. Vindo como reserva do Fortaleza, fez apenas quatro jogos com a camisa do CSA pelo Nordestão, porém ainda não balançou as redes, nem serviu nenhum dos companheiros. Sua participação é dando velocidade e habilidade que o time precisava para a movimentação ofensiva, contudo ainda não está no ritmo de jogo ideal.

Créditos da foto principal: Augusto Oliveira/CSA

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