Desvendando a fórmula: o que esperar taticamente de Geuvânio no Náutico

Por: Felipe Holanda

O elemento que faltava. De sangue nordestino, Geuvânio chega ao Náutico para completar a tabela periódica de Roberto Fernandes e solucionar os problemas ofensivos do Timbu na temporada. Atacante de 30 anos tem vínculo com o Alvirrubro até o final da temporada; seu último clube foi a Chapecoense, na qual disputou a Série A do Campeonato Brasileiro de 2021.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado, com principais características táticas, números, um Raio-X da carreira, e como Geuvânio pode se encaixar no esquema que Roberto vem utilizando na Rosa e Silva.

O QUE ESPERAR TATICAMENTE

Proatividade. Canhoto e dotado de habilidade na perna esquerda, Geuvânio já se mostrou capaz de fazer as três funções no ataque: ponta direita, ponta esquerda e centroavante. Caso atue mais aberto com Roberto Fernandes, a tendência é cortar para dentro, fazendo o “facão”, seguido costumeiramente por um chute preciso, como aconteceu nos tempos de Atlético-MG.

Finalização pelo Galo (Imagem: Premiere)

No Náutico, provavelmente cairá mais pela direita, já que o time da Rosa e Silva ainda não encontrou um substituto à altura de Erick desde o ano passado. Quem vêm fazendo a função com certa frequência em 2022 são os jovens Niltinho e Ewandro, mas nenhum dos dois já se firmou como titular absoluto no esquema de Roberto; hoje na referência, Léo Passos também foi testado no setor.

Possível formação com Geuvânio (Feito no Tactical Pad)

Antes livre no mercado, o atleta de 30 anos aguarda ter nome divulgado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF para poder estrear com a camisa alvirrubra. Geuvânio, no entanto, não entra em campo desde dezembro, quando recebeu cartão vermelho diante do Sport, atuando por apenas nove minutos.

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Inúmeras facetas. Dependendo da situação jogo ou das características da marcação adversária, Geuvânio pode inverter e fixar ao lado do seu pé dominante. A variação foi vista com o atacante defendendo as cores da Chapecoense, pela última Série A do Campeonato Brasileiro; Verdão do Oeste terminou rebaixado na lanterna, amargando pior campanha da era dos pontos corridos.

Geuvânio dando amplitude na Chape (Imagem: Brasileirão Play)

Nessa posição, a princípio, o novo reforço alvirrubro deve ter mais chances de começar jogando. Leandro Carvalho e Robinho ainda não engrenaram, vivendo altos e baixos. Dessa maneira, o jogador pode ser uma boa opção para dialogar num jogo apoiado, em especial com o meia Jean Carlos e o lateral-esquerdo Aílton.

Outra possibilidade para Geuvânio atuar (Feito no Tactical Pad)

ATUANDO POR DENTRO

Geuvânio na referência. Apesar das virtudes de extremo, nada o impede que construa boa parte de suas jogadas mais pelo meio, podendo até ser utilizado como centroavante no Timbu. Dessa forma, já mostrou habilidade para servir os companheiros e qualificar o passe no terço final, além de tentar o arremate; possibilidade, porém só aconteceria em caso de desfalques.

Geuvânio atuando mais por dentro (Imagem: Brasileirão Play)

A visão de jogo é outro ponto positivo. Com bom entendimento do que acontece em campo, Geuvânio conseguiu se destacar pela Chape nas assistências, apesar do rebaixamento alviverde. Ao todo, foram quatro passes para gol, sendo um pelo Brasileirão e três no Campeonato Catarinense.

Ao longo da carreira, o contratado acumula 43 tentos assinalados como profissional, somando passagens por Santos, Penapolense, Tianjin Tianhai-CHI, Flamengo, Atlético-MG, Athletico e Chapecoense, na ordem. Sua temporada mais artilheira foi em 2014, quando balançou as redes 14 vezes pelo Peixe, atuando ao lado de Gabigol. Já em 2015, sagrou-se campeão estadual.

QUEM É GEUVÂNIO

Mais um dos “Meninos da Vila”. Formado na base do Santos, subiu ao profissional em 2012, sendo emprestado ao Penapolense no ano seguinte. Em 2014, viveu o melhor momento de sua carreira justamente pelo Peixe, marcando 14 gols em 48 jogos disputados, repetindo o bom momento em 2015, fazendo 10 tentos e dando duas assistências durante 55 partidas.

Quando surgiu, chamou atenção bom pelo futebol e também pelo nome. Geuvânio poderia ser o novo Giovanni do Peixe. O jovem só não é uma ‘nova versão’ do craque alvinegro, por um erro na grafia de seu nome, que seria uma homenagem ao ex-jogador.

Em entrevista à Rádio ESPN, o atleta revelou que seu avô, torcedor do Santos, queria que o neto levasse o nome de Giovanni, que brilhou com a camisa do Santos na década de 1990 e vestiu a camisa do Barcelona. Uma falha de comunicação no cartório, no entanto, impediu o tributo.

Depois daí, defendeu o Tianjin Tianhai, da China, nas duas temporadas subsequentes, balançando as redes por nove vezes nos 34 confrontos disputados. Voltou ao futebol brasileiro em 2017, atuando no Flamengo por dois anos seguidos, marcando apenas três gols em 41 duelos; passou ainda por Atlético-MG (2019), Athletico (2020) e Chapecoense (2021), tendo a melhor fase pelos catarinenses, fazendo quatro tentos e dando quatro assistências.

Créditos da arte principal: MVN Designers

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