Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o CSE

Por: Ivan Mota

Regra de três. Em mais um importante duelo para seguir vivo na disputa pelo acesso, o Santa Cruz recebe o CSE precisando de resultado positivo diante de sua torcida em busca da segunda vitória na Série D do Campeonato Brasileiro. Bola rola às 16h deste domingo (22), no Arruda, pela 6ª rodada do Grupo A4.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Tricolor Palmeirense.

O TIME

Os alagoanos só deverão ter uma alteração em relação ao time que bateu o ASA, por 3 x 2, na última rodada. Juliano e Marco Antônio disputam a vaga na ponta direita, substituindo Edinho, que foi dispensado após a partida. Já o goleiro Gustavo permanece em recuperação de lesão, tendo Jerfesson, ex-Salgueiro, mantido no 11 inicial; volante Jean Carlos cumpre suspensão por expulsão.

Escalação do Índio Xucuru tem apenas uma dúvida (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Invicto até o momento na Série D, o CSE também é dono do melhor ataque entre todos os times da competição, com 12 gols marcados nos cinco jogos que disputou. Indo para o setor ofensivo, principalmente nos contragolpes, pode se armar em um 4-3-3, tendo Júnior Timbó flutuando entre o meio e o ataque.

Alagoanos mostram muita mobilidade do meio em diante (Imagem: InStat TV)

Já no campo ofensivo, outra possibilidade é permanecer formado em seu tradicional 4-2-3-1. Os volantes participam da armação, jogando recuados em relação à linha de três no meio de campo, que fica postada próxima ao centroavante. Os laterais também possuem liberdade para avançar, sendo mais comum pela esquerda.

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Manutenção do sistema tático é alternativa com a bola (Imagem: InStat TV)

COMO DEFENDE

Em contraste aos excelentes números ofensivos, o CSE possui a terceira pior defesa da Série D, sendo vazado por 11 vezes nas cinco primeiras rodadas e levando gol em todos os jogos que disputou. A equipe pode se defender em um 4-3-3, deixando o trio de atacantes avançados e Júnior Timbó junto aos volantes.

Tricolor Palmeirense mostra problemas de compactação (Imagem: InStat TV)

Outra possibilidade para quando não tem a posse da bola é se fechar em um 4-4-2 clássico. Um dos pontas e o meia recompõem próximo aos volantes e formam as duas linhas de quatro, deixando o outro extremo atuando ao lado do centroavante, buscando fechar o máximo de espaços para infiltrações do time adversário.

Marcação alagoana pode ficar em duas linhas para segurar ímpetos (Imagem: InStat TV)

PARA FICAR DE OLHO

Amaral (VOL) – Capitão. Com passagens por Flamengo, Vitória e CSA, o experiente volante de 34 anos chegou ao CSE nesta temporada e já se tornou uma das lideranças do time em campo. Mostrando forte poder de marcação, é um dos pilares da equipe, principalmente defensivamente, já que controla o ritmo do meio-campo.

Júnior Timbó (MEI) – Camisa 10. Com passagem apagada pelo Náutico em 2018, o meia de 31 anos vem tendo grande início de Série D, marcando três gols em quatro jogos. Além da fase artilheira, também é o maestro do time, responsável pela armação de jogadas e pela bola parada, sendo o jogador mais criativo.

Matheus Régis (PE) – O artilheiro. O jovem de 22 anos é um dos atletas que mais balançaram as redes na Série D até o momento. Foram quatro gols em cinco partidas. Atuando pelo lado esquerdo do campo, o destro tem como a principal característica o corte para dentro no momento do arremate, sendo muito perigoso.

Créditos da foto principal: Ítalo Ramon/CSE

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