Tridestilado: análise CSA (1) 0 x 0 (3) Sport

Por: Mateus Schuler

Três vezes Maílson. Em atuação épica do camisa 1, o Sport desordenou o CSA — após ficar no empate por 0 x 0 durante o tempo normal — por 3 x 1 nos pênaltis, chegando forte às semifinais da Copa do Nordeste. Leão avançou à semifinal nesta terça-feira (22), no Rei Pelé, e aguarda definição entre Ceará e CRB para conhecer o próximo adversário; times se enfrentam nesta quinta-feira (24), às 19h, na Arena Castelão.

Para a partida decisiva, o treinador Gilmar Dal Pozzo optou pela manutenção dos 11 iniciais leoninos. Sem novas ausências para o confronto, seja por lesão ou suspensão, o técnico manteve o 4-2-3-1, tendo Thyere e Sabino na dupla de zaga, Bruno Matias, William Oliveira e Denner formando o meio, e Búfalo na referência.

Rubro-negros tiveram repetição da escalação contra o Floresta (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante intensa, mesmo com o gramado castigado por forte chuva, tendo CSA e Sport buscando o ataque. Apesar de jogar fora dos seus domínios, o Leão foi quem conseguiu a primeira boa chance para tirar o zero do placar: Juba cobrou escanteio, a bola ficou viva após bate rebate na pequena área, e ficou no pé do camisa 46, que chutou firme e Marcelo Carné defendeu.

Postado no 4-2-3-1 quando não tinha a posse, a equipe rubro-negra buscou povoar o meio para fechar os espaços ao Azulão, que tentou tirar proveito da presença da sua torcida. Ainda assim, porém, chegaram com perigo quando Gabriel recebeu de Marco Túlio na pequena área e bateu colocado para boa defesa de Maílson.

Marcação mostrou boa compactação nos 45 minutos iniciais (Imagem: Nordeste FC)

Mais agressivos nesse início de confronto, os leoninos se atiraram para sair à frente antes do intervalo de todo jeito. Depois de fazer boa jogada na direita, Jáderson cruzou rasteiro na entrada da área para Búfalo, que dominou e deu a pancada, contudo a bola saiu assustando e muito próxima à trave direita do Marujo.

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Formando um 4-3-3 ao ter a posse, o time pernambucano não abdicou de ir ao setor ofensivo, entretanto não mostrou eficiência na pontaria. Inclusive ao Juba arrematar forte de fora da área para surpreender, no entanto o goleiro Marcelo Carné fez a defesaça, se esticando todo para evitar o primeiro gol do jogo.

Sport foi mais agudo no ataque (Imagem: TV Jornal)

Para a segunda etapa, Dal Pozzo teve de sacar Ewerthon, lesionado, e colocar Ezequiel em campo pela lateral direita. Após terminar o primeiro tempo sem criatividade, o Leão voltou mais ligado e quase balançou as redes. Jáderson fez boa jogada pela direita e tocou para Ezequiel, que levantou na medida na cabeça de Búfalo; o camisa 9 escorou para Denner dentro da pequena área e o meio-campista completou, mas Wellington afastou em cima da linha.

Não demorou muito e um novo lance perigoso foi criado. Bruno Matias pegou o rebote do próprio escanteio sem sucesso e cruzou na medida para Sabino, que cabeceou — dentro da pequena área — rente à trave esquerda da meta azulina. Os leoninos, que se defenderam num 3-5-2, tentaram novos contra-ataques, porém sem sucesso.

Compactação durante últimos 45 minutos de bola rolando (Imagem: TV Jornal)

Para ajustar o time do meio em diante, o comandante leonino fez mais duas mudanças: entraram Ronaldo e Ray Vanegas para saídas de William Oliveira — alegando ter cansaço — e Jáderson. Logo em sequência, Blas foi acionado no lugar de Denner, deixando a formatação do Sport com a bola no 4-2-3-1, tendo os zagueiros participando do desenho.

Mesmo tendo maior posse, o time da Praça da Bandeira não vinha chegando efetivamente, enquanto os alagoanos chegaram perto de afundar os planos. Rodrigo Rodrigues finalizou de longe e a bola saiu próxima à trave esquerda, assustando Maílson, porém sendo insuficiente para tirar o zero do marcador e a definição saiu nos pênaltis.

Pernambucanos tentaram abafar no fim, mas sem êxito (Imagem: Nordeste FC)

E foi justo nas cobranças da marca da cal que começou o show do Sport. Na primeira série, Osvaldo deixou o Azulão do Mutange à frente da contagem, no entanto Ronaldo igualou o placar. Na segunda, Maílson defendeu a batida de Wellington, enquanto Ray Vanegas estufou o barbante, deixando o Leão com a vantagem.

Na terceira, mais uma vez o goleiro leonino foi herói e fez nova intervenção, o que foi encaminhando a classificação. Blas bateu com segurança e deixou a equipe da Praça da Bandeira em vantagem segura, podendo ter o privilégio de errar uma batida, mas nem precisou; o arqueiro rubro-negro pegou a de Rodrigo Rodrigues e deu números finais à disputa.

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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