Sport na Série B: como joga taticamente a Chapecoense

Por: Mateus Schuler

À la Jason. Celebrando aniversário, o Sport enfrenta a Chapecoense numa sexta-feira 13 para aniquilar mais uma presa e seguir firme na luta pelo G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Jogo dos pernambucanos com os catarinenses está marcado às 21h30, na Arena Condá, válida pela 7ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão do Oeste.

O TIME

Quase Força máxima. Com desfalque apenas do zagueiro Victor Ramos, fora por lesão no posterior da coxa esquerda, a Chape deverá ir a campo com a base mantida dos últimos dois jogos, pois Marcelo Freitas não se recuperou a tempo de desconforto na coxa direita. Assim, tendência é a manutenção dos demais que vinham jogando escalação, tendo Ronei e Fernando nas laterais, assim como Betinho formando o meio-campo ao lado de Matheus Bianqui e Lima; Orejuela, Perotti e Maranhão formam o trio ofensivo no 4-3-3 alviverde.

Escalação com uma mudança da última rodada (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Terceira menor média de posse da Série B, com 46%, a Chapecoense é uma das equipes que também menos finaliza, dando apenas 71 finalizações — ao lado do próprio Sport — até o momento. Jogando de modo pouco propositivo ao ter a bola, o time aposta mais na ligação direta quando cria as jogadas; o meio é quem dá fluidez em lances trabalhados.

Meio-campistas ajudam defensores na transição ofensiva (Imagem: Premiere)

Quando consegue controlar mais o ritmo e sair jogando desde o campo de defesa, o Verdão varia a formação da saída constantemente entre 4+1 e 4+3, o que depende do posicionamento dos meio-campistas. Do meio em diante, os alviverdes formam o próprio 4-3-3 de base, ora apoiados pelos laterais na sustentação, ora criando por dentro, mesmo sem armador de origem.

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Sem volante de contenção de origem, Chape aposta em jogadas por dentro (Imagem: SporTV/Premiere)

“Os pontas alternam constantemente os lados. O meio-campo não tem nem primeiro volante, nem meia de armação, que faz os meio-campistas também mudarem de função. Betinho é o que fica mais recuado, enquanto Lima entra com um papel de armador, apoiados pelos laterais quando preciso”

Rodrigo Goulart, repórter no Diário do Iguaçu

COMO DEFENDE

Sem a bola, os catarinenses conseguem ter melhores números por sofrerem apenas 19 chutes certos — de 86 no total — em direção à sua meta. Jogando mais retraído na maioria das vezes, por ter pouca posse, o time catarinense é bastante forte na marcação, mesmo tendo apenas um sistema utilizado em maior frequência.

Alviverdes formam blocos médios para neutralizar adversários (Imagem: Premiere)

O mais comum é a formação de um 4-1-4-1, pois os meio-campistas são de marcação e transição, ficando o mais compactados possíveis. Com blocos médios, o Verdão busca povoar o meio ao máximo, neutralizando as brechas também pelos lados; outra alternativa, mas para pressionar o rival, é ficar no 4-4-2 e deixando as linhas mais altas.

“A dupla de zaga tem muita experiência e demonstra solidez nessa Série B. Já o goleiro Vagner, também experiente, vem se readaptando ao ritmo de jogo, mas busca agregar usando a rodagem pelo país como o trunfo, jogando mais reativamente, mesmo em casa”

Rodrigo Goulart, repórter no Diário do Iguaçu
Marcação dos catarinenses pode adiantar linhas para pressionar saída (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Léo (ZAG) – Experiência. Ao lado de Victor Ramos, o zagueiro forma uma das duplas mais seguras dessa Segundona, pois é a segunda defesa que menos sofreu — três — gols. Muito da solidez defensiva apresentada pela Chape se deve ao bom desempenho do defensor, já que deu 21 cortes, sendo o vice-líder da equipe no quesito, atrás apenas do próprio parceiro de zaga.

Matheus Bianqui (MC) – Principal pilar do meio-campo do Verdão, Matheus é quem mais tem contribuído a favor da equipe na Série B. Artilheiro do time e da competição, com três gols feitos, é um dos melhores aproveitamentos nas finalizações, totalizando seis e 50% de acertos. Além disso, é o líder dos catarinenses nos desarmes por sempre pressionar a saída adversária, tendo 14 no total.

Carlos Orejuela (PD) – Contratado após se destacar pela Ferroviária durante o Paulistão, o equatoriano é um dos jogadores que mais tem movimentado o ataque alviverde. Atuando nos dois lados do campo, Orejuela tem como suas principais armas a velocidade e o drible, ajudando também na criação; até o momento, já deu cinco passes decisivos.

Créditos da foto principal: Tiago Meneghini/Chapecoense

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