Inofensivo: análise CSA 1 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Sem ataque. Pouco criativo e jogando recuado, o Sport sofreu a primeira derrota na Série B do Campeonato Brasileiro 2022. Neste sábado (30), o Leão enfrentou o CSA no Rei Pelé, em Maceió, e foi derrotado por 1 x 0 com gol de Lourenço, perdendo chance de assumir liderança provisória; duelo válido pela quarta rodada da Segundona.

Novidades na escalação. Seja por ordem médica, o caso das ausências de Sander, Giovanni e Búfalo, seja por opção, os rubro-negros foram a campo com cinco substituições da vitória diante do Ituano. Na lateral esquerda, Dal Pozzo optou pela solução caseira, colocando Lucas Hernández; no meio, por outro lado, Fabinho e Ronaldo ganharam oportunidade ao lado de Naressi. Já no ataque, continuou, Kayke permaneceu como titular, tendo Bill acionado na vaga de Jáderson no 4-2-3-1.

Time inicial teve alterações da última rodada (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Apesar da situação oposta na tabela, o CSA foi quem começou pressionando o Sport, fazendo uma verdadeira blitz nos minutos iniciais. A pressão resultou em quatro escanteios antes mesmo do relógio girar cinco vezes, mas sem ter objetividade e pouco levar perigo ao gol defendido por Maílson, que resistiu à intensidade adversária.

Postado no 4-5-1 ao ficar sem a bola, o Leão vinha neutralizando os ímpetos e controlando o ritmo da partida. Tanto que o primeiro bom lance criado pelo Azulão veio numa falha da equipe rubro-negra: Fabinho cochilou no círculo central e Dalberto desarmou, saindo em velocidade; o ponta disparou veloz e chutou em cima de Maílson, perdendo a oportunidade.

Apenas Kayke ficou isolado na fase defensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Se já estava ruim, piorou no decorrer do confronto, quando Bill precisou ter de ser substituído por dores no posterior da coxa. Em sua vaga, Gilmar Dal Pozzo promoveu o famoso seis por meia dúzia, colocando Ray Vanegas. Nem assim a criatividade melhorou, pelo contrário, ampliou a superioridade azulina: em jogada de Osvaldo pela esquerda, a sobra ficou no pé de Gabriel, que bateu colocada e o camisa 1 leonino afastou para escanteio.

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Depois de cobrança fechada, a marcação dormiu e a bola caiu na medida para Bruno Mezenga, que dominou e tocou para o fundo do barbante. Lance, contudo, acabou anulado pela arbitragem por ter visto um toque na mão do centroavante dos alagoanos. Formando o 4-3-3 ao ter a posse, a única boa oportunidade veio num chute de Juba, mas sem direção.

Laterais ajudaram na transição ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

No segundo tempo, o comandante do Sport manteve a mesma proposta do primeiro, tendo a inofensividade e os espaços para chegadas dos donos da casa mantidos. No entanto, foram realizadas duas mexidas: Kayke e Fabinho saíram para entradas de Rodrigão e Bruno Matias, respectivamente, porém sem surtir efeito imediato.

O Marujo persistiu intenso e teve a oportunidade por meio da bola parada, já que o Leão se defendeu num 4-4-2 para poder controlar as investidas: Diego Renan cobrou falta colocada e Maílson tirou com a ponta dos dedos. Pouco depois, Dalberto encontrou Lourenço na entrada da área, que chutou forte e o goleiro leonino defendeu; na sobra, Osvaldo mandou para fora.

Leoninos tentaram se fechar com duas linhas de 4 (Imagem: SporTV/Premiere)

Na tentativa de acelerar as jogadas do meio para frente, mesmo sem ter um armador de origem, o comandante rubro-negro promoveu Jáderson e sacou Naressi. Assim, Juba foi quem ficou na responsabilidade da dar fluidez tanto pelo meio, como nas beiradas, porém inicialmente não conseguiu alcançar o resultado esperado.

Quando o relógio havia passado de meia hora na etapa final, enfim foi criado o primeiro — e único — bom momento dos pernambucanos na partida. Juba recebeu pela esquerda depois de boa troca de passes no setor ofensivo e fez um cruzamento preciso para Jáderson, contudo parou em defesa tranquila de Marcelo Carné. No fim, um duro golpe: Lucas Marques levantou na área e o camisa 1 afastou no pé de Lourenço, que completou estufando o barbante.

Créditos da foto principal: Morgana Oliveira/CSA

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