Campanha de G-4, desempenho de Z-4: erros e acertos de Gilmar Dal Pozzo no Sport

Por: Felipe Holanda, Ivan Mota e Mateus Schuler

Não é de hoje que o torcedor do Sport vem pedindo a cabeça de Gilmar Dal Pozzo. Apesar da proximidade do G-4 —, está na 5ª posição, com 20 pontos —, apresenta um futebol aquém dos que vêm brigando pelo acesso à Série A do Campeonato Brasileiro; Leão tem segundo pior ataque, ao mesmo tempo em que é dono da terceira defesa menos vazada da Segundona.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha as principais características da equipe de Dal Pozzo, com posicionamentos táticos, números, os principais erros cometidos, o que precisa ser melhorado para o rubro-negro conquistar o acesso, e muito mais.

ATAQUE – SOFRÊNCIA LEONINA

Jubadependência. Com o Sport marcando apenas nove gols em 13 partidas, média de 0,69 a cada 90 minutos, a responsabilidade cai nos pés de Luciano Juba, um dos poucos destaques ofensivos da equipe nesta Série B. O camisa 46 é o artilheiro do time com quatro gols, líder em grandes chances criadas, dribles realizados por partida e peça fundamental nas bolas paradas.

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Taticamente, Juba também é muito importante no 4-2-3-1 de Gilmar Dal Pozzo, já tendo atuado em todas as funções do meio de campo ofensivo. Geralmente joga no lado esquerdo do ataque, posição onde rende mais, conseguindo aplicar cruzamentos e finalizando bem, além de ajudar defensivamente. Por muitas vezes foi colocado também pela direita, onde não repetiu o mesmo futebol, atuando ainda centralizado em certas situações, praticamente como um meia armador.

Prata da casa do Leão caindo pela esquerda no meio (Imagem: TV Globo)

Mas seus companheiros de ataque não estão conseguindo manter um desempenho nem próximo nesta Segundona. Titulares nos últimos jogos, Kayke e Jaderson estão sendo bastante criticados pela torcida e, mesmo com uma sequência de jogos como titulares, não conseguem evoluir. O centroavante marcou apenas um gol nos dez jogos que disputou, sendo seis como titular. Já o ponta, que chegou a fazer alguns bons jogos no Pernambucano, segue zerado em gols e assistências nas oito partidas que disputou no nacional, sendo cinco no 11 inicial. Giovanni, armador que já tem sete jogos iniciados na equipe, também segue apagado; apesar de alguns lampejos de bom futebol, o camisa 77 só tem uma assistência e é outro que não caiu nas graças da torcida.

Se os titulares habituais não estão bem, os reservas também não conseguem ser boas opções. Búfalo, principal sombra na referência do ataque, só marcou um tento na Série B e não consegue repetir as grandes atuações da Copa do Nordeste; Bill também só balançou as redes uma vez. Os baixos números fazem a torcida procurar em jovens da base uma possível esperança, mas Flávio e Paulinho, nomes mais requisitados, seguem não sendo utilizados pelo treinador.

Quando tenta se impor, principalmente nos momentos que necessita do resultado, como na virada diante da Ponte Preta, o time pode se postar num 4-3-3 variado ao 4-1-4-1. Assim, um volante fica mais recuado, tendo uma linha de quatro próxima ao centroavante, jogando com praticamente dois meias e pontas, conseguindo criar mais oportunidades e agredir o adversário. A partida contra a Macaca, ao lado da vitória sobre o Tombense por 2 x 0, foram as únicas ocasiões em que o rubro-negro balançou as redes por mais de uma oportunidade.

Imposição do Leão no campo de ataque (Imagem: SporTV/Premiere)

DEFESA – SALDO POSITIVO

Solidez. Não fosse pelo bom desempenho do sistema defensivo, o Sport certamente estaria brigando na parte de baixo da tabela. Nos 13 jogos disputados até o momento, foi vazado em seis, tendo apenas um gol por falha individual direta; outros dois foram de pênalti e três de fora da área. Erro ocorreu na derrota por 1 x 0 para o CSA, ainda pela 5ª rodada.

Apesar disso, o Leão tem a terceira melhor defesa da Segundona, ficando atrás apenas de Grêmio, com quatro, Cruzeiro e Vasco; ambos sofreram cinco tentos. Priorizando mais a fase defensiva, o técnico Gilmar Dal Pozzo consegue apresentar números positivos principalmente pela postura, que varia conforme o adversário propõe ofensivamente.

Sistema de marcação leonino frente ao Imortal (Imagem: SporTV/Premiere

O mais comum é a formação de um 4-4-2, geralmente de blocos médios, seja em jogos como mandante ou visitante. Desse modo, consegue gerar contra-ataque e fechar mais espaços para chutes de média e longa distância, ponto bastante criticado. No último jogo, no clássico estadual, conseguiu controlar o ritmo do Náutico, porém a saída de Bruno Matias no intervalo deixou a cabeça de área exposta, propiciando mais finalizações de perigo da intermediária.

Quando Matias permanece em campo, o comandante leonino opta ainda por variações ao 4-5-1 – mais comum – e/ou 4-1-4-1. Com isso, povoa o meio e busca induzir o rival ao erro, evitando que a entrelinha seja ocupada por um jogador da outra equipe. Tendo os blocos próximos, pode também baixar as linhas, tentando dar o máximo de compactação possível ao setor; ainda assim, os rubro-negros são o quinto time que cede mais finalizações certas contra sua própria meta: 60 de um total de 194, sendo também o terceiro no geral do quesito.

Apenas o centroavante fica mais adiantado sem papel de combate (Imagem: SporTV/Premiere

Créditos da foto principal: Anderson Steves/Sport

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