Náutico na Série B: como joga taticamente o Vasco

Por: Felipe Holanda

Sinal da cruz. Em clima de Déjà vu, o Náutico encara o Vasco no Arruda e concentra suas rezas para engatar sequência positiva na Série B do Campeonato Brasileiro. Partida, que pode ser considerada de “seis pontos”, acontece nesta terça-feira (7) às 19h, válida pela 11ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, informações exclusivas de um setorista, e muito mais do Cruzmaltino.

O TIME

Frente ao Timbu, os cariocas serão comandados pelo auxiliar Emílio Faro, já que Zé Ricardo pediu desligamento do clube para acertar com o futebol japonês. A tendência é que o interino mantenha a base dos titulares, exceto pela ausência do zagueiro Quintero, suspenso, caso idêntico ao do meia Palacios. Raniel, Juninho e Erick, todos sentindo lesões na coxa, seguem fora de combate.

Provável formação inicial dos vascaínos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Com apenas um treino sob o comando de Faro, a tendência é que o Vasco sinta um pouco o ritmo de jogo, podendo influenciar nos bons números do sistema ofensivo. Até aqui, foram oito gols marcados na Série B, geralmente explorando um 4-2-3-1 de muita objetividade quando tem a posse no último terço.

Postura e organização carioca (Imagem: Brasileirão Play)

Outra alternativa com a bola nos pés, esta mais ousada, é se postar num 4-2-4, tendo Nenê, o cérebro do time, ditando o ritmo da posse alvinegra e controlando o jogo. A estratégia, no entanto, acontece mais em partidas dentro de casa, ou quando o time está atrás no placar.

Tentativa de imposição ofensiva do Gigante da Colina (Imagem: Brasileirão Play)

Tênue. Às vezes direto, noutras programático. Se quiser construir suas jogadas com mais calma, o Cruzmaltino utiliza uma saída 4+2, com os dois volantes auxiliando no início da construção e os extremos dando profundidade pelos lados do campo, além da efetividade dos laterais.

“O Vasco costuma fazer uma saída de 3 com a dupla de zaga, tendo Andrey próximo. Assim, os laterais ficam espetados e com liberdade para atacar, assim como as demais peças de meio-campo, ficando alinhadas e junto ao centroavante”

Fábio Azevedo, do Canal Vascaíno Fanático

COMO DEFENDE

Quase perfeitos. Sofrendo apenas três gols em dez jogos, o Vasco ostenta a defesa menos vazada da Segundona, à frente de Sport, Cruzeiro e Chapecoense, todos com quatro. O modelo mais utilizado sem a bola é se fechar no já conhecido 4-4-2, deixando claras as duas linhas de 4 para segurar as investidas rivais.

Compactação alvinegra na defesa (Imagem: Brasileirão Play)

Curtindo o conteúdo. Apoie nosso projeto clicando aqui ou via pix. Chave: pernambutatico@gmail.com

Outro cenário frequente é manter as linhas quádruplas e performar um 4-1-4-1, tendo um dos volantes à frente da defesa e apenas o centroavante mais isolado. Dessa forma, o Cruzmaltino consegue preencher bem o meio e dificultar a troca de passes do adversário, geralmente com mais chances de recuperar a bola.

“Defensivamente, há mais solidez que no ano passado, inclusive tendo o melhor número em dez rodadas desde 2017. A cabeça de área tem protegido bem os espaços e sido responsável pelo primeiro combate; goleiro Thiago Rodrigues não é vazado há cinco jogos e isso mostra a solidez do setor”

Fábio Azevedo, do Canal Vascaíno Fanático
Outro exemplo defensivo dos cariocas (Imagem: Brasileirão Play)

DÉJÀ VU

Náutico e Vasco já se enfrentaram no Arruda, há quase 14 anos, em junho de 2008. Na ocasião, o gramado encharcado devido às fortes chuvas não tirou o brilho do confronto, que terminou empatado em 1 x 1. Welllington, o Tanque, marcou um belo gol de bicicleta para os alvirrubros, enquanto Edmundo fez o dos cariocas.

Escalação de pernambucanos e cariocas no duelo (Feito no Tactical Pad)

PARA FICAR DE OLHO

Thiago Rodrigues (GOL) – Paredão alvinegro. Muito da boa fase do sistema defensivo passa diretamente pelas mãos do goleiro, que acumula média de 3,4 defesas por jogo na competição. Além disso, Thiago tem sua importância na construção ofensiva, com média 13,6 passes certos a cada 90 minutos (67%).

Nenê (MEIA) – Resiliência. O Experiente Nenê continua apresentando um bom futebol com a camisa do Vasco, sendo o cérebro do time e ditando o ritmo da posse, somando média de 71% de aproveitamento nos passes. O camisa 10 também acumula duas bolas nas redes e duas assistências, sendo o líder da equipe em participações diretas, quatro.

Gabriel Pec (PD/PE) – Velocidade máxima. Dando muito profundidade pelos lados, seja o direito — mais frequente — ou esquerdo, Pec é uma das principais armas ofensivas do Cruzmaltino. Lidera o Gigante da Colina em chances criadas na Segundona, duas, além de um gol marcado.  

Créditos da foto principal: Daniel Ramalho/Vasco

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: