Sport na Série B: como joga taticamente o Guarani

Por: Mateus Schuler

Caça versus caçador. O Sport tenta inverter o cenário contra o Guarani para seguir caçando pontos na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo entre Leão e Índio acontece neste sábado (16) às 18h30, no Brinco de Ouro, pela segunda rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Bugre.

O TIME

Mesmo vindo de derrota na estreia da competição nacional, o time alviverde vai praticamente com a manutenção da base titular. Serão duas mudanças entre os 11 iniciais, sendo uma por opção e outra após lesão: na lateral direita, Diogo Mateus retorna de contusão e tem o recém-contratado Lucas Ramon como concorrente. Já na referência do ataque, Lucão do Break sentiu dores na coxa durante a semana e tem Nicolas Careca de substituto.

Provável escalação dos paulistas frente aos leoninos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouco efetivo. Dono do terceiro pior ataque dentre os quadrifinalistas do Estadual, o Guarani chega para a Série B na mesma configuração, já que não fez gols na partida de abertura. Apesar de ter finalizado mais em direção à barra que o Brusque, o alviverde não mostrou qualidade, pois pouco obrigou o goleiro a fazer boas defesas.

Laterais e volantes participam da transição em jogo apoiado (Imagem: SporTV/Premiere)

Diante dos catarinenses, os campineiros iniciaram a criação das jogadas em seu próprio campo, formando uma saída em 4+2, tendo a primeira linha com apoio da cabeça de área. Do meio para frente, ao ocupar o lado adversário, há alternância na distribuição das peças, variando entre o 4-2-3-1 de base e o 4-3-3, deixando os meio-campistas próximos e o trio ofensivo adiantado.

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Extremos dão amplitude para encontrar espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

“O time faz uma transição muito forte e rápida, tendo Rodrigo Andrade como responsável por iniciar. Já Giovanni Augusto é quem pensa as jogadas, sendo o cérebro. Os extremos dão o gás pelos lados, além dos laterais ajudarem bastante com as chegadas”

Jota Jorge, comentarista da Rádio Brasil de Campinas

COMO DEFENDE

Inconstante. De 16 jogos disputados na atual temporada, os alviverdes só não foram vazados em três oportunidades, que mostra a irregularidade do setor defensivo. Foram 21 gols sofridos em 2022, gerando a média pouco superior a um, pois apresentou muitas fragilidades durante a temporada, sendo a bola aérea o maior calo.

Bugre busca o máximo de compactação sem a bola (Imagem: Brasileirão Play)

A principal característica do Índio é a composição de duas linhas de 4, tendo o meia mais criativo e o centroavante adiantados. Os jogadores da beirada se juntam aos volantes, já laterais e zagueiros ficam ao lado. Outra opção é o 4-1-4-1, com o meio-campista marcador isolado entrelinhas e o atacante de referência à frente.

“O antigo capitão e principal pilar do sistema defensivo, Bruno Silva, não renovou contrato. A cabeça de área tem apoio dos extremos para fazer a composição da linha, tendo revezamento entre Giovanni Augusto e Ronald. Ainda assim, a equipe peca na bola aérea, mesmo sendo forte na marcação”

Jota Jorge, comentarista da Rádio Brasil de Campinas
Tentativa de recomposição defensiva do Guarani (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Ronaldo Alves (ZAG) – Velho conhecido. Ex-jogador do próprio Sport e com passagem de destaque pelo arquirrival Náutico, o zagueiro tem dado muita solidez defensiva ao Bugre, mas ainda não conseguiu a mesma postura na fase ofensiva. Artilheiro outrora, tenta usar sua experiência para levar perigo em cabeceios, vindo de faltas e/ou escanteios.

Giovanni Augusto (MEI) – Outro ex-Timbu. Nome de maior experiência das peças ofensivas, é o cérebro da equipe, já que boa parte das jogadas sai dos seus pés. Na partida de estreia, inclusive, deu quatro passes-chave aos companheiros de ataque, que finalizaram por 13 vezes. Além disso, deu ainda três finalizações, mostrando sua boa presença ao “pisar” na área adversária.

Nicolas Careca (ATA) – Centroavante de origem, Careca vinha atuando pelo lado do campo no Bugre, sendo bastante móvel no setor ofensivo. O jogador ainda não marcou gols na atual temporada nos nove jogos que disputou — sendo dois pelo CRB — e, por agora atuar na sua posição mais destacável, é uma opção para balançar as redes.

Créditos da foto principal: Thomaz Marostegan/Guarani FC

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