De cabeça erguida: análise Fortaleza 1 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Seguindo a vida. Em duelo marcado por arbitragem polêmica na Arena Castelão pela final da Copa do Nordeste, neste domingo (3), o Sport foi derrotado pelo Fortaleza por 1 x 0 e acabou amargando o vice-campeonato regional. O Leão da Ilha saiu reclamando de dois pênaltis não marcados, um em cada tempo; time agora gira a chave ao Campeonato Pernambucano.

Para o confronto decisivo pelo Nordestão, Gilmar Dal Pozzo optou por postura diferente dos últimos. O tradicional 4-2-3-1 abriu espaço para um sistema de três zagueiros, que contou com as entradas de Chico e Bill entre os 11 iniciais, substituindo Bruno Matias e Jáderson, formando assim o 3-6-1; Juba entrou mais recuado, formando a cabeça de área ao lado de William Oliveira.

Escalação inicial dos leoninos teve duas mudanças do jogo de ida (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Apesar de ambos precisarem da vitória para ficar com a taça ainda durante o tempo normal, o Fortaleza fez valer o fator casa e começou pressionando o Sport. Indo para cima na pressão inicial, o Tricolor do Pici tentou encontrar as brechas na defesa rubro-negra, mas os espaços foram bem fechados. Numa das vezes que furou o bloqueio, Lucas Lima recebeu de Moisés na entrada da área e chutou firme, porém Sabino afastou o perigo.

Postado no 5-4-1 sem a posse, o Leão da Ilha apostou nos contra-ataques e foi buscando surpreender. Num desses avanços, Sander arrancou pelo lado esquerdo em velocidade e bateu cruzado, contudo sem força e facilitou para Max Walef espalmar. Ainda era pouco, mesmo tendo menor posse de bola ao longo da primeira etapa.

Pernambucanos tentaram segurar ímpetos dos donos da casa (Imagem: Nordeste FC)

Nas demais poucas vezes que conseguiu chegar ao ataque, por outro lado, a equipe da Praça da Bandeira alternou entre 3-5-2 e 3-6-1, tendo o meio mais povoado e usando a velocidade. Mesmo com criatividade praticamente nula, o time reclamou um pênalti: Búfalo disparou pela direita e acabou derrubado por Benevenuto, no entanto nada foi marcado.

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Os cearenses, por sua vez, tiraram o zero do placar na reta final do primeiros 45 minutos. Moisés fez boa jogada pela esquerda e Thyere o derrubou dentro da pequena área. Pikachu cobrou fraco e Maílson até chegou perto de fazer a intervenção, entretanto não alcançou e viu a pelota morrer no fundo do barbante.

Mesmo povoando meio, leoninos criaram pouco (Imagem: Nordeste FC)

Para a etapa final, Gilmar Dal Pozzo tentou corrigir alguns erros cometidos na primeira metade da partida: Bill saiu para a entrada de Pedro Naressi, o que reduziu a velocidade, mas aumentou na cadência. Por outro lado, a postura reativa foi mantida e, em um desses lances, os rubro-negros conseguiram ir ao ataque, mesmo postado no 4-5-1 sem a bola: Juba bateu de fora da área e Max Walef defendeu sem dificuldades.

Percebendo o equilíbrio entre os dois setores, o comandante do Leão da Ilha fez uma nova substituição para recuperar a confiança em campo: Jáderson foi acionado na vaga de Denner. Logo depois, o empate ficou próximo de sair quando Juba cruzou com perfeição para Pedro Naressi, que cabeceou e Max Walef interveio fazendo uma defesaça; impedimento já havia sido marcado.

Leoninos voltaram a formar um 4-5-1 sem a bola (Imagem: Nordeste FC)

O lance começou a motivar o time pernambucano, que cresceu em campo e teve um pênalti a seu favor na sequência. Sander foi servido por Jáderson na esquerda, invadiu a área e acabou derrubado por Landázuri. A alegria durou pouco. Depois de revisão no VAR, o árbitro voltou atrás da decisão anterior e reverteu a marcação.

Mesmo com a reversão, o Sport voltou a levar perigo: Juba cobrou escanteio fechado na segunda trave e Sabino testou muito próximo da trave direita. Se as jogadas empolgaram, a expulsão direta de Robson aumentaram o ânimo, dando um pingo de esperança. Já nos acréscimos, após inclusive falta de luz, os rubro-negros até balançaram as redes, contudo sem sucesso: arbitragem marcou falta de Búfalo antes de Ewerthon tocar para o fundo do gol, fazendo o resultado não sofrer nenhuma alteração até o apito final.

Equipe da Praça da Bandeira formou um 4-2-3-1 ao atacar (Imagem: Nordeste FC)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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