Sport na Série B: como joga taticamente o CSA

Por: Mateus Schuler

Um olho no padre, outro na missa. Pela manutenção do G-4, o Sport faz confronto de opostos com o CSA para continuar pontuando e manter sequência positiva. Duelo será disputado no Rei Pelé neste sábado (30), às 16h, pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2022.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Marujo.

O TIME

Balançando no cargo, o técnico Mozart tem desafinado e o time sem sintonia dentro de campo. São três desfalques certos, todos por lesão: laterais Cedric e Ernandes, que voltou a sentir desconforto na coxa, e zagueiro Wellington, já baixa no última duelo; Igor e Diego Renan entram nas vagas. O meia Gabriel e o atacante Osvaldo, ambos ex-Leão, são dúvidas por desgaste físico, tendo Yann Rolim e Felipe Augusto como potenciais substitutos no 4-3-3 azulino.

Provável escalação dos alagoanos frente aos leoninos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do pior ataque da competição ao lado de Ponte Preta e Novorizontino, com apenas um gol marcado, o CSA tem apresentado falta de repertório ao atacar. Esse é o principal reflexo da situação ruim do setor ofensivo, que não é muito produtivo: são 11,3 finalizações por jogo, sendo duas chances claras e média de 55% de posse.

Time alagoano inicia jogadas com saída 4+1 (Imagem: SporTV/Premiere)

A criação dos lances do Azulão se dá por meio de uma saída 4+1, que tem os jogadores da primeira linha apoiados pelo volante, geralmente Geovane. Já do meio para frente, mesmo povoando bastante o último terço e formando o 4-3-3 de muita ofensividade, não consegue ser criativo, pois as peças ficam distantes e sem conexão entre si.

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Sem armador de origem, transição tem dificuldades (Imagem: Premiere)

“Além do espaçamento, principal erro é falta de triangulações em relação à temporada passada. O jogo se torna cada vez mais burocrático, lento e com raras surpresas ao adversário. Com a imprecisão ao tomar decisões nos passes ou chutes, a defesa adversária consegue se recompor, fechar os espaços e impedir as finalizações”

Taynã Melo, editor-chefe no Desporto Alagoano

COMO DEFENDE

Três gols sofridos somente. Por números, a defesa do Marujo até mostra certa solidez, já que é uma das menos vazadas da Segundona. O rendimento fraco do ataque, entretanto, faz com que esses tentos resultem na sequência sem vitórias, deixando o time na zona de rebaixamento e sem conseguir atuações empolgantes.

Apesar de ter a bola, azulinos buscam postura mais reativa (Imagem: Premiere)

O desenho mais comum dos alagoanos é a formação de duas linhas de 4, no entanto não há definição quanto ao sistema a ser usado. O mais comum é o 4-4-2, buscando recomposição de todos os atletas atrás do círculo central e tentando sair no contra-ataque em velocidade. Outra alternativa é o 4-1-4-1, que fecha mais os espaços, povoando o meio e os extremos auxiliando pelos lados na recomposição.

“Há variação tática com recuo dos volantes, que pode resultar tanto no 4-1-4-1 tendo os pontas na recomposição, como num 4-4-2. O principal problema é a falta de compactação nessas variações, o que pode deixar um enorme espaço entre círculo central e intermediária e facilitar o adversário na armação”

Taynã Melo, editor-chefe no Desporto Alagoano
Equipe apresenta problemas de compactação (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Marcelo Carné (GOL) – Apesar dos problemas da defesa, o goleiro tem sido o principal responsável para a situação não ser ainda pior. Nos três jogos que foi a campo, Carné já realizou 14 defesas, sendo o vice-líder no quesito, atrás apenas de Maílson, Gustavo (Criciúma) e Kozlinski (Guarani), no topo com 15. Dessas, nove foram de dentro da área, mostrando qualidade no 1×1.

Gabriel (MC) – Velho conhecido da torcida rubro-negra, o meio-campista é o jogador que mais trabalha no setor. É dos pés dele que saem a maior parte dos passes certos, acertando 154 em toda a competição até agora; desses, cinco foram decisivos, gerando finalizações perigosas, já que ainda não deu assistências.

Bruno Mezenga (ATA) – Formado na base do Flamengo, o centroavante dos alagoanos chegou para a disputa da Série B sendo a solução do ataque, no entanto ainda não rendeu. Foram três partidas disputadas na Segundona e apenas cinco finalizações, sem marcar nenhum gol; na atual temporada, foi jogador também da Ferroviária, balançando as redes por quatro vezes em 13 confrontos.

Créditos da foto principal: Morgana Oliveira/CSA

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