Ouros da casa: base do Sport é destaque na Copa do Brasil Sub-17

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Baseado em fatos reais. Semifinalista da Copa do Brasil, o Sport inicia nesta segunda-feira (6) o sonho pelo bi, agora com a base no Sub-17. Rubro-negro, que já eliminou gigantes como Corinthians e Cruzeiro, enfrenta o poderoso Palmeiras às 15h, no Arruda, pelo confronto de ida; volta acontece na próximo sexta-feira (10), sob mando paulista.

O Pernambutático destrincha as principais características do time treinado por Otávio Augusto, com movimentações táticas, modelo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais da campanha; é a segunda vez que o Leão chega entre os quatro melhores da categoria, como em 2016, quando foi finalista.

“O Sport sempre entra para competir no nível mais alto, mesmo com diferenciação no investimento entre clubes do Sul-Sudeste e os do Nordeste. Temos noção que nossos atletas têm qualidade técnica, além de boa estrutura para desenvolver o trabalho. Disputamos a Copa Brasileirinho, em março, e acabamos eliminados para o Cruzeiro, mas tendo condições de melhorar, sendo muito elogiados”

Otávio Augusto, técnico do Sub-17 do Sport ao Pernambutático

ATAQUE – ESTREMECENDO A TERRA

A boa campanha no Sub-17 colocou os holofotes nos jovens atletas do Sport. Isac, Charles Eduardo, Fernandinho e Riquelmy, dentre outros, surgem sob boas expectativas, despontando como promessas. Pelo caminho, o Leão já eliminou América-RN, Corinthians e Cruzeiro, na ordem, chegando à semifinal da Copa do Brasil de moral elevado.

Escalação dos cinco primeiros confrontos foi a mesma (Feito no Tactical Pad)

Frente ao Timão, apresentou uma de suas principais facetas em fase ofensiva: agredir a equipe rival com velocidade ou transições rápidas. Neste cenário, geralmente explora um 4-3-3, tendo os laterais auxiliando na construção e Fernandinho flutuando entre as duas últimas linhas, geralmente surgindo como elemento surpresa.

Postura e organização rubro-negra (Imagem: SporTV)

“Entramos o mais focados possível, sabendo que poderíamos competir com os demais para fazer tudo com muita perfeição. Buscamos entender os pontos fortes e aproveitar os pontos fracos do Corinthians, atuando em cima disso, e mantendo nossa maneira de jogar, o que nos foi credenciando na competição, mesmo diante de um adversário que já nos conhecia”

Otávio Augusto, técnico do Sub-17 do Sport ao Pernambutático

Outro flerte comum é utilizar o 4-1-2-3 de muita profundidade e agressividade pelos lados do campo. A estratégia foi vista no triunfo por 2 x 1 sobre o Cruzeiro, na Ilha do Retiro, resultado que fez o rubro-negro jogar pelo empate na partida de volta, em Minas, onde teve sucesso.

Laterais ajudam durante construção de jogadas (Imagem: SporTV)

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Geralmente objetiva, a equipe não precisa de muitas finalizações para ir às redes, somando nove gols no certame, com o atacante Riquelmy como artilheiro, assinalando três. O zagueiro Isac fez outros dois, enquanto Fernandinho, Kedson, Charles Eduardo e Vitor Neves marcaram uma vez cada.

DEFESA – A COR DA GUERRA

Se o ataque estremece a terra, o sistema defensivo tem a cor da guerra, sofrendo quatro gols nas cinco vezes que entrou em campo. Só não foi vazado, todavia, em apenas um jogo, a vitória por 1 x 0 sobre o Timão. O modelo mais utilizado sem a bola é se fechar com duas linhas de 4, fixando no 4-4-2 padrão, na maioria das vezes bem compactado.

Leoninos em blocos médio/altos diante dos alvinegros (Imagem: SporTV)

“É uma equipe com qualidade técnica e tem um trabalho bem feito. Os atletas entenderam esse espírito de fazer o nosso muito bem, que vai nos levando cada vez mais longe”

Otávio Augusto, técnico do Sub-17 do Sport ao Pernambutático

Outra opção comum é utilizar o 4-1-4-1 flertando ao 4-5-1 para povoar melhor o miolo e segurar as investidas do adversário pelos lados. Neste cenário, apenas o centroavante, Riquelmy, fica mais isolado, tendo os pontas recompondo junto aos volantes em proteção à primeira linha.

Compactação sem a posse contra a Raposa (Imagem: SporTV)

Se a transição ofensiva flui bem, a de defesa deixa a desejar. Talvez este seja o principal calo do treinador Otávio Augusto na competição, algo que precisa ser corrigido. Afinal, o adversário Palmeiras conta com a jovem estrela Endrick e vem amassando os adversários.

JOIAS A SEREM LAPIDADAS

Isac (ZAG) – Pilar. Com apenas quatro gols sofridos em cinco jogos, a defesa do Sport é a segunda menos vazada dentre os semifinalistas ao lado do Vasco, perdendo justamente para o Palmeiras, adversário nesta fase. Muito dessa solidez defensiva se deve ao defensor de 16 anos, pois mostra bom posicionamento, tempo de bola e noção de espaço.

Ao ter a posse, o zagueiro rubro-negro também se destaca, sendo construtor das jogadas em passes verticais. Além disso, conduz o jogo desde o campo de defesa, abrindo espaços para quebrar as linhas rivais. Outro ponto forte é a bola aérea, seja em fase ofensiva ou defensiva, tanto que já marcou dois gols na competição.

Charles Eduardo (MEI) – Experiente. Apesar de ter somente 17 anos, é quem mais “rodou” dentre o grupo que está disputando o torneio. Integrado também ao Sub-20, Charles teve a oportunidade de integrar o elenco da Copa São Paulo de Futebol Júnior na atual temporada, entrando em todos os jogos.

Titular absoluto no meio, é o cérebro do Leão, sendo peça fundamental ao sistema tático. Atuando centralizado na variação ao 4-3-3 e manutenção do 4-2-3-1, é responsável pela criação, além de ajudar na transição por dentro. Com boa visão de jogo, sempre encontra um companheiro livre, tanto na referência, como pelas beiradas do campo.

Fernandinho (PD) – O gás. Considerado o mais promissor da geração, ainda completará 16 anos, mas também já tem rodagem. Formado pelo futsal do clube, chegou a atuar pelas categorias de base do Flamengo, no entanto, não conseguiu se firmar. De volta ao Sport, tem demonstrado características importantes à equipe, com e sem a bola.

Ao ter a posse, tem velocidade durante a transição ofensiva, ditando o ritmo do time no ataque. Com forte drible, se sobressai diante dos marcadores na habilidade, além de dar amplitude. Na fase defensiva, também se destaca, já que mostra agressividade na recuperação pós-perda e boa recomposição, auxiliando a fechar os espaços para infiltrações.

Arte: MVN Designers

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