Náutico na Série B: como joga taticamente o CSA

Por: Felipe Holanda

Baião versus música clássica. Afinados na tabela — têm sete pontos cada —, Náutico e CSA fazem confronto direto para se afastar da zona de rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Clássico nordestino contra o Z-4 acontece nesta quinta-feira (19) às 21h30, nos Aflitos, válido pela 8ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Azulão do Mutange.

O TIME

Orquestra desfalcada. Para o duelo diante do Timbu, o técnico Mozart não poderá contar com o atacante Osvaldo em virtude de uma lesão na parte posterior da coxa direita. Sem ele, a tendência é que o comandante mantenha o esqueleto tático da equipe, tendo Felipe Augusto ou Dalberto na disputa pela vaga como única mudança; volantes Geovane e Gabriel Tonini, lateral-direito Cedric e atacante Clayson continuam de fora.

Provável formação inicial dos alagoanos na partida (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Desafinado. Marcando apenas três gols em toda a Segundona, o CSA amarga o pior ataque da competição ao lado da Ponte Preta. Nas poucas vezes que consegue levar perigo à defesa rival, costuma montar um 4-3-3 que tem a transição rápida e a velocidade dos extremos como principais armas ofensivas.

Postura do Marujo no terço final (Imagem: Premiere)

“O time pena para marcar um gol. Grande parte é pelo fato do técnico Mozart Santos não contar com todo o elenco à disposição e não poder escalar os jogadores de acordo com o que eles costumam fazer de melhor. Sem Geovane, lesionado, Giva Santos assume a função de primeiro volante, mas o jogador atua como segundo volante, tendo como melhores qualidades receber o passe para dar sequência ao meio-campista”

Taynã Melo, editor-chefe do Desporto Alagoano

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Outra opção para o comandante azulino é valorizar a posse de bola lá de trás, formando uma saída 4+1 com a chegada de Giva, liberando os laterais. A consequência direta disto é o aumento na quantidade de cruzamentos e a queda nas infiltrações ou jogadas trabalhadas pelo corredor central. Ponto fraco.

Estratégia em que o Azulão não vem tendo resultado positivo (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Se o ataque não consegue ler as partituras do treinador, a defesa teve atuações que podem ser consideradas positivas. Ao todo, o CSA sofreu cinco gols na Série B, sendo a defesa menos vazada dos quatro clubes que estão no Z-4, à frente de Guarani (6), Tombense (8) e CRB (13), geralmente se fechando no 4-4-2 sem a bola.

Alagoanos se fechando na defesa (Imagem: Premiere)

“O momento só não é pior porque a defesa tem se comportado bem, principalmente a dupla de zaga. A segurança encontrada em Lucão e Werley dá um pouco mais de tranquilidade tanto no apoio como na marcação. Na construção de jogadas, o goleiro Marcelo Carné tem encontrado mais tranquilidade em iniciar o jogo, uma vez que os defensores já acionam os laterais ou volantes, o que não o coloca em situação arriscada”

Taynã Melo, editor-chefe do Desporto Alagoano

Geralmente bem postada, a equipe sofre poucos chutes de fora da área, justamente pela barreira montada no campo de defesa. Porém, ainda que tenha reduzido a falta de compactação e o espaço entrelinhas, as infiltrações do adversário por dentro são um problema recorrente, mesmo se postando num 4-1-4-1.

Azulinos tentando povoar melhor o meio ante o América-MG (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Werley (ZAG) – Peça fundamental. Titular desde o começo da temporada, Werley tem obtido estabilidade física para participar da maioria das partidas do clube em 2022. O zagueiro é importante nos desarmes e na proteção ao goleiro Marcelo Carné, além de ser proativo na construção de jogadas. Faz o básico, mas bem.

Diego Renan (LE) – Usado na lateral-esquerda quando Ernandes sentiu dores na coxa, Diego Renan assumiu a posição e foi bem. Deu segurança em um espaço que fatalmente seria usado pelos adversários para atacar. Aparece menos no ataque em relação a Ernandes, o que exige maior movimentação do ponta, mas ajuda a manter o bom desempenho do sistema defensivo alagoano.

Gabriel (MEI) – Cérebro do time. Gabriel apresenta altíssimo desgaste, o que interfere diretamente no rendimento do atleta durante as partidas. Porém, apesar de não estar inteiramente pronto em sentido físico, não se pode deixá-lo fora de campo. Todas as jogadas passam por seus pés. O meia é referência em buscar jogo, movimentação e passe.

Créditos da arte principal: Pernambutático, sobre fotos de Tiago Caldas/CNC e Augusto Oliveira/CSA

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