Dia frio: análise Vila Nova 2 x 0 Náutico

Por: Felipe Holanda

Abaixo de zero. Com falhas cruciais, o Náutico não leu bem o adversário e foi derrotado pelo Vila Nova por 2 x 0 nesta sexta-feira (6), no Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, se afastando do G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Gols do do adversário foram marcados por Daniel Amorim e Pablo Dyego, em duelo válido pela 5ª rodada.

A escalação inicial de Roberto Fernandes trouxe surpresas negativas à torcida alvirrubra. Mais uma mexendo na dupla de volantes, o comandante acionou Djavan e Richard entre os titulares, tendo Ralph como opção no banco de reservas. No ataque, Niltinho e Luís Phelipe, outrora protagonistas, também ficaram de fora.

Formação inicial dos alvirrubros pernambucanos no OBA (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Falta de capricho. O Náutico começou dando as cartas no campo de ataque, chegando a formar um 4-2-4 para pegar a defesa goiana desprevenida e encontrar espaços para finalizar. Apesar de rondar a área do Vila, a equipe de Roberto Fernandes não conseguiu levar perigo, exceto pelas boas investidas de Hereda na direita, quando a tática flertou ao 4-1-4-1 sob posse.

Subidas de Hereda foram umas das poucas armas do campeão pernambucano (Imagem: SporTV/Premiere)

Desarrumado, o Timbu viu o Vila Nova ir ao ataque e abrir o placar logo cedo. Djavan deu seu primeiro cochilo na marcação e Daniel Amorim teve apenas o trabalho de empurrar para o fundo das redes, inaugurando a contagem a favor do Colorado. Sem a bola, a estratégia vermelha e branca foi se fechar com duas linhas de 4, mantendo o 4-4-2 ou 4-4-1-1 como base.

Posicionamento sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Pouco depois, numa espécie de resposta, Jean Carlos tentou arremate de longe e acabou errando por pouco a meta de Georgemy. Sem apelo. A frustração alvirrubra ficou ainda maior quando veio o 2 x 0, em mais um lance falho de Djavan. Após cobrança de lateral, a zaga bateu cabeça e Pablo Dyego fuzilou Lucas Perri sem maiores dificuldades. Roteiro confirmou a péssima atuação na etapa inicial.

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Mudanças radicais. Logo no início do segundo tempo, entraram Ralph, Victor Ferraz, Niltinho e Luís Phelipe nas vagas de Djavan, Richard Franco, Ewandro e Pedro Vitor, respectivamente. Na prática, o Náutico ganhou em força ofensiva, adiantando a marcação num 4-3-3 em blocos mais altos. Deu resultado, ou pelo menos apertou o sistema defensivo goiano.

Timbu modificou postura da marcação com mexidas no intervalo (Imagem: SporTV/Premiere)

Eis que Victor Ferraz resolveu ser o maestro, ditando o ritmo da construção Timbu, ora no ataque, ora na defesa. A chance até veio, em uma cobrança de falta de Júnior Tavares na entrada da área; arremate saiu por cima da meta. Com Victor em campo, o que pôde ser visto foi uma saída 4+2 de mais imposição.

Apesar da saída em 4+2, alvirrubros foram pouco criativos (Imagem: SporTV/Premiere)

Falta de capricho, outra vez. O Náutico e Luís Phelipe cometeram algumas finalizações erradas, mas no fim o jovem atleta quase foi expulso. Cartão vermelho até veio, sendo anulado após revisão da arbitragem no VAR. Num dos tiros de misericórdia, Ferraz fez lançamento “venenoso” e colocou o arqueiro do Vila para trabalhar, porém não passou daí.

Créditos da foto principal: Roberto Corrêa/Vila Nova F.C.

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