Náutico na Série B: como joga taticamente o Sampaio Corrêa

Por: Felipe Holanda

Frevo versus reggae. Dançando na tabela, o Náutico faz confronto direto com o Sampaio Corrêa na necessidade de pontuar para não cair no passo e voltar ao Z-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo nordestino acontece nesta sexta-feira (10) às 19h, no Castelão, em São Luís, pela abertura da 11ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais da Bolívia Querida.

O TIME

Frente ao Timbu, o técnico Leo Condé não poderá contar com Pará e Andrey, ambos lesionados. Em contrapartida, deve promover as voltas de jogadores como Eloir, Rafael Vila e Ygor Catatau. A formação vem obtendo resultado, já que a equipe ainda não foi derrotada em casa com eles atuando; João Victor e Lucas Hipólito brigam por uma vaga na lateral esquerda.

Provável formação inicial dos maranhenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Povoamento. Marcando 11 vezes em 11 rodadas da Série B, média de exatamente um gol por jogo, o Sampaio Corrêa já apresentou diversas formas de atacar. A mais comum, no entanto, é performar um 4-3-3 de muita movimentação, sempre contando com o apoio dos um dos laterais na construção ofensiva, enquanto os extremos dão profundidade e amplitude pelos lados.

Posicionamento maranhense no ataque (Imagem: Premiere)

Caso queira valorizar melhor a posse na organização, a Bolívia Querida pode explorar uma saída de 3, tendo um dos volantes recuando entre os zagueiros para buscar melhores opções de passe. Neste cenário, os laterais ganham mais liberdade, chegando com mais efetividade no último terço do campo.

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“O time usa lançamentos da zaga ao ataque, mesmo tendo dois laterais bem ofensivos e que saem para o jogo. Pimentinha é o jogador mais acionado do setor, deixando as jogadas muito previsíveis”

Weslley Maranhão, repórter na Rádio Timbira

Híbrido, o 4-3-3 de Léo Condé tem variações frequentes ao 4-2-3-1, deixando apenas o centroavante mais isolado à frente para ser municiado pelo tridente na linha de trás. A estratégia pôde ser vista tanto em jogos como mandante ou visitante, com o Paio construindo a maioria de suas investidas por fora.

Espaçamento das peças do Paio (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Gangorra. O sistema defensivo do Sampaio já demonstrou fragilidade, sofrendo 13 gols nesta Segundona, média de mais um a cada 90 minutos. Quando ameaçado, o time de Condé costuma explorar um 4-1-4-1, com um cabeça de área entrelinhas e um centroavante mais adiantado, tentando povoar melhor o meio; modelo de jogo apresenta flertes constantes ao 4-5-1.

Postura tricolor sem a bola (Imagem: Premiere)

“O ponto forte da defesa é a dupla de zaga. Enquanto Godói se sobressai por ter força física e imposição frente aos atacantes adversários, Nilson Júnior demonstra mais técnica. Já os laterais, por terem características ofensivas, costumam dar espaços para infiltrações”

Weslley Maranhão, repórter na Rádio Timbira

Caso queira diminuir ainda mais os espaços, o técnico do Paio pode utilizar uma linha inicial de 5, tendo um dos pontas recompondo para formar um 5-4-1. O modelo de jogo foi visto na derrota por 2 x 0 para o Criciúma, na última rodada, quando os maranhenses atuaram longe de seus domínios.

Tentativa de ferrolho defensivo da Bolívia Querida (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Mateusinho (LD) – Lá e cá. Um dos principais destaques da equipe, o lateral-direito tem bons números tanto em fase ofensiva, como defensiva. Forte no apoio e nas chegadas ao ataque, já balançou as redes por uma vez e serviu os companheiros em outras duas. Sem a bola, lidera a equipe com 21 interceptações, além de ser o vice-líder em desarmes, totalizando 20.

André Luiz (VOL) – Sustentação. Pilar do meio do Tubarão, o cabeça de área é quem mais desarmou no time, dando combate nos adversários por 25 oportunidades. Além disso, consegue ir bem também com a bola no pé, dando uma assistência e 12 passes decisivos; jogador é fundamental também na transição da defesa ao ataque, marcando dois gols até o momento.

Pimentinha (PD) – Arisco. Velho conhecido do futebol pernambucano, por sempre se destacar nos jogos contra, o atleta honra bem o apelido, pois sempre foi de dar trabalho. Dentro de campo, demonstra muita velocidade e força no drible, assim como aprofunda bastante suas jogadas. Nesta Série B, fez apenas um tento, mas é quem mais finaliza pelo Tricolor: total de 22 chutes.

Créditos da foto principal: Ronald Felipe/SCFC

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