Como o Sport pode tirar invencibilidade do Fortaleza na Copa do Nordeste

Por: Mateus Schuler

Lei da selva. De olho no tetra, o Sport faz duelo de Leões com o Fortaleza para fazer valer mando de campo e encaminhar título da Copa do Nordeste em caso de vitória. Partida de ida acontece nesta quinta-feira (29) às 21h35, na Arena de Pernambuco, já a volta está marcada para próximo domingo (3), com mando cearense, às 18h30.

Nesta análise, focando nos jogos fora de casa, o Pernambutático traz tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Tricolor do Pici.

UM LEÃO LONGE DE SEU HABITAT NATURAL

O número de partidas longe de seus domínios podem dar indícios à boa fase da Fortaleza. Ao todo, foram quatro duelos disputados como visitante no torneio regional, sendo três fora do estado. Dos 12 pontos em disputa, conquistou seis ao vencer um confronto e empatar outros três, o que representa 50% do total.

O TIME

Quase força máxima. Apesar dos desfalques, o técnico argentino Juan Pablo Vojvoda sinaliza manutenção do 3-5-2 na equipe cearense, mas modificado da classificação sobre o Náutico. Ainda sem contar com Lucas Crispim para a ala esquerda, Juninho Capixaba segue mantido, enquanto Landázuri entra na vaga do suspenso Tinga e Ronald deve retornar à titularidade — depois de cumprir suspensão — junto a Jussa, tendo Zé Welison correndo por fora pelo espaço entre os 11.

Tricolores têm indefinição no ataque por opção do treinador (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Intenso. A palavra para poder resumir o ataque do Fortaleza é intensidade. O Leão é o único invicto até o momento na competição por ter o setor ofensivo altamente positivo, pois marcou 24 gols em 11 jogos e tem sobrado no critério, conseguindo sufocar constantemente os adversários, preenchendo maioria dos espaços do meio para frente.

Leoninos apostam na troca de passes para chegar ao ataque (Imagem: Nordeste FC)

Quando sai construindo desde a defesa, o Tricolor do Pici performa sua saída em 3+4, tendo o trio de zaga sustentado e apoiado pelos volantes e alas, que dá múltiplas opções de passe. Já quando tem a posse, pode formar o 3-5-2 de base ou até mesmo povoar bastante o sistema defensivo adversário, com o 2-3-5 tendo apenas dois zagueiros mais recuados.

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Setor ofensivo fica bastante povoado do círculo central em diante (Imagem: Nordeste FC)

“Time do Fortaleza joga ofensivo e busca atacar em “bloco” bem definido com a linha de frente. O meio-campo é muito seguro e, tendo Jussa, Ronald ou Zé Welison e Lucas Lima, sai muito bem nos contra-ataques, fazendo a transição ofensiva com bastante intensidade”

Wellington Soares, do Comentarista Tricolor

COMO DEFENDE

Apesar de não ter a defesa menos vazada, ficando atrás do arquirrival Ceará — com dois — e do CSA, que sofreu seis, o Leão do Pici mostra certa solidez. A equipe consegue fechar bem os espaços para neutralizar as investidas rivais, seja pelos lados ou no meio, fazendo uma marcação mista e que busca ter a recuperação da posse imediatamente.

Tricolor do Pici busca o máximo de compactação ao se defender (Imagem: Nordeste FC)

O mais comum, ao ficar sem a bola, é a formação do 5-3-2, tendo os alas na primeira linha junto aos zagueiros, enquanto os meio-campistas ficam mais à frente. Por outro lado, quando tenta pressionar os adversários, performa no 5-4-1, tendo o centroavante isolado, já os laterais ficam ao lado de dois dos meias, com os blocos variando entre médios e médios/altos.

“Com a defesa segura e adiantada e o meio-campo fazendo a transição defensiva sem muita intensidade, o time não se expõe tanto. Landázuri, ainda está se adaptando ao futebol brasileiro, mas tem mostrado serviço quando necessário para conseguir se encaixar”

Wellington Soares, do Comentarista Tricolor
Marcação pressão é a principal característica defensiva do Leão do Pici (Imagem: Nordeste FC)

PARA FICAR DE OLHO

Benevenuto (ZAG) – Mesmo sem conseguir balançar as redes, o zagueiro se mostra perigoso. Forte na bola aérea, seja ofensiva ou defensiva, pode ainda atuar em mais de uma posição no sistema tático de Vojvoda, além de ser o zagueiro mais regular do elenco. Não costuma errar passes decisivos, além da qualidade no posicionamento.

Pikachu (PD) – Carrasco. Sempre que o “Pokémon” está em campo, a torcida rubro-negra liga o alerta de preocupação, pois costuma balançar as redes. Na Copa do Nordeste, é um dos artilheiros do Tricolor do Pici com três gols e o líder de assistências, colaborando com duas; assim, é o jogador que detém o maior número de participação nos tentos, somando 21%.

Lucas Lima (MEI) – Cérebro da equipe. Velho conhecido dos pernambucanos, o meia Lucas Lima é quem faz a bola rodar do meio para frente no Leão, pois é responsável pela armação de jogadas. Mesmo sem dar passes direto para gol no Nordestão, consegue criar lances de perigo, encontrando sempre um companheiro livre para finalizar.

Créditos da foto principal: Leonardo Moreira/Fortaleza EC

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