Sport na Série B: como joga taticamente o Bahia

Por: Mateus Schuler

Cozido versus bobó. O Sport faz duelo apimentado diante do Bahia e só pensa na vitória para poder continuar na “fartura” do G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Partida acontece nesta quarta-feira (8) na Arena Fonte Nova, às 21h30, válida pela 11ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Esquadrão.

O TIME

Mesmo ocupando uma das vagas no grupo de acesso à elite no momento, o treinador Guto Ferreira sinaliza mudanças na equipe, além de duas forçadas. Na defesa, Didi ocupa a vaga do suspenso Ignácio ao lado de Luiz Otávio, já a lateral esquerda é de Djalma, que ganhou a titularidade para Luiz Henrique. O meio-campo tem uma novidade: sem Rezende, ausente com dores na coxa, Mugni é quem entra junto a Patrick e Daniel, enquanto Marco Antônio, Davó e Rildo substituem Vitor Jacaré, Rodallega e Raí no 4-3-3 do Tricolor de Aço

Provável escalação dos baianos diante do Leão (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Segundo melhor ataque da competição, marcando 13 gols, o Bahia é ainda o quinto time com mais finalizações, tendo média de 14,2. Apesar disso, pouco valoriza a bola, pois tem a quarta menor média de posse, totalizando 45,6%, sendo bastante intenso quando chega ao campo ofensivo; muito se deve ao modelo de jogo proposto por Guto Ferreira.

Um dos volantes recua ao lado dos zagueiros, dando liberdade aos laterais (Imagem: Brasileirão Play)

Ainda que não “goste” de conduzir as jogadas ofensivas desde a defesa, Guto faz a equipe formar uma saída 3+2, tendo a zaga e o trio de meio-campistas bastante próximos, com um dos volantes mais recuado. Quando fica no jogo apoiado, trocando passes, consegue explorar um 4-2-3-1 ao atacar variado ao 4-3-3 constantemente.

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Linhas buscam o máximo de aproximação (Imagem: Brasileirão Play)

“Entrada de Mugni no meio-campo faz o time perder na força do combate, mas agrega na transição. As jogadas fluem pelo lado, com os extremos ajudando em contra-ataques ou pelo meio, quando os meio-campistas tentam conduzir mostrando cadência”

Lucas Cézar, do Canal do LC

COMO DEFENDE

Os seis gols sofridos fazem o Esquadrão ter a terceira melhor defesa, atrás do próprio Sport no quesito, porém os números em fase defensiva são um tanto controversos. Com 18,8 faltas por partida, é o time mais faltoso da Série B, no entanto neutraliza as investidas adversárias de outras maneiras, como a boa postura sem a bola.

Tricolor geralmente se fecha em duas linhas de 4 (Imagem: Brasileirão Play)

“Uma característica habitual de Guto Ferreira é fazer os pontas recuarem para poder ajudar na marcação na segunda linha ao lado dos volantes. Dessa maneira, os laterais não ficam tão expostos, tendo um reforço pelos lados e dando maior poder de combate aos volantes”

Lucas Cézar, do Canal do LC

Com apenas 44 finalizações certas de 128 no total contra sua meta, a equipe é uma das que melhor controlam as ações. Quando não tem a bola, se fecha — frequentemente — no 4-4-2, formando blocos médios para contra-atacar ao recuperar, uma das prioridades do comandante. Outra alternativa é ficar no 4-1-4-1, recuando as linhas e no mesmo propósito: o contragolpe.

Compactação defensiva para fechar o máximo de espaços (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Danilo Fernandes (GOL) – Muito da solidez defensiva do Bahia é pelas boas atuações do camisa 1, fazendo importantes intervenções. Conhecido do Leão por conta da passagem em 2015, vem conseguindo manter a boa fase pelo Esquadrão, sendo um dos destaques desde a última temporada; nesta Série B, totaliza 33 defesas, sendo o sétimo goleiro no quesito.

Daniel (MEI) – Principal pensador de jogadas da equipe, faz a bola rodar com frequência, seja fazendo a transição pelos lados ou no meio buscando levar ao centroavante. Não é o líder tricolor em assistências diretas para gol, mas é quem mais criou grandes chances — duas — junto a Davó e Vitor Jacaré. Já marcou dois gols, pisando na área em boa parte das vezes que ataca.

Davó (ATA) – Goleador. Emprestado pelo Corinthians, vem repetindo o bom momento que viveu no Guarani, onde foi revelado, em 2019. Com a camisa tricolor, nesta Segundona, é o vice-artilheiro da competição, balançando as redes por quatro vezes; Diego Souza e Lucca fizeram cinco tentos. Além disso, já deu 20 finalizações, o segundo do time no quesito ao lado de Vitor Jacaré.

Créditos da foto principal: Felipe Oliveira/EC Bahia

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