Náutico na Série B: como joga taticamente o Guarani

Por: Felipe Holanda

Criador versus cria. 15 anos depois, Roberto Fernandes e Daniel Paulista se reencontram no duelo entre Náutico e Guarani — treinador alvirrubro comandou Daniel em 2007, à frente do próprio Timbu, mas os dois se enfrentaram pouco à beira do gramado. Tête-à-Tête acontece nesta terça-feira (3) às 21h30, nos Aflitos, pela 5ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Bugre.

O TIME

No duelo contra o Timba, Daniel conta com o retorno do lateral-esquerdo Matheus Pereira, que volta de suspensão para assumir a vaga de Eliel. Em contrapartida, Giovanni Augusto, velho conhecido do torcedor alvirrubro, é desfalque por problemas musculares; Marcinho é o mais cotado para assumir a vaga.

Provável formação inicial campineira (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Velocidade na transição. Apesar da má fase do ataque na Segundona — tem apenas dois gols em quatro jogos, média de 0,5 a cada 90 minutos —, o Guarani costuma ser objetivo quando tem a bola nos pés, geralmente formando um 4-3-3 e prezando pela construção por fora na maioria das vezes.

Construção bugrina diante do Grêmio (Imagem: Premiere)

“Daniel Paulista gosta muito da transição ofensiva rápida desde os tempos de Confiança. A estrutura tática do Guarani é montada no 4-3-3 com os dois volantes Leandro Vilela e Rodrigo Andrade alinhados atrás do articulador. Os atacantes, entretanto, jogam bem avançados e deixam mais espaço no meio-campo para o apoio dos laterais. Guarani usa muito as beiradas para construir suas jogadas. Aposta muito em cruzamentos também.”

Júlio Nascimento, repórter no Correio Popular

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O 4-3-3 de Daniel tem flertes frequentes ao 4-2-3-1, principalmente quando o time tenta encontrar brechas na marcação adversária. Neste cenário, os homens de meio campo ficam mais próximos, enquanto o trio ofensivo aparece mais adiantado à espera de um passe longo.

Pontas dando amplitude em duelo contra o Brusque (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Se o ataque vai mal das pernas, o sistema defensivo caminha na mesma toada. Com quatro gols sofridos na Série B, o Bugre preza por duas linhas de 4 na hora de se compactar, tentando preencher bem o meio e minimizar os espaços pelas laterais no 4-4-2. Já a maior fragilidade da equipe campineira é a bola aérea.

4-4-2 desorganizado do Guarani (Imagem: Premiere)

“O centroavante faz o acompanhamento da saída de bola, sem tanta pressão, dando liberdade para os pontas recuarem e protegerem os dois laterais. Os dois volantes também esperam em uma linha na frente da defesa. Penetrar no campo de defesa do Bugre não tem sido uma tarefa fácil, mas a grande fragilidade é a bola parada, desde os tempos de Paulistão”

Júlio Nascimento, repórter no Correio Popular

Outras opções para Daniel Paulista é se fechar no 4-1-4-1 com variações ao 4-2-3-1. Dessa maneira, o Alviverde espaça melhor suas peças em campo e, consequentemente, tem mais chances de recuperar a posse de bola. Por outro lado, ainda peca no primeiro combate ao portador, um fator a ser corrigido pelo velho conhecido de Roberto Fernandes.

Compactação do Bugre ao ficar sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Kozlinski (GOL) – Muralha verde. Cogitado no Náutico no início da temporada, o arqueiro é um dos poucos destaques do Guarani no sistema defensivo. Ao todo, foram 15 defesas em quatro jogos disputados na Segundona, fundamentais para evitar uma campanha ainda pior do Bugre na competição.

Júlio César (PD) – Disposição. Apesar de ainda não ter balançado as redes, é quem mais vem tentando levar perigo às defesas adversárias. Nesta Série B, Júlio acumula total de oito finalizações, sendo o líder da equipe neste quesito. Merece uma atenção especial.

Nicolas Careca (ATA) – Mesmo com o ataque vivendo momento ruim, cabe ao centroavante tentar corrigir os problemas. Nicolas Careca ainda não marcou gols em 2022, mas tem boa movimentação para ajudar no setor ofensivo, sendo um dos mais acionados no terço final do campo.

Arte: Felipe Holanda, sobre fotos de Tiago Caldas/CNC e Thomaz Marostegan/Guarani FC

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