Sport na Série B: como joga taticamente o Tombense

Por: Mateus Schuler

Sem poder tombar. Com Gilmar Dal Pozzo balançando no cargo, o Sport busca reabilitação na Série B do Campeonato Brasileiro diante do Tombense. Confronto diante dos mineiros será nesta sexta-feira (6), na Ilha do Retiro, às 21h30 pela sexta rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Gavião-Carcará.

O TIME

Para o confronto frente aos leoninos, o treinador Hemerson Maria já sabe que tem duas novas baixas: o volante Zé Ricardo e o extremo Keké, ambos têm de cumprir suspensão automática pelo terceiro amarelo; Gustavo e Everton Galdino são os potenciais substitutos. Além deles, o zagueiro Luan e o centroavante Ciel, estão ausentes por estarem no departamento médico; tendência, contudo, é de manutenção do 4-3-3.

Todas as mudanças são forçadas (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouco criativo. Tendo a menor média de posse na competição, 38,8%, o Tombense é ainda o segundo time que menos finaliza, ao lado do CRB, dando 10,6 chutes por jogo; lanterna é justamente o Sport, com 10. Apesar disso, tem bom aproveitamento nos arremates a gol, pois deu 2,4 por partida, balançando as redes uma vez em cada.

Apesar de apostar em ligações diretas, mineiros atacam numa saída 1+3 (Imagem: Premiere)

Por não gostar muito de ter a bola, geralmente aposta na ligação direta da defesa ao ataque. Então, nas raras vezes em que faz uma jogada mais trabalhada, forma uma saída de 3 composta pelos dois zagueiros e um dos volantes, sustentada pelo goleiro Felipe. Do meio para frente, no entanto, povoa a área adversária alternando entre 4-2-3-1 e 4-3-3, mesmo jogando fora de casa, como ocorreu contra o Vila Nova.

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Laterais ajudam na criação das jogadas (Imagem: Premiere)

“O Tombense joga, como regra, num 4-3-3. Os volantes, independente de quem sejam, ficam atrás do Igor Henrique, que geralmente joga mais centralizado e flutuando. Mingotti é mais móvel que Ciel e sai mais da área para buscar o jogo, tornando o ataque mais difícil de marcar e proporcionando mais variação”

Bruno Ribeiro, repórter no globoesporte.com

COMO DEFENDE

Um dos principais fatores para ainda não ter vencido na Segundona é a defesa. Vazado em todos os jogos, uma vez em cada, o sistema defensivo do Gavião-Carcará apresenta muita instabilidade, cometendo falhas das mais diversas maneiras, mas principalmente de posicionamento. Mesmo assim, tem 3,4 finalizações sofridas por partida, sendo a sexta equipe de menor média ao lado da Chapecoense.

Compactação defensiva do Gavião-Carcará (Imagem: Premiere)

Muito das fragilidades se deve à postura reativa de Hemerson Maria, pois não há modelo pré-definido e a alternância deixa os próprios atletas confusos. A característica mais notável é a formação de duas linhas de 4, variando entre 4-1-4-1 e 4-4-2, porém em confrontos como visitante o comandante decide fazer diferente. Assim, é formado um 4-5-1, buscando povoar o meio-campo e aproximar extremos dos laterais para fechar o máximo de espaços.

“Por conta dos laterais subirem muito, sobretudo David, o time acaba ficando exposto e tendo problemas na recomposição. David, inclusive, tem se mostrado mais vulnerável que Manoel na defesa, principalmente na parte física, gerando espaços para infiltrações”

Bruno Ribeiro, repórter no globoesporte.com
Postura da equipe de Tombos sem a bola (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

David (LD) – Formado na base do Náutico, o lateral surgiu como boa opção ofensiva, mas a postura mais defensiva da equipe faz com que o atleta tenha bons números atuando no campo de defesa. Até o momento, já foram oito desarmes, 12 interceptações e 14 cortes, sendo um marcador incansável.

Igor Henrique (MEI) – Meia central de origem, Igor tem sido a peça-chave na transição ofensiva do time. Líder da equipe com 12 desarmes, tem mostrado ser eficiente sem a posse, mas se destaca também na construção de lances no ataque. Autor de um gol e vice-líder — atrás somente do artilheiro Ciel — nas finalizações, totalizando oito, o meio-campista chama a atenção por ter ainda boa movimentação.

Jean Lucas (PE) – Arco e flecha. Mesmo sendo armador, Jean tem atuado pelos lados sob o comando de Hemerson Maria. Mesmo assim, não tem abdicado de sua principal característica, pois tem uma grande chance criada, além de uma assistência e seis passes decisivos, bem como marcou um gol nessa Segundona.

Créditos da foto principal: Victor Souza/Tombense FC

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