Cinquentões: análise Santa Cruz 1 x 0 Sergipe

Por: Ivan Mota

Festa no Mundão. No cinquentenário do Arruda — completo no último sábado (4) —, o Santa Cruz encheu a torcida de alegria com vitória por 1 x 0 sobre o Sergipe, chegando ao G-4 do Grupo A3 na Série D do Campeonato Brasileiro. Hugo Cabral marcou único gol do duelo, realizado neste domingo, pela 8ª rodada.

A Cobra Coral foi a campo com três novidades entre os 11 iniciais, mesmo mantida no 4-2-3-1. Além da manutenção da defesa, Marcelo Martelotte promoveu Gilberto na vaga de Rodrigo Yuri e Hugo Cabral acionado no lugar de Fabrício, já Rafael Furtado retornou à titularidade substituindo Raphael Macena na referência.

Escalação inicial do Mais Querido para duelo no Arruda (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Só deu Santa Cruz. Os donos da casa realizaram um bom primeiro tempo, criando muitas oportunidades e tendo amplo domínio da partida. Indo para o ataque, se postaram num 4-3-3 com Wescley atuando mais avançado no meio, já Hugo Cabral e Matheuzinho trocaram o lado constantemente pelas extremidades.

A pressão só aumentou. Edson Ratinho, atuando mais avançado pelo lado direito, chegou com facilidade no último terço e levou perigo ao realizar os cruzamentos. Hugo Cabral também fez boa partida e quase abriu o placar aos 30 minutos, aproveitando mais um lançamento para a grande área e finalizando na rede pelo lado de fora.

Santa Cruz pressionou atacando no 4-3-3 (Imagem: InStat TV)

Já próximo do fim da primeira metade, Luan Bueno acertou o travessão após cruzamento de Dudu Mandai. Na sequência, Edson Ratinho foi esperto depois de arremessar lateral e encontrou Rafael Furtado sem marcação. O atacante mandou um passe rasteiro e encontrou Hugo Cabral; camisa 10 teve apenas trabalho de empurrar para dentro.

O Sergipe até tentou buscar o empate nos acréscimos, mas esbarrou na boa marcação dos pernambucanos, que se fecharam num 4-5-1 com os blocos médios/altos, sempre priorizando recuperação pós-perda logo de imediato. Ainda deu tempo de Hugo quase marcar de novo, entretanto ele acabou se desequilibrando na hora do chute.

Mais Querido se defendeu no 4-5-1 (Imagem: InStat TV)

A segunda etapa começou mais devagar, com o Tricolor controlando as ações, entretanto sem assustar a meta guardada por Dida. Mesmo assim, a primeira finalização dos visitantes só foi acontecer aos 11 minutos, em uma cobrança de falta de Hiago; arremate saiu sem direção do gol de Jefferson e pouco levou perigo.

Buscando ao menos o empate, o Gipão esbarrou na falta de qualidade e no bom posicionamento do sistema defensivo coral. A alternativa adotada por Marcelo Martelotte foi fechar no 4-4-2, com Matheuzinho caindo à esquerda e Ratinho voltando a ocupar a sua função de origem, a lateral direita, tendo os blocos médio/baixos.

Cobra Coral se defendeu com duas linhas de quatro (Imagem: InStat TV)

A melhor chance do Colorado aconteceu aos 25 minutos. Sinho serviu Alan James, porém o atacante falhou na hora da finalização. Não passou daí e os donos da casa voltaram a pressionar, quase ampliando o placar em jogada de Matheuzinho; ponta recebeu de frente para a barra, contudo finalizou mal, desperdiçando um lance inacreditável.

Com as entradas de Rodrigo Yuri, Tarcísio e Fabrício, o Santa Cruz passou a se postar num 4-2-3-1 quando teve a posse de bola, deixando Rafael Furtado isolado no ataque. A pressão continuou, mas o placar se manteve o mesmo, garantindo a festa da torcida e a vaga no G-4.

Tricolor partiu para cima no 4-2-3-1 nos minutos finais (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Evelyn Cristina/Santa Cruz

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