Engessado: análise Náutico 0 x 1 Cruzeiro

Por: Felipe Holanda

Sem criatividade. Com poucas variações táticas, o Náutico não conseguiu impor seu futebol dentro de casa e foi derrotado pelo Cruzeiro por 1 x 0, neste domingo (15), nos Aflitos, na 7ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Único gol do jogo foi marcado por Willian; resultado deixa o Timbu ainda mais longe do G-4.

Roberto Fernandes se viu obrigado a realizar várias mudanças na escalação alvirrubra, a começar por Bryan na lateral direita, tendo Thássio no banco de reservas — Hereda, titular da posição, não foi relacionado. Mesmo caso de Júnior Tavares, com um desconforto no tornozelo esquerdo, substituído por Aílton, enquanto Djavan e Ralph formaram dupla de volantes e Rhaldney atuou mais à frente, ao lado de Jean Carlos; Amarildo fez referência ofensiva.

Escalação dos donos da casa (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Foi o Náutico quem deu as cartas nos minutos iniciais, surpreendendo a linha de defesa cruzeirense com muita intensidade. Tendo o apoio dos laterais, formava um 4-2-4 que serviu para construir boas jogadas. Não por acaso, o goleiro Rafael Cabral precisou trabalhar logo cedo, quando Aílton finalizou de fora da área e quase tirou o zero placar.

Postura com Rhaldney caindo pela direita (Imagem: SporTV/Premiere)

Se o Timbu era mais objetivo, o Cruzeiro resolveu “cozinhar” o jogo. Dessa forma, equilibrou as ações, chegando a levar perigo em duas ocasiões de bola parada, com Neto Moura e Daniel Junior. A estratégia sem a bola de Roberto Fernandes foi se fechar no 4-5-1 flertando ao 4-1-4-1, tendo Jean Carlos e Amarildo revezando como homem mais avançado.

Por um triz. A dupla Jean/Amarildo, inclusive, quase protagonizou o primeiro gol da partida. Após boa troca de passes no terço final do campo, o maestro alvirrubro serviu o atacante, “com açúcar, com afeto”, mas Cabral fez mais uma bela defesa para evitar o 1 x 0.

Posicionamento sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Foi um balde de água fria nas pretensões de Roberto. Pouco depois, veio o gol da Raposa. Os mineiros aproveitaram a saída de bola errada de Ralph e Willian Oliveira encobriu Lucas Perri para inaugurar a contagem. No fim da etapa inicial, os celestes quase ampliaram, mas o arremate de Rafa Silva saiu tirando tinta da trave.

A segunda etapa já veio com Roberto substituindo Camutanga por Carlão na zaga por problemas musculares. Pouco — ou quase nada — mudou taticamente, já que a estratégia ofensiva continuou sendo o 4-2-4 variando ao 4-3-3. Mas a efetividade parecia diferente, quando Jean Carlos levou perigo já com dois minutos no relógio; melhor chance, porém, veio dos pés de Aílton, que recebeu cruzamento do próprio Jean e errou o alvo.

Mais um exemplo do 4-2-4. Poucas variações (Imagem: SporTV/Premiere)

Do outro lado, o Cruzeiro seguiu seu modelo de jogo, mexendo apenas algumas peças no tabuleiro de Paulo Pezzolano. Se os visitantes tentaram o segundo gol, os donos da casa mantiveram o esqueleto tático, deixando o 4-1-4-1 cada vez mais claro sem a bola.

O pouco ímpeto criativo permaneceu sendo o calo do Timba até os minutos finais. As entradas de Eduardo Teixeira e Pedro Vitor nas vagas de Luís Phelipe e Ralph, respectivamente, não surtiram efeito. No fim, em mais um lance de bola parada, Jean podia ter mudado o rumo da história, contudo errou o alvo e selou de vez o placar favorável à Raposa.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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